Wednesday, 30 December 2009

apresento-Vos...

... a minha resolução para 2010
(ambiciosa, eu)

If by Rudyard Kipling

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too:
If you can wait and not be tired by waiting,
Or, being lied about, don't deal in lies,
Or being hated don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;

If you can dream---and not make dreams your master;
If you can think---and not make thoughts your aim,
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same:.
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build'em up with worn-out tools;

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings,
And never breathe a word about your loss:
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!"

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with Kings---nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you,
If all men count with you, but none too much:
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And---which is more---you'll be a Man, my son!

_________________________________
A todos um feliz 2010

Monday, 28 December 2009

Mais um Natal...

... e mais um fim de ano!

... e mais uns dias de pequeno fazer pouco, entre Festas, festejos e festinhas (mais ou menos sentidas)

confesso que combato com afinco o Scrooge que em mim há.... não na avareza (não sou, I think) mas no ser rezingão. No não ter a mínima pachorra para as idiossincrasias da época (podem ver aqui o seu significado) - que mais não é que um eufemismo para hipocrisia.

ganho praticamente sempre o combate e só quem me conhece bem sabe que estou piursa ou aborrecida.

penso em coisas bonitas, nos dias felizes que passei no meu reduto, na alegria em dar, festejar com quem me quer bem e com quem a Eu quero bem. de celebrar o aniversário do meu Rei em harmonia, sabendo e dando Graças porque tenho tanto pelo que dar Graças.

Em última semana do ano tinha um post pensado bem divertido mas (foi um empate esta Guerra) fiquei sem vontade com a manhã que vai correndo (isso e com a grande habilidade que tive em tirar fotografias com que planeava decorar o referido post, o que provocará eu ter de esperar para chegar a casa e perguntar a quem sabe mais - que neste caso se materializa em duas Crias dominantes das Novas Tecnologias - para tornar as belas fotos em qualquer coisa que o computador reconheça e não apenas uns ".temps" quaisquer... adiante)

tive uns quatro dias fantásticos

espero ter outros tão fantásticos

e - roubando a minha querida cházinha - não gosto de anos pares... mas esperemos que 2010 seja um ano de conquistas e consolidações de vitórias.

É apenas mais um ano ou até apenas mais um dia no calendário. Mas somos assim, não é?
Marcamos e demarcamos fronteiras "políticas" tornando-as importantes, ficamos mais felizes quando as passamos bem
ficamos mal se alguma coisa acontece nessa altura

adiante

que o ano de 2010 seja feliz!

Wednesday, 23 December 2009




Um Santo Natal a todos

Thursday, 17 December 2009



... e a terra tremeu!...





em "bela" noite de insónia lá estava eu enroscadinha no sofá. A terra a tremer não é das melhores sensações...





felizmente nada de muito grave... mas depois quem dormia, quem?





noite em branco, foi o que foi...

Insituto de Meteorologia

nunca é demais recordar os cuidados a ter...

Tuesday, 15 December 2009

e isto?...

Quanto mais sei sobre animais...

... mais gosto deles!

(divirtam-se... vale mesmo a pena!)

tirado deste blog

Monday, 14 December 2009

parágrafo "V"

Mais um pedacinho que escrevi naquele lado.

A história completa aqui.
O parágrafo é este.

Uma boa semana para todos!

Thursday, 3 December 2009

Climategate

Climategate: o escândalo das mudanças climáticas (VÍDEOS)

o que pensar?...

via blog design inteligente

e depois há destas coisas

Como já tenho dito por aqui o mês de Dezembro e principalmente o Natal trazem-me memórias e sentimentos díspares.

Por entre a alegria e excitação vem a saudade, o rancor, a dúvida;

Enquanto celebro o aniversário do meu Rei, não evito redordar aqueles que não o podem celebrar, a miséria e a guerra;

Faço listas de prendas mas entristeço-me por ter que as reduzir;

É como se as feridas estivessem na maior parte do ano escondidas pela folhagem e que nesta altura, mercê do frio que sinto na alma, aparecessem quase intactas ou cicatrizadas em riscos profundos desnudando-se a cada cair de folha.

Houve então um dia que decidi estar só. Ficar só. viver só.

Houve uma altura em que me decidi a fazer desta música o meu mote de vida. Quem me lê sabe. Quem me conhece também.

Ontem ouvi-a outra vez.

Recordei os sentimentos. É fácil este caminho, digo eu agora. Escolher não sofrer para não sofrer.

É fácil afastar todos e afastarmo-nos de todos.

Mas um dia (na verdade dois!) Deus deu-me dois sorrisos.

E por estes sorrisos vale a pena sair da ilha, quebrar a pedra.

Por estes sorrisos, ainda que percam com o passar dos anos esta inocência e entrega, por estes sorrisos, faz-se mais um esforço, abre-se o nosso sorriso também.

(...)
No feriado metemo-nos por aventuras e não fizemos a árvore. “Desculpem, digo eu, fazemos no Sábado, pode ser?”

Ontem encontrei a árvore feita pelos meus sorrisos, ainda que já sem aquela inocência de bebe, feita pelos meus pequenos homens de sorrisos marotos, juvenis mas entregues com orgulho, entregando-me a tarefa feita, esperando o meu aval.

Ontem lembrei-me outra vez desta música e agradeci a hora em que decidi arriscar. é preciso amar para sofrer. e eu não me importo da segunda se for o preço da primeira.

Com um dia de atraso ontem começámos a contagem decrescente para o aniversário mais feliz da nossa casa.

Um bom resto de semana








nota: "I am a rock", Simon & Garfunkel, e pode ser ouvida na playlist ali ao lado

Friday, 27 November 2009


O ecrã devolve-me a tela branca.

Tantos textos, tantas ideias, tanto que quero dizer e muito mais que não quero.
Porquê, pergunto-me.

Não me consigo decidir. Não consigo articular as ideias.

O Natal aproxima-se. Com ele chegam sentimentos, saudades, vontades de balanços ou desejos de os evitar.

O sol começa a despontar apesar das ameaças de chuva.

Lá em casa temos a CN em recuperação, a CV com testes e trabalhos de grupo, a nocas verde também com testes, o F desesperado por descanso, os Lords… bem esses, estão e recomendam-se.

Assim sendo, e continuando neste tom desconcertantemente inócuo, desejo a quem por aqui passa um óptimo fim-de-semana.

Pelos meus lados tentaremos começar a preparar o Natal. Pequenino em tamanho, curto em distância percorrida, enorme em afecto.

Thursday, 26 November 2009

O Natal na minha terra

(pego, descaradamente, no título de um concurso que por aqui se vai fazendo)

Sou de Lisboa.
Os meus pais são de Lisboa, os meus avós são de Lisboa, alguns dos meus bisavôs são de Lisboa.
Não tenho terra, portanto.
Não no sentido que fui ouvindo os meus colegas. "Vou passar o Natal à terra".

Passei o Natal, o carnaval e todos os dias na “minha terra”. As férias eram passadas na terra de outros, não na minha.

Cresci num bairro lisboeta. Daqueles criados para os trabalhadores das fábricas implantadas ali perto. Reuniram-se ali três gerações o que provocou, a certa altura, serem quase todos primos. Nascia-se ali, namorava-se por ali, casava-se ali. Quase um clã enorme.

As ruas eram pequenas com casas pequenas de cada lado, cortadas por avenidas centrais.

Tínhamos a D. Zaida que vendia coisinhas de supermercado em casa. A D. Berta que fazia os arranjos de costura. A D. Lálá que vendia gelados no Verão e pirolitos no Inverno. O Sr. Romão que era canalizador, o meu pai que arranjava todos os electrodomésticos e outros tantos que conhecíamos pelos nomes que faziam pequenos serviços. A dada altura poderíamos ter sido quase auto-suficientes e não eram raras as vezes que sabíamos sempre que alguém estranho entrava no “bairro”.

O Natal?
As ruas eram enfeitadas. Pais, filhos e filhas deslocavam-se à serra ali perto para apanhar pinhas e musgo. As primeiras eram assadas em fogueiras no meio das ruas pequeninas sem carros, o musgo colocado nos presépios.

Havia umas famílias que iam comprar "rebuçados" a Espanha e que vinham recheados de brinquedos que não existiam cá em Portugal. Nunca soube muito bem como se processava aquilo, era mágico. As mães encontravam-se em lanches proibidos a crianças e depois apareceriam as prendas nas árvores.

O bairro inteiro começava a cheirar a Natal. Nas ruas “grandes”, como lhe chamávamos, apareciam carros com matrículas estrangeiras; os familiares de França, Luxemburgo, Inglaterra que chegavam.

As mães e avós começavam a cozinhar afincadamente. Era chamada a D. Maria, mulher enérgica, para esticar a massa. As mães competiam pelos melhores molotov’s, os melhores sonhos.

No dia de Natal as crianças vinham todas para a rua mostrar o que tinham recebido.
Era difícil decidir onde seriam passados a noite e o almoço de Natal. Não era estranho na noite de Natal haver famílias a deslocarem-se de casa em casa – o equivalente “bairrista” de ir “à terra” – e, também, no almoço. Perguntei-me sempre porque não faziam um ano em cada casa, mas as mulheres não prescindiam de mostrar a beleza das suas decorações, das suas mesas.

Havia, claro, famílias Capuleto e Montéquio. Eu que o diga, nascida de um amor entre uma Julieta e um Romeu com melhor fim. O Natal era mais estranho nestes casos. O bairro era tacitamente dividido em zonas não se cruzando nas peregrinações natalícias. Era perigoso. Houve “natais” estragados.

As férias de natal eram passadas na rua. Não havia frio ou gelo que resistisse às correrias, às apanhadas, aos jogos de futebol, às competições de berlindes, ao elástico. As avós e mães promoviam lanches de bonecas.

O Natal era desprovido de religião neste meu bairro. No entanto, ou apesar disso, anos houve em que as prendas em minha casa eram menores para poder dar também aos filhos dos que não tinham trabalho. Nesses anos eram os amigos que dividiam connosco a ceia, não os familiares. Amigos de criação, era como se chamavam. Sem questões, sem empréstimos. Só amizade.

O natal na minha terra era assim. Um Natal sem terra, no coração de Lisboa. Sem neve, sem igrejas pequeninas, sem viagens longas.
Um Natal na cidade

Tuesday, 24 November 2009

2007 - babaalert

Poema dos povos antigos

Os romanos eram loucos
E os gregos muito espertos
Os lusitanos valentes
Já sem contar com os iberos

Os celtas eram linguistas
Extremamente pacientes
Tantos povos cá passaram
Que até ficamos doentes

Estiveram cá visigodos
Que eram altos e louros
Até que chegaram os mouros

Passaram ainda os alanos
Mas quem mais marcas deixou
Foi a tribo dos romanos

_________________________________
feito pela CV em 2007

Thursday, 19 November 2009

peço-vos um exercício mental

imaginem que vão ver um espectáculo, um qualquer que não desporto e muito menos futebol, ok?
uma ópera, uma peça de teatro, um bailado, uma performance “andsoión”.
imaginem que pagam o vosso bilhete, que se sentam no vosso lugar sossegadinho e imaginem que não têm ninguém de chapéu ou peruca grande à vossa frente. é difícil, eu sei, mas imaginem ainda que ninguém tosse naquele interlúdio em que as luzem baixam e as cortinas começam a abrir.

o espectáculo começa e vêem, com pasmo, que a “coisa” não está a correr bem. Os actores esquecem-se das deixas, os cantores desafinam, os bailarinos caiem.
Imaginem que de repente o mist… digo, director, vem a palco e informa-vos das “vicissitudes”.

que não tiveram tempo suficiente para ensaiar, que algumas figuras essenciais estão lesion… digo, magoadas ou doentes; que o palco é torto, que o electricista é manco… o mais certo é zangarem-se ligeiramente, não?
mas então, imaginem que NÃO são como eu, que são pacientes e aceitam a oferta do director, recebem outro bilhete para outro espectáculo, num outro dia.
até aqui apanharam?

o grande dia chega
(o adjectivo grande é irónico)

o espectáculo lá se desenrola na normalidade (bem acentuado o adjectivo normal).
nem assim-assim nem brilhantismo, nem nenhuma falha de maior.
passa-se um bom bocado mas fica assim a faltar qualquer coisa… um pedido de desculpa ia bem, dizemos nós. ou então um bocadinho mais de entusiasmo, um bocadinho mais de entrega.

queremos mais, queremos mais, queremos mais, diria, se se tratasse de outra coisa.
mas, digo eu que sou do contra, poderemos exigir mais? afinal eles fizeram o possível, tentaram e cumpriram com o que estava no bilhete. não estaria impresso, com toda a certeza, que iríamos assistir ao fantástico espectáculo de qualquer-coisa. no bilhete não.
mas aquele sensação de amargo na boca, de uma entrega compensatória, de “sangue”, essa fica e permanece.
(...)
para quem ainda não percebeu parece que ontem Portugal ganhou à Bósnia e que, assim, continuou a caminhada gloriosa para o Mundial
(o adjectivo gloriosa também é ironia… da pura e dura)

assim sendo fiquemo-nos por estas glórias que conseguimos (este pronome pessoal parece irónico, não parece? e parece muito bem, sim senhor!) porque o director do espectáculo, digo, o mister, é muito do bom… pelos menos a julgar pelas palavras que ilustres senhores fulanos disseram sobre esta vitória ter “calado as bocas dos detractores do xenhorprofesso”.

tudo bem visto, é evidente que eu – ferverosa amante de futebol – vou seguir e torcer por Portugal. Até porque a Selecção, por aquilo que valer para quem gosta de futebol é maior e melhor que o somatório dos vários fulanos que por lá passarem.
o arrepio na espinha quando “A Portuguesa” tocar vai existir.
só espero que não volte a acontecer um jogo destes enquanto decido quem matou quem, como e porquê (ah, pois é… teste de penal com “goooolo” ao fundo. simpático, não acham?)
-------------------------------------
and now, for something completely different

BABALERT

ele haverá coisa melhor que ver a nossa CV tocar uma linda e melodiosa peça, sentado num fantástico jardim, de olhos fechados para sentir a música?



melhor não












mas ver a nossa CN equipado com o novíssimo equipamento do clube, mostrar-me as costas com o número da camisola e nome impressos enquanto faz toques fantásticos na bola é perfeitamente equivalente…




















pelo menos para mim, mãe babada de um estudioso da bola e um estudioso da música

sou boa parideira, disseram-me na maternidade (é evidente que não foi quem me disse isso que passou lá vinte e três horasde perna aberta , mas enfim).
mas sou melhor torcedora, fã, entusiasta

os vizinhos que se cuidem porque eu quero ouvir os meus filhos tocarem na guitarra e na bola todos os dias




Tuesday, 17 November 2009

Each flower that touches our life is fragile. Dance with it gently, gently, being thankful for the gift of it.'

Native American Wisdom

__________________________
retirei deste blog


Uma óptima semana!

Friday, 13 November 2009

Bom fim de semana


mas que vida!!!
Juro que vou tentar que o meu também seja assim...
na lanzeira

Ali ao lado

mais um lado solto

espero que gostem :)

óptimo fim-de-semana


Elas são três… o mundo é só um
(...)
Vi-as pela primeira vez na loja do rés-do-chão.
Vi-as por defeito de profissão. Sou cabeleireira. Olho para as mulheres e para os seus cabelos como se fossem um só, fazendo logo juízos, decidindo mentalmente o que faria, elogiando ou gritando silenciosamente o terrível trabalho das eventuais colegas.
(...)
Se cabeleireira não fosse não repararia nelas. Aliás, devo confessar que as reconheci depois pelo cabelo e não pelas suas faces.
(...)

Thursday, 12 November 2009

Até para ser gato...


deitados, lindos, belos, meigos... a Vet diz que parecem irmãos... a maneira como se dão.

dormem juntos e atrapalham a Lady N nas suas andanças matinais

acordam-me juntos com miados carinhosos e cumprimentos felinos

e mostram-me esta cara se me quero deitar na minha cama! Minha, ouviram?

um calmo - Lord Faramir - imponente, senhorial

outro traquinas - Lord Legolas Zézinho - brincalhão, desastrado

eles - diferentes, my God, tããão diferentes - dão-se bem.

podemos aprender com eles?

(ok, dispenso as cheiradelas mútuas... quem tem gatos sabes a que me refiro)

um bom dia para todos!

Wednesday, 11 November 2009

Happy birthday, Mr.F.

o Macho Mor lá de casa faz anos hoje.
que dizer dele?
fico com as palavras turvas e os sentimentos engasgados. quer pelo amiguismo quer pelo amor falar imparcialmente dele é difícil, muito difícil.

amigo do seu amigo
calmo
apaixonado
pai fantástico
(...)

não chegam, F, para te descrever.
mas fica com a minha humilde homenagem ao rapaz que conheci, ao adulto com quem casei, ao homem que amo...

Parabéns, my love

Tuesday, 10 November 2009

é muito ou's é

Somos apanhados de surpresa.
pensamos que conhecemos alguém, pensamos que sim. Já não somos miúdos, dizemos. Já não nos enganamos. Mas sim

(ajeitamento que devia ter sido posto lá em cima antes deste despejar de baboseiras começar: não, não é recado para ninguém. Não, não estou a pensar em ninguém mesmo nem me aconteceu nada. Vi acontecer, confesso. Não agora, não comigo)

pensamos que cuidamos que fazemos bem e de repente vemo-nos sozinhos.
às vezes os ciúmes fazem bem. vão por mim que não os tenho.
às vezes reclamar companhia, exigir amizade, pedinchar atenção faz bem. se não, sabem o que pode acontecer? ou nos tomam por frias, elitistas, ou por tão fortes que nunca precisamos de ninguém, ou esquecem-se de nós ou, pior, usurpam o nosso lugar
é muitos ou’s, é; mas todos maus.
e fico-me assim.
gosto deste despejar sem nenhum sentido, sem obrigação sem rotina.
se pensarem que não nos importamos que nos pisem, que se esqueçam de nós, que podem vir sempre que quiserem, sabem o que acontece?
não vêem. nunca
se pensarem que estamos a ser muito giras e modernas porque deixamos o “pássaro voar”, sabem o que acontece?
o pássaro voa
e não volta

Thursday, 5 November 2009

então aqui vai...



surge da conversa comigo em plena ponte, surge do que possam pensar aqueles que procuram fotos da miss checa (enjoativo, não é?...)

este blog é o meu ponto de desabafo. é a minha catarse, é o meu refúgio.

desabafo porque gosto de escrever, gosto de ler, gosto de inventar, porque gosto de ir recebendo os (apesar de) poucos comentários.



catarse porque aqui, ainda que sem nunca identificar de quem falo (e não será nunca a minha intenção) vou falando do que acontece, das histórias que vão povoando a minha cabeça, porque o esforço ou exercício de aqui colocar, com sentido, obriga-me a racionalizar, encadear. o resultado final é um grito mudo… mas grito.



refúgio porque me sinto confortável por aqui… umas vezes lendo apenas os outros, outras comentando…



sabem que mais?
gosto da minha vida. gosto deste canto. gosto do que fui fazendo por aqui e do que farei.

gosto gosto.

por isso dou este prémio a mim mesma.



blog felino de gritos aquáticos




e peço – não nomeio – a quem se identifique com esta posição assustadora e felina, ainda que momentaneamente subaquática o coloque no seu canto, se quiser…



debaixo de água mas ainda feroz


__________________________________________________________


Claro que não podia ficar em branco...

hoje é dia nacional da esclerose múltipla

visitem, informem-se

a ti, minha querida reitero os parabéns que te dei e que te dou


recebe a minha tulipa!
(adenda do tipo "perdeste uma óptima oportunidade para continuares silenciosa como estavas porque em blog "fechado" não entra mosca nem"...)
o dia nacional da escleroso múltipla é 4 de Dezembro... e não Novembro
mas fica a tulipa para ti hoje, amanhã e todos os dias...

Wednesday, 4 November 2009

de repente...


De repente lembro-me dele. Não, não é bem de repente. E não, não é bem dele.

Deste lado tão abandonado, tão maltratado, deixo-me vaguear. Já não escrevo por aqui há tanto tempo que não sendo pelos meus amiguismos o site meter estaria a zero. Tenho aqueles que me visitam e depois enviam mensagem para o telemóvel, ou comentam “em casa” o que acharam sobre os textos. Fico revoltada (exagero) e grito-lhes indiscriminadamente para “virem cá”, “comentem!” … só para ver se este post é destronado do invicto número um. Bem vistas as coisas, volto a mencioná-lo e referenciá-lo, o que não deve abonar muito para esta minha vontade de o destronar.

adiante…
deve ser do tempo (o que há falta de melhor inspiração imputo-lhe a razão principal deste meu silêncio). só pode ser do tempo.

de repente – dizia – ouço Aguardela a falar na rádio. de repente sinto saudades. de repente fico triste. de repente calo-me. de repente apetece-me gritar. de repente desespero porque não tenho onde gritar e o maço acabou. de repente lembro-me que por aqui posso.

de repente aquele texto que tenho vindo a pensar sobre um projecto fantástico desenvolvido por dois seres de quem tenho a honra não só de ser amiga como de me aceitarem como participante e de toda a publicidade que lhe quero dar passa em branco. Terá implicações. Mas não importa.
sou nocas, a verde. serei também o meu nome cristão quando e se fizer aquele anúncio.
não deixarei de ser nocas, a verde por aqui. é que sou mesmo nocas, a verde.
de repente deixou tudo de valer a pena… e ainda aqui onde grito e procuro consolo – enquanto os braços do meu amor não me tomarem e me aquecerem no oblívio da noite decido até por aqui calar-me. sei o que me leva e não é por aí que preciso seguir.

de repente… agradeço estas pequenas e fingidas paredes, esta solidão que me preenche, este choro que ninguém vê.

Friday, 30 October 2009

é de mim com toda a certeza...

Parece que o tratado de Lisboa vai avante. as pretensões de um certo país foram ouvidas. hurra! hurra!
e quais eram as pretensões, perguntará o povo, já de si tão arredado do que os bosses “lá longe” vão fazendo?

queria o excelso país ficar fora da carta dos direitos fundamentais da união europeia. e – pasmem-se – nem sequer é inédita esta posição… se virem aqui já Reino Unido e Polónia tinham dito – só para evitar dúvidas – que afinal o que estava presente na Carta não era para ser interpretado bem assim. interpretando eu de um modo até grosseiro parece que, afinal, o que a Carta reconhece só será válido se os próprios países já o tiverem feito.

nada de novo portanto.

uns dizem que sim, senhor, façam como melhor vos aprouver, outros dizem ah, e tal, só se nós já tivermos isso no nosso ordenamento.
a aplicabilidade directa das convenções no seu melhor

como já disse por aqui, tinha esperança que o tratado de… (ao contrário do Sr. PM não tenho nenhum orgulho nisto, mas enfim, o que está, está) Lisboa não seguisse.

tinha esperança que o povo do trevo conseguisse parar este documento.
o mesmo que não foi por cá sujeito a nenhum processo de escrutínio, referendo… – parece que tinha sido prometido, mas que sei eu! –devem ter pensado que tínhamos mais o que fazer e que quando o povo os elegeu lhes terá automaticamente passado uma carta-branca para fazerem tudo… referendo? para quê? aprovamos assim mesmo, qual pai simpático que inscreve o filho bebé no benfica porque ele sabe melhor. (lembram-se deste texto?)

It would be like the authority of a parent, if, like that authority, its
object
was to prepare men for manhood; but it seeks on the contrary to keep
them in
perpetual childhood: it is well content that the people should
rejoice, provided
they think of nothing but rejoicing

afinal o que me tinham dito era verdade.
muda-se a Irlanda.
e tantas vezes foi o cântaro à fonte que a Irlanda partiu-se, digo, aprovou o referendo. e que faltava agora? um outro estado tem dúvidas quanto à referida carta. oh, meu amigo checo, é que é já a seguir. e ainda temos uma garantia de que está tudo conforme a ordem até porque são países onde nada se passa e vivem todos muito felizes "for ever after" e todos muito contentes porque nos garantem que vão respeitar os direitos fundamentais. (e nós, os outros, não?)

já vi que não percebo muito disto e nem me apetece alongar e incomodar os meus dois queridos leitores.

mas - ajudem-me - será que percebi bem? não, de certeza.
temos uma carta de direitos fundamentais à qual se promete aderir como condição sine qua non da adesão ao próprio tratado.

temos uns países que dizem, sim, claro, aderimos a tudo mas "estas letrinhas que aqui se escrevem não reconhecem quaisquer direitos". até me apetecia fazer uma analogia qualquer com as calças de um homem mas não vou por aí.

não sei se dei a perceber mas não vou muito à bola com este “coisa” a que chamam UE. mas – pacta sunt servanda – estamos “lá” cumpramos e/ou lutemos pelos nossos interesses. e não digo nossos=portugueses (mas também) mas nossos desta cidadania europeia que nos vendem – impingem? – como um factor e consequência de um mundo global, aqui como sinónimo de mais justiça para todos, mais igualdade.

recuo até ao discurso de Churchill e medito nesta parte

Trata-se de reconstituir a família europeia ou, pelo menos, a parte que
nos for
possível reconstituir e assegurar-lhe uma estrutura que lhe permita
viver em
paz, segurança e liberdade


ainda que a parte de estados unidos da europa me azucrinasse a cabeça… sou inocente e pouco sabida nestas coisas mas somos todos iguais… mas uns mais iguais que outros.

quanto ao resto tenham um óptimo fim-de-semana. no meu covil tentaremos fazer artesanato por aqui.

Monday, 26 October 2009

a mudança de hora

parece que é copiado daqui… mas não é!
até porque ali reflecte-se (e bem) na vida, nesta coisa que vamos vivendo por aqui e nesta frase que me fica no ouvido

E a capacidade de não sofrermos tanto numa segunda ou terceira vez tem
precisamente a ver com a inexistência do factor surpresa.

por aqui falamos da surpresa com revi este actor.

e como tudo é discutível. admito que para alguns de vós ele não preste ou que os seus filmes sejam básicos ou outra coisa qualquer.

lembro-me dele nesta série e teria apostado tudo em como desapareceria num instante...

quando este filme saiu, ou mesmo este fiquei certa de que nunca seria mais nada além de um pretty boy e que a sua graça desapareceria com o peso da idade.

Mas depois vi este filme e fiquei admirada. Chorei, sofri e vivi com ele. Este achei um bocado lamechas demais… too american mas, ainda assim, surprise, surprise…

O que vi este fim-de-semana encheu-me as medidas. Nada neste filme é linear e a melhor maneira de o ver, para quem não o tenha feito é, como eu, não ler nada sobre ele. Ir descobrindo e vivendo com ele, descobrindo a sua mágoa e a profundidade da raiva, da crueldade…

acaba com o registo… não digo

em véspera de mudança de hora a CN acompanha-me (achava eu que era leve e tal) e falamos até “às tantas”. Gosto destas conversas. Gosto que discorde, concorde, equacione, racionalize e acabe por pensar por si. Mesmo quando as suas conclusões são repletas de dez anos sensíveis e semi-paradisíacos são as suas conclusões. E – babalert – lindas, sensíveis, inocentes, apaziguadoras…

quando vagueamos por assuntos – em que o filme se tornou uma miragem longínqua - e se apercebe do quanto “andámos” diz-me que gosta de falar connosco… “não sei – pensativo – parece que me compreendem, mesmo quando não concordam.”

Uma óptima semana para todos

e, cházinha, desculpa ter pegado no teu mote… (e feito isto!)

Thursday, 22 October 2009

thinking

Este brilhante texto lembrou-me um outro... meu... salvo a imodéstia.

ps - isto anda seco, seco... penúltimo semestre que inclui trabalhos de grupo e "cadeirões"... não se esqueçam deste lado, apesar da pouca corrente que cá ponho.

tenham um excelente dia... hoje começamos com Reais

Tuesday, 20 October 2009

...

há alguma solenidade ou doçura em escrever os números por extenso. Parecem maiores mas mais suaves. Mais importantes ou talvez menos agrestes.

há muita felicidade em escrever os anos que hoje completo.

não são primaveras em nenhum sentido da palavra. são Outonos. Outonos. são meus

são Outonos que passaram e muitos outros que espero passar. São as cãs que escondo com habilidade, rugas que me lembram todos os sentimentos que passei, cada um distintamente cravado na minha pele.

são histórias que vivi e outras, tantas outras que espero passar.
são amizades que recordo, outras que me recordam, muitas que nos recordamos.

são as Crias que me aquecem a alma, homem que me ama

É um Deus que me criou, acalenta, inspira, corrige e incentiva. são as Suas palavras que ecoam como suspiros doces de Pai ao meu ouvido.

são as saudades de ti que partiste e o meu agradecimento por tudo o que me deste e que contigo vivi.

há alguma solenidade, egoísmo e alegria em dizer publicamente (eu tão arredada deste meu Lado) que hoje é o meu aniversário.

faço Trinta e Seis anos hoje.

Monday, 19 October 2009

Good mornin' good mornin'


Um dia ainda escrevo sobre a minha Cria Mais Nova e o seu enorme talento para dançar e cantar...
Hoje não é o dia!
Mas foi delicioso rever (a seu pedido) este filme. Péssimo no enredo, "estucha" na história, contém alguns dos melhores momentos que se criaram em cinema musical.
Brilhante, my cub!
uma boa semana para todos




Friday, 9 October 2009

Yes, he can (?)




Não é uma crítica... ou talvez seja...


mas dar ao Presidente

Obama o Prémio Nobel da Paz parece-me... estranho

Tuesday, 6 October 2009

História de uma terra de ninguém

O F., perdido em terras de ninguém, exilado num trabalho pesado, longo, duro e solitário, escreve para matar a saudade, para se sentir próximo da família, para minguar a falta que os telefonemas não conseguem.

Deu-me este texto que com a sua permissão publiquei naquele lado.

Ide ler.

Uma óptima semana para todos

Friday, 2 October 2009

demo.....Krashia

A França não gosta do Tratado................................................muda-se o Tratado

A Irlanda não gosta do Tratado................................................muda-se a Irlanda

(é esta a demo krashia europeia que temos)

(viva a Irlanda)

Wednesday, 30 September 2009

twitando

... e de repente apetece-me fugir...
fico a ouvir a música fantástica que (só) eu ouço, um leve cheirinho a antigo, reminiscências dolorosas, uma angústia que sobe peito acima, uma sensação de injustiça que insisto em engolir... porque sei que o amanhã será melhor...
tem essa obrigação

(não. não sei usar o twitter. nem tenho um twiter. mas parece que é assim que twitam. curtas. mínimas diz um blogueiro fantástico.)

e calo-me
primeiro parêntisis - (não é só o PR que tem medo das escutas)

segundo parêntisis - (eu não tenho. mas esta semana ainda não tinha escrito sobre um assunto sério de maneira parva)
Tirei a carta em Dezembro de 2003. Não é assim há tanto tempo. Se considerarmos que fui, durante algum tempo, parte da famosa equipa dos "condutores de fim-de-semana", e sendo coerente com um dos meus mais defendidos cartões vermelhos, talvez nem tivesse a carta definitiva... Direi apenas em minha defesa que há quase três anos que passei daquela para a equipa dos que trazem o carro todos os dias, enfrentando a ponte e o trânsito da capital.
adiante
Há aqueles pequenos "truques" que vamos apanhando, uns mais fidedignos que outros, como o condutor do camião enorme que faz o pisca indicando-nos se podemos ou não ultrapassá-lo, os quatro piscas em sinal de agradecimento, os mesmos em sinal de aviso de emergência os sinais de luzes que nos dão passagem, sei lá.
Lembro-me de uma vez, em viagem, que o pai indicou a marcha de emergência pedindo-me que acenasse um lenço branco fora da janela para que pudéssemos chegar mais rápido ao hospital. Não fosse o susto que apanhei com a saúde materna e teria de facto achado graça ao ver os carros (parados naquelas recorrentes filas de Verão) desviarem-se para nos dar passagem.

Hoje, estava eu muito sossegadita no meu lugar da fila, esperando a minha vez para entrar em obediência à lei não escrita do entras-tu-entro-eu quando, chegando finalmente a minha, apercebo-me que o carro ao meu lado tinha uma maõzinha de fora, unhas muito arranjadinhas, dedos finos, pele cuidada, anel de brilhantes, sem aliança... (ok, ok. estes últimos detalhes eu não reparei) segurando o que me pareceu um lenço... branco. Dei-lhe passagem, claro e fiz sinal de luzes ao carro à minha frente que prontamente se desviou dando-lhe passagem também mas é aqui que a história fica estranha. A senhora ficou sossegada no seu lugar da fila. Seu, seu, não. O lugar era meu mas enfim. Não avançou (como pensei eu e seguramente o carro à minha frente) para a via de marcha de emergência existente à nossa direita. Vi depois que em todos as confluências ela surripiou um lugar mostrando o belo lenço branco. Atenção! Apenas um. Do lugar onde fiquei tinha vista privilegiada. Ela mostrava o lenço para apenas passar UM lugar. Não dois nem três. apenas UM.

Que emergência teria a senhora? Que quereria significar aquilo?
O problema destas indicações não escritas é que só funcionam enquanto são correctamente utilizadas. Será que da próxima vez que eu vir um lencinho branco a acenar pensarei que é mais uma que quer passar UM lugar na fila ou continuarei a pensar que é emergência e "parvamente" lhe cederei o meu lugar?

São apenas coisas parvas que me vão acontecendo... sei lá.
Entre as aulas que começam, as Crias que crescem assustadoramente depressa, os gatos que ficam doentes e o trânsito que fica cada vez pior - já para não falar das escutas, das inventonas, das histórias de crise que vamos sabendo, uma insignificância destas pode simplesmente desanuviar o clima. Ou então não.

Um bom dia para todos!

Friday, 25 September 2009

Vinte e Cinco de Setembro de Mil Novecentos e Noventa e Três

O nascer do sol pareceu-me triste. Triste demais. Era eu, sei agora, que estava triste demais para um dia tão feliz.

Não me permiti chorar naquele momento. Não estaria ele comigo. Mas não faria drama, nem assumiria uma posição de menina mimada. Aceitei a mão do meu padrinho e aceitei ser ele e não o meu pai.

Realizei que há três noites que não dormia mas tinha energia para dar e vender. Duche demorado, ida à cabeleireira, vestir, preparar as últimas coisas, últimos pormenores. O telefone não parava de tocar. As flores que ainda não tinham chegado, as crises familiares com aquele parente que insiste que não quer estar ao pé daquele, o último, mais importante pensei eu, que me disse que não estavas em lado nenhum.
Tenha calma, respondi. Terás reconsiderado? Terás pensado que afinal a minha vida era demasiado complicada para partilhar? A coragem que sempre tive nos momentos de apuros disse-me que não. Tenha calma, repeti, não chore. Ele foi só à praia. À nossa praia, disse para mim.

Lembro-me de tudo e de todos os momentos daquele dia. Não tive a posição de princesa que se deixa embalar, nem faço ideia do que isso possa ser. As decisões e os fogos contínuos fui eu que os resolvi. Todos. Convidados, fornecedores, familiares, fotografias. E Rocha fui, claro. Porque como em todos aqueles anos, viram-me sempre como a forte.
Vi-te os olhos quando entrei na Igreja. Sorriste-me. Sorri-te.


Dezasseis anos.
Amo-te os filhos que me deste.
Amo-te o respeito que me tens.
Amo-te pelo homem que és.
E afinal que amor é este que nos une? Que coisa é esta que dura há tantos anos que dura e perdura que se fortalece e apura que envelhece com graça, honra e carinho? Que sentimento é este que ainda me faz corar quando me chamas?



Não sou romântica, nunca fui. Aliás, sei que fui, muitas vezes, cruelmente verdadeira, porque contigo, meu amor, contigo nunca usei máscaras. Nunca disse nada que não sentia; nunca afirmei nada que não fosse a total afirmação do que pensava.


Se condescendi, transigi, perdoei, olhei para o lado, relevei, não respondi? Claro. E tu também, muito.

Acordei no dia seguinte com um sol bonito. Vi-te. Pela primeira vez soube que as lágrimas que derramaria seriam acarinhadas. Sabia que estarias lá. E chorei. De alegria, de emoção, de paz.

O nosso sol era belo. A praia sorriu para nós, também. A vila pitoresca enfeitou-se só para nós. Os velhos sorriram, as crianças brincaram, a peixeira velha benzeu-nos; soube que nos amávamos e desejou-nos felicidade.

Dezasseis anos.




Digo-te os votos de há dezasseis anos com menos inocência mas acredita-mos.
Um bom dia, my love.
Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu
braço, porque o
amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme;
as suas brasas são
brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas
não podem apagar este
amor, nem os rios afogá-lo. Aonde quer que fores, irei
eu e, onde quer que
pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o
teu Deus é o meu Deus.
Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei
sepultada; faça-me o SENHOR o que
bem lhe aprouver, se outra coisa que não
seja a morte me separar de ti.
(o poema é de Simon and Gargunkel; os votos são adaptados de Cantares de Salomão 8:6 e Rute 1:16)

Thursday, 24 September 2009

Vivó Euro 2012


Não resisti!

novo lado


A seguir...

sem dúvida


Cartão Vermelho


“Cada um deve fazer uma listinha com 10 escolhidos para dar o cartão vermelho. Pode ser uma pessoa, uma atitude, enfim, tudo aquilo que de alguma forma nos incomoda, se quiser e precisar, dê uma justificativa breve. Após fazer isso, passe a bola para mais cinco blogueiros e vamos ver no que dá”

Tarde, eu sei, mas aqui respondo ao desafio que a minha cházinha me deixou.

Já devo ter postado isto algures mas quanto mais penso nisso mais me convenço que com as coisas que abomino, a ponto de lhes dar um cartão vermelho, faço o mesmo que às couves de Bruxelas… ponho-as ao canto do prato.

Ainda assim, em tom brincadeiró-sério, elenco então os meus com ajuda do que tirei daqui).

Faltas Passíveis de Expulsão

Um jogador deve ser expulso do terreno de jogo (cartão vermelho) quando cometa uma das sete faltas seguintes:

· Tornar-se culpado de conduta violenta
a mesquinhez daqueles que, por incapacidade inata, azucrinam, diminuem, humilham e desprezam aqueles que o rodeiam. ninguém, por mais “alta” ou importante que seja a sua posição, por mais fantástico o seu percurso, tem o direito de ter uma conduta violenta para com o seu próximo.

· Tornar-se culpado dum acto de brutalidade
será o exacerbar do anteriormente dito? para efeitos deste post, direi que não. brutalidade é a ignorância pura e simples. não a que vem da falta de estudo ou dinheiro.
é bruto aquele que se contenta com a sua própria conduta. torna-se um mero fruto dos acontecimentos, deixa a vida passar por ele. não arrisca, não evolui, não se renova (aprendi esta ontem…)
é bruto aquele que alarvemente se considera o Calimero de tudo e em tudo, aquele que muito simplesmente diz (e aqui vem a repetição) “é assim que eu sou, não mudo” como justificação para “aguenta-te!”

· Cuspir num adversário ou em qualquer outra pessoa
(esta é difícil de adaptar)
não medir as palavras. não medir os actos.
das reacções que mais me impressionam num ser civilizado é – antiga eu – o sentido de honra, de fazer o que está certo, o que é, enfim, honrado. de, caso for, parar num sinal vermelho em pleno deserto, porque é assim.
pessoas há que dizem as maiores barbaridades porque são sinceros, dizem eles. são aqueles do tipo “sai de baixo”, javali enraivecido, cego e bruto. A civilização ensinou-nos melhor, não?

· Impedir a equipa adversária de marcar um golo, ou anular uma ocasião clara de golo, tocando deliberadamente a bola com a mão (isto não se aplica ao guarda-redes na sua própria área de grande penalidade)
(vou gostar desta)
muito sucintamente, jogar sujo. ir descaradamente contra as regras. como disse um grande filósofo “andebol… mão; futebol… pé!” as regras são para cumprir e não só quando nos dá jeito.

a excepção? simples, não acham? em defesa da minha baliza poderei agir dentro das regras, aquelas criadas para o guarda-redes.

· Destruir uma ocasião clara de golo dum adversário que se dirija em direcção à sua baliza cometendo uma falta passível de um pontapé-livre ou de um pontapé de grande penalidade
um dia, um namorado de uma amiga minha pediu para falar comigo. encurtando uma palerma cantata, verifiquei horrorizada que o “menino” se estava a “atirar a mim”. Recusei-o veementemente. a dor de corno dele fê-lo transformar o seu avanço! foi rapidamente dizer à namorada que tinha sido eu(!)... felizmente a menina era mesmo “minha amiga”, daquelas que me conhece bem, daquelas que sabe que sempre (sem falsas modéstias) encarei os namorados das amigas como eunucos (esta soou mal) e o menino foi recambiado para onde quis. nem uma nem outra.
há muitos meninos (e meninas) desses por aí.
Destroem (ou tentam) o que podia ser uma bela amizade, um relacionamento, uma experiência, porque sim. Destroem tudo, atacam tudo, porque sabem, lá no fundo, que nunca poderão ser felizes por si e decidem que mais ninguém o será.

· Actuar com propósitos ou fazer gestos desabridos, injuriosos ou grosseiros
A educação é muito bonita e eu gosto.
e não, queridas sufragistas, não nos faz menos mulheres aceitarmos a prioridade na passagem, a porta que se abre o levantar quando nos aproximamos.

· Receber uma segunda advertência no decurso do mesmo jogo
reincidentes. erram e erram e voltam a errar.
não aprendem

(and now for something even more stupid)

os três últimos cartões vermelhos
. a minha conta bancária
alguém que lhe ponha um cartão vermelho e o expulse da minha vida (e já agora, tragam-me uma bem recheadinha, saxavor)

. condutores de fim-de-semana
defendo a passagem de carta provisória a definitiva por contabilização de horas e não pelo passar do tempo do calendário
mais – defendo revisões à condução e aos condutores, não só aos carros
melhor ainda – não conduzam senhores condutores-que-só-pegam-no-carrinho-limpinho-com- escova-de-dentes-e-gostam-de-andar-a-passear-à-velocidade-vertiginosa-de-10-km/h nos trajectos supermercado / praça correios / papelaria / etc ao mesmo tempo que eu. as minhas voltas de fim-de-semana agradecem

(um toque de seriedade no fim)
. a hipocrisia
com educação, respeitando as regras, jogando limpo e aprendendo, sim, mas honestos. com os outros, claro; connosco, sobretudo.
viver e sobreviver. resmungar, sim, também, sabendo qual a nossa posição, almejando mais e melhor, usufruindo o que já alcançámos. não prometer sem cumprir.
fingir, mentir, dissimular é perigoso e cansativo. criar um mundo de ilusão à volta, a todo o tempo, enganando todos, enganando-se a si mesmo deve ser extenuante. vá para o balneário mais cedo, tome um banho fresquinho, equacione o que fez e recomece... com melhor atitude, se faz favor.

____________________________________
permitam-me que não passe a ninguém a particular. todos os que por aqui passam e ainda não responderam a este desafio sintam-se automática e carinhosamente compelidos a fazê-lo.

obrigada pela paciência
um bom dia!
(imagem daqui)

Monday, 21 September 2009

Mom

Uma semana por ano sou “mãe a tempo inteiro”.

Levo as Crias à escola e faço-lhes todos os mimos.
Os almoços que querem, a roupa vestida quentinha acabada de sair da tábua, a recepção calorosa, tudo o que têm direito.
Todos os anos há uma nova etapa.
Ora a Cv que já quer ir para a escola sozinha, a mãe que “o persegue sem ser vista, para ter mesmo a certeza que as passadeiras são atravessadas como deve ser, ora a Cn que já vai pelo mesmo. Os almoços que começam a ser ensaiados para quando a mãe não está. O micro-ondas, as tartes, a sopa, o(s) lanche(s) que fica(m) separado(s) por saco(s)… os homens que crescem.
Tanto, meu Deus, ainda que tanto reclame, admoeste, ensine e passe sermões.

Os horários curriculares e extra coordenam-se, as tarefas dividem-se, as “sinergias” reclamam-se.
Ontem dei-lhes, confesso, uma dose extra de mimo com lanchinho nocturno (coisa quase proibida lá em casa) e beijos repuxados porque agora, respondi eu quando se espantam, só vos poderei beijar de manhã. Quando a mãe chega já estão a dormir.
E então? – responde aquela estranha criatura que fez doze anos, um homem(!), que me tirou da terra das mulheres normais e me colocou assim, sem dar por ela, na terra das mães, esse país onde não há sossego, nem despreocupação, nem irresponsabilidade mas rios abundantes de momentos brilhantes, carícias, abraços, medos, febres, tosses, fraldas e olhares, muitos olhares; montanhas imensas de sentimentos que não se conseguem descrever (há quem o faça, claro, e muito bem…) um universo alternativo que não pára de me espantar. E então, dizia ele, eu sei que nos beijas tooodas as noites. Eu sinto.

Dois homens que crio. Duas Crias que Deus me colocou nas mãos. Dois seres humanos imensos, complicados de quem tenho a honra de ser mãe.

Uma boa semana para todos. Férias? Só para o ano… snif.
(imagem tirada da net)

Thursday, 10 September 2009

Save Miguel


Aqui está uma óptima iniciativa!

Já tinha ouvido falar dela mas agora consegui encontrar o site via este blog.


A minha árvore já lá está!

Tuesday, 8 September 2009

quase, quase

... a recomeçar a lida e o lufa lufa.

estão grandes as minhas crias.

ontem era dia de jantar de família.

o quê? pergunta (quem?) me visita

bem, é um eufemismo - mas o que é isso, podes explicar-me? sim, claro CN, eufemismo é uma maneira bonita de dizer uma coisa. por exemplo, diz-se - recorro ao Rui Veloso - "lado lunar" e não "estar com a telha". sim, já percebi. é como o pai dizer "a mãe está com dor de cabeça" e não "está com aquilo outra vez". sim, sim. machos!

jantar de família, como dizia, eufemismo de "não temos pai-cozinheiro em casa por isso toca todos para a cozinha fingir que fazemos qualquer coisa engraçada"

dirijo-me à dispensa para recolher os dois banquinhos vermelhos para que as Crias possam chegar à bancada. Zangam-se, claro!
- Mãe!! Já chegamos muito bem, obrigado!

Gostamos de ver o Hell's Kitchen, se bem que a versão é legendada em espanhol(?) e é uma grande confusão e digo que vou ser o Gordon da malta.

Fazemos ervilhas com ovos escalfados para um, salsichas com "massa grande tipo esparguete gordo, branco e verde misturado" para outro, restos de frango com cogumelos para mim. Tudo bem acompanhado de uma salada multicolor. rúcula, tomates, couve roxa, rebentos de soja. Um verdadeiro arco-íris. Tudo muito bem regado com azeite, vinagre balsâmico (porque não são só os beirões que inundam a salada) sal e salsa picadinha.

Pedem-me para cortar a cebola.
(e é nestas alturas que sabemos que já não temos bebés em casa)
deixo tudo o que fazia, baixo o lume e vigio cuidadosamente o que fazem.
Para a CV uma cebola para a sopa de amanhã - corta apenas em quatro
Para a CN a cebola picadinha para as ervilhas

rimos com as lágrimas que ficamos todos a deitar. tudo muito bem cortadinho, tudo muito cuidadoso e sem cortes.

a hora pós jantar é invariavelmente para cada um estar com cada um. Uns beijos, umas conversas mas terminamos o serão (que por estas alturas vai ficando mais curto para nos adaptarmos à hora escolar) em tranquilidade. cada um no seu quarto, portas abertas, o silêncio a instalar-se devagarinho.

- mãe? podes até não cozinhar como o gordon... mas não dizes asneiras... e és mais gira que ele!
(...)

Monday, 7 September 2009

Friday, 4 September 2009

Podem fazer mais umas estações de metro, se faz favor? e de preferência com escadas rolantes que rolem a sério, não daquelas que estão paradas dia sim

As novas estações de metro não me ajudam em nada. Mesmo, mesmo nada. Especada na estação do Cais do Sodré faço contas e planeio e verifico que a grande maioria dos serviços a que tenho que me deslocar ficam exactamente em zonas ainda não abrangidas pelo Metro. Mais: continuo a ter que fazer todos os transbordos que fazia, palmilhar aqueles corredores imensos, descer, subir, descer, andar, andar, andar.
Não é coisa fácil com os Tacões Altos com me apanham.
Sou duas pessoas diferentes consoante trago os referidos Tacões altos (doravante, T.A.) e as minhas fantástiscas alpercatas bem giras; daquelas descartáveis, com destino “lixo” no fim da estação mas que enquanto duram me dão aquele jeitaço!
Com as últimas desafio quem quiser a palmilhar as ruas de Lisboa, as escadas do Metro e o mais que houver. Desvio-me, contorno e desenvencilho-me com artes de todo-o-terreno.
Com os T.A. adopto um andar que pode ser qualificado como “vai andando e quando lá chegares telefona”. Muno-me de paciência, principalmente para as passadeiras. Sim, porque a maioria delas não me permite atravessar as duas faixas durante o mesmo sinal verde; ou seja, tenho que estar vigilante e de “primeira mudança mental” metida para arrancar logo que o meu verde dispare e, ainda assim, arrisco-me a fazer a última parte do trajecto já com o vermelho para peões. Ando devagar devagarinho, encosto-me à direita e deixo-me ultrapassar por todos. Todos? Nem todos. Sou normalmente acompanhada na minha velocidade cruzeiro por pré-mamãs, vulgo “afastem-se que estou quase a explodir com esta coisa aqui dentro que nunca mais sai cá para fora, a.k.a. grávidas em fim de tempo”, acompanhantes de crianças pequenas da espécie “empata caminhantes que nem andam depressa nem são sossegados e são já muito pesados para fazer dos adultos seus burros de cargaium” (o ium final é para dar ar de nome latim) e cidadãos (no meu tempo eram carinhosamente chamados de idosos mas agora parece que há uma candidata a autarca que afirma que não se tratam assim as pessoas que já tem cabelos brancos e uma vida longa, diz ela no cartaz que com ela os idosos passam a chamar-se cidadãos… whatever!). Por vezes consigo ultrapassar, principalmente nas subidas escadatórias, uns espécimes da raça Trólais, esses seres recentemente descobertos que não raras vezes se fazem acompanhar de viajantes incautos – que não se lembram ou foram hipnotizados para não se incomodarem por aquele barulho infernal e que se esqueceram ou foram formatados para não saberem que Lisboa tem muitas (muitas, senhores!) escadas, escadinhas, buracos e, pasmem-se, calçada – brumlp, click, clonk, cktch… banda sonora melodiosa que os acompanha e aspirantes a advogados para transportarem os volumosos códigos.
Muno-me de paciência, dizia eu.
Por vezes também sou acompanhada por góticos. estes espécimes andam devagar porque têm a convicção que o mundo vai acabar a qualquer altura, logo, não precisam de correr e caminham como se fosse sempre o funeral de alguém. No meu tempo chamávamo-nos vans (petit nom de vanguardistas mas esta palavra era brega, só o diminutivo era porreiro), respondíamos por alcunhas como Piriri, Mamã Dalton, Loirinha, Bandana e assim, ouvíamos The Cure e abominávamos t-shirts brancas com calças de ganga; calçávamos Doctor Martinez, umas botas lindas de morrer, pretas que eram apenas vendidas, a um preço alucinante (trabalhei dois meses para poder comprar umas) apenas numa loja, algures para os lados da Andrade corvo, se não me engano, ao lado de uma loja de tatuagens. Havia as “Docs”, umas botas falseadas que custavam para aí um décimo do preço mas que tinham uma característica fascinante: ao fim de um, dois meses de uso ficavam sem sola. Tenho para mim que foi daí, e não da sua ideologia, que adveio o andar característico dos vans, melhor, góticos; o andar pausado e pisar forte nada mais é que o cuidado para não ficar sem sola – acontecimento que poderei dizer não seria sem precedentes.
Muno-me de paciência, dizia eu.
E tudo porque trouxe T.A.
Mas a menina até praticou ballet, diz-me alguém quando me queixo de dores nos pés.
Pois sim. Mas nem a Pina Bausch ou o Petit Pas se lembrou de coreografar para Calçada Portuguesa, pois não? Então estamos arrumados.
Doem-me os pés.
Mas é Sexta-Feira. Amanhã é dia de Veterinário e depois um último (?) salto à praia, God willing.
Bom fim-de-semana a todos.

Thursday, 3 September 2009

Falando no meu banco de jardim

Vemo-los todos os dias. Damos-lhes comida, vestimo-los, beijamo-los enquanto corrigimos.
São os nossos filhos.
Sentimos as suas dores, protegemo-los e tentamos prepará-los para tudo o que a vida pode fazer.
Às vezes, só às vezes, somos surpreendidos.
Onde estiveste este tempo todo?

Num agradabilíssimo jantar que tive há pouco tempo pediram-me que lhes explicasse porque os trato por Crias.
Já escrevi algures por aqui como me identifico com algumas mães do reino animal.
A razão menos romântica vem de um “vício” que ganhei quando nasceram: cheirá-los e pô-los perto da minha cara.

E as minhas Crias crescem. Sem tanta surpresa como escrevi lá em cima, mas, ainda assim, com saltos temporais.

Mostrou-me a minha CV um texto seu. Li-o achando que seria sobre os jogos ou filmes e os seus inúmeros follow ups (sim, porque as minhas Crias criam novos jogos, pensam em novas ideias para sequelas). Mas Aquele texto era diferente. De um modo juvenil descrevia-se, com um despudor que me assustou (?)… De um modo calmo, esperou a minha reacção. Nem sabia por onde começar. Se ficava espantada por me mostrar – boys don’t usually talk – se por dominar tão bem uma língua estrangeira – esqueci-me de mencionar que o texto estava escrito em inglês? – se por ter ideias assim, como as que li, tão seguras – sweet innocence?

Com a Vossa desculpa, não o reproduzirei. Mas tem a minha CV ideias sobre as grandes questões da vida, daquelas certezas nossas de adolescente. Até aqui nada de novo? São, na sua maioria, diferentes da “ideologia dominante” lá em casa.

Ficou, como disse, à espera da minha reacção.
- Sabes, CV, enquanto morares nesta casa vais ter que cumprir as regras de cá de casa. Mas não te obrigarei nunca a compartilhares as minhas ideias ou ideais.
- Eu sei – respondeu-me com um abraço – por isso é que te mostro.

Sempre achei que os ideais não são aprendidos por osmose. Não se é assim ou assado porque o pai ou a mãe é. Há, obrigatoriamente, uma altura em que as Crias saem, pensam pela própria cabeça, formulam raciocínios.

- Sei que não pensas assim como eu, mãe. Mas comecei a pensar… - e explica de um modo assustadoramente (?) lógico as dúvidas imensas que tem, as certezas que foi alcançando, a recolha de opiniões, “este diz isto, mas li aquele que dizia aquilo”, “concordo com o que o outro diz, nem tanto com o que aqueloutro diz”.

De que mensagem fiquei eu orgulhosa de estar(mos) a conseguir transmitir?
De pensar pela própria cabeça. Duvidar para ter a certeza. Informar para consubstanciar as opiniões.

- Não sou ovelha, mãe. Sou um ser humano. Com liberdade para pensar.

Um bom dia para todos,
vou ali limpar a baba…

Wednesday, 2 September 2009

Ano Novo

Gostei das férias.

Das que tirei mesmo (mas não a ninguém que são minhas de direito) e das que tirei daqui.

Fez-me querer voltar e querer voltar é bom sinal.

Fez-me regressar à escrita de caneta. Em agendas usadas como fiz em tempos, nas bordas das páginas não escritas, nos espaços (todos) em branco que ficaram.

Fez-me ler os outros com atenção. Fez-me ter saudades.

Na forja estão muitos textos em revisão para colocação oportuna.

Como repararam antes da minha fugida, abri um (outro) lado junto do wordpress.

Lá colocarei os meus contos. Utilizo a expressão sem qualquer pudor e sem ambição ou auto-elogio ou outra coisa qualquer. Chamo o meu boi pelo nome que lhe dei. São contos que escrevo - simplesmente porque sim. Aí desse lado digam (ou não) o que Vos aprouver.

Deixo-Vos apenas com uma das notícias que ressalto deste meu interregno:

O meu querido Faramir (vejam que lindo está neste close and personal) tem um companheiro:
Lord Legolas Zezinho.

Adoptado da querida Associação Bianca recebeu o nome via "Lord of the Rings".

Deixo para o fim o mais importante:

Os agradecimentos a quem me visitou.

Querido Jes:
Estive, devo confessar, como o televisor. Mas o tempo, a praia e a minha família foram óptimos curativos, tal como tão sabiamente dizia.
Agradeço-lhe muito as suas palavras e a sua referência ao meu lado no JPPTO. Espero não o desiludir.

Querida Gi:
Foi em Setembro... (ai, que isto me lembrou uma daquelas músicas) E Setembro veio.
Obrigada pelos votos.

Querida Paralelo Longe:
Seja muito bem-vinda. Volte sempre.
Obrigada pelas suas palavras.
Devo confessar que o adjectivo que utilizou ficou a bailar cá dentro.

Querido Rafeiro Perfumado:
Fazes-me rir (mas isso já sabias). E eu lá sou miúda de comprar televisores em saldos??? (riso) Tratei do meu. Mantive-o. Nada como este modelo que trabalha a velas e suporta uma boa pancada. É resistente. Como eu.
Volta sempre.

Querida Once, vulgo Cházinho, vulgo CPrice (ufa - é o que dá ter amigas tãããão nobres):
Como amiga obediente e serviçal competente aqui te obedeço (riso). Voltei. Voltei para cá (ai, que me lembrei de outra música - é isto que dá ver o filme "O meu querido mês de Agosto").
Obrigada, mate. Sério, sério.

Querida Luísa:
Baterias devidamente carregadas, garanto-lhe. Volte depressa da sua viagem. Corra tudo bem. Aqui a espero.
Obrigada

Querida Rita:
Obrigada por visitares o outro ladecos. Obrigada pelo interesse. Volta sempre.

Querida Ka:
Que óptima surpresa foi o encontro. Obrigada pela organização
Obrigada pelo jantar.




Agora sim.
Deixo-vos com fotografias dos meus meninos.

Um óptimo dia e resto de semana!










Tuesday, 7 July 2009

Até Setembro

Pois tenho a(s) casa(s) toda(s) desarrumada(s)…

Faço um ponto final (mas não parágrafo) porque, de facto, é injusto (?) esperarem uma coisa que agora não consigo dar.

Continuo sem dizer adeus (teimosa, eu) mas estou assim como este “televisor”.

Entretanto, deste lado teremos as minhas aventuras nas letras que tentam fazer sentido (é só olhar para os separadores e fazerem de conta que são histórias em progresso).

Por aqui fica no limbo… esperando dias menos cansados.

Obrigada por me visitarem.

Voltem só em Setembro, ok? Não prevejo que antes coloque aqui mais nada!

beijos a todos

Wednesday, 1 July 2009

Mudam-se os tempos

Dizem que isto vale a pena enquanto der prazer.

Por definir fica o que é "isto", o que é "valer a pena" e, claro, o que é "prazer".

Tudo definições difíceis, complicadas e subjectivas.

O prazer alterou-se porque isto alterou-se porque o valer a pena também.

Numa era (a minha) de

elas não matam mas moem

ou antes

o que não nos mata fortalece-nos
ou ainda

mais vale tarde que mal acompanhado

(certo. esta não existe. apenas mais uma muito private joke desta vossa verde e o seu muito específico talento para deturpar provérbios)

Mudo-me para aqui

mas não para sempre

e não com todas as armas nem todas as bagagens

Como lá disse no primeiro post - e uma loura da nossa velha praça também
eu sou a mesma

apenas com um isto diferente
um valer a pena diferente
um prazer diferente

Por aqui e por agora digo


À bien tôt

(porque não é um adeus

e porque devo - mesmo - começar a desenferrujar o meu francês agora com uma Cria a iniciar-se nessas andanças)

ps
minha versão do provérbio lá de cima
mudam-se os tempos, mudam-se as tempestades

don't miss me

auf Wiedersehen...


... master





Wednesday, 17 June 2009

Monday, 15 June 2009

Monday, monday

- estamos só nós os dois, minha Cria.
- podíamos fazer o almoço juntos!
(…)
Uma saladinha simples que os dias são de calor.
Reparo que a casa, não sendo enorme nem cheia de pessoas, está poucas vezes silenciosa. Principalmente, reparo que estou poucas vezes apenas com uma das minhas Crias. Nesse dia estávamos só nós os dois. Eu e a CN.
Desafio-a a comermos nas cadeiras, em frente à televisão.
- Sério, mãe? – com um sorriso aberto.
Muitas tarefas burocráticas a fazer, a CN acompanha-me em todas, com paragens para uma água fresca ou um gelado. A cidade parece que gosta de nós, ri para nós. Mãe e Cria, de mãos dadas, sorrisos e carinhos trocados.

Depois de um duche refrescante, ficamos os dois sentados no sofá, só a música do rádio, cumplicidades de dois seres tão diferentes.

Enquanto me sento a fazer contas de sumir com as facturas a CN aproxima-se de mim e pergunta-me se estou bem. Como lhe respondo sem erguer os olhos dos papéis, levanta-me ele a cara. Carinha próxima da minha, beijo de esquimó como lhe chamava em bebé.
- Vamos conseguir, mãe. Tu sabes que sim.

As frequências começam amanhã.
As férias deles aproximam-se.
Últimos cartuchos de um ano escolar difícil, muito mais difícil que poderia supor, ainda sem balanços.

Uma boa semana para todos.

Tuesday, 9 June 2009

Um dia quis...

... ser crescida, ser grande, forte e independente

... voar, lutar e vencer.

... mandar na minha vida, fazer o que me apetecesse.

... ter um trabalho e não o fazer, ter um livro e não o ler, ter uma vida e não a viver.

(cópia descabida do Poeta, claro)

Hoje?

É esse dia.

Se estão todos os desejos que tinha?

Não. Mas os que estão são os mais importantes.

Descobri...

Que mais importante do que fazermos o que queremos

é querermos o que fazemos

E isso eu quero e muito.

Frequências mesmo, mesmo à espreita, o fim do ano das Crias a chegar, as minhas desejadas folgas mesmo ao virar da esquina.

Uma interrupção leve e breve deste Lado.

Bem hajam

Monday, 8 June 2009

A beautiful picture a day... 027




Chove lá fora...



Fim-de-semana produtivo (?)



Sim, se por produtivo se entender fazer pouco ou quase nada do que nos aborrece, muito do que nos agrada e dá na real... - hum - gana!



Cineminha, pois claro, com direito a votação... a quatro e (pasmem-se) sem a nv exercer o seu "direito constitucionalmente maternal" de voto de qualidade. A maioria, nua e crua, ganhou.


O filme? Gostei, claro (ah... disse que o meu voto não era de qualidade? pois disse. Mas "esqueci-me" de dizer que o meu filme ganhou na votação. E se não? Pois vou fingir que não usaria o tal poder. só fingir, pode ser?)


Onde ía?


O filme.


X-men

reunindo duas das minhas personagens, quem sabe As minhas personagens favoritas.

(e juro, juro, que o facto dos meninos serem bonitos não tem nada a ver...

está bem, não juro, pronto)

O Gambit, como dizia, está ali na linha ténue que separa os bons dos maus. Tem um sentido de honra mas recusa-se a ser mais um na equipa do professor Xavier.

Com o olhar trocista e um ar de deixa andar que não me importo com nada, lá acaba por salvar o dia e partir...

Em comentário familiar

- porque gostas só de bad boys, mãe?

- porque... bem... porque (e nem encontro um avatarzito ou isso para me ajudar!)

- porque não são ovelhas, não é? como dizes sempre. Não são ovelhas que seguem tudo e todos sem pensar. Fazem e seguem os seus próprios caminhos.

fico sem palavras. esta educação contracorrente que pareço dar às minhas Crias poderá necessitar de reavaliação...

ou não

No domingo fomos à praia. (estava mau tempo? que importa! a praia é sempre que uma mãe desesperada quiser!!)... não sem antes votar, pois claro.

A CN acompanha-me e treme a mão enquanto põe o voto na caixa negra (nome dele). Treme porquê? "Porque ainda há tantos em tanto lado que não podem fazer isto, não é verdade, mãe? É tão importante, não é, mãe?"

É sim, minha querida Cria inocente.

Chove lá fora mas o fim-de-semana foi muito, muito bom (e o meu bolo de laranja hiper delicioso que se comeu em menos de dois segundos?)

Amazing, é só o que eu Vos digo!


Uma óptima semana para todos

Friday, 5 June 2009

É demasiado tarde

Dia do Ambiente

O dia do ambiente marca assim a estreia, a nível mundial, do filme "HOME - O Mundo é a nossa Casa". Para assinalar este lançamento hoje às 21h no Largo Camões, em Lisboa, haverá projecção gratuita do filme ao ar livre seguida de concertos com Blasted Mechanism e Nação Vira Lata.No Cinema, em exibição apenas no dia 5 (Cinemas ZON Lusomundo)Na Televisão (a RTP 2 assinala o Dia Mundial do Ambiente exibindo em exclusivo o filme pelas 20h30)DVD e BlueRay (ambos à venda em exclusivo na Fnac, que se associa mundialmente a este acontecimento)Internet (http://www.youtube.com/homeproject)

via Antena 3

Relevo esta frase

É demasiado tarde para sermos pessimistas

Thursday, 4 June 2009

isto hoje não aconteceria, pois não, mãe?

Há vinte anos atrás o mundo assistiu a (mais) um massacre.

As imagens que nos chegaram pareciam tiradas de um filme. Inimagináveis, impensáveis… inconcebíveis.

Na altura pensei “como seria possível?”. Hoje, vinte anos depois, estou menos inocente, menos incrédula. Nos olhos das minhas Crias vejo o que senti na altura e o meu silêncio em resposta ao “isto hoje não aconteceria, pois não, mãe?” foi incómodo, assumindo a forma de uma lágrima teimosa naqueles olhos inocentes tão meus.

Na altura olhei para aquele acontecimento como estudante. Senti-me orgulhosa de haver gente da minha idade capaz de tal actos heróicos, estudantes que se preocupam, agem, lutam.

Hoje olho para os acontecimentos abraçando os meus próprios filhos, pedindo interna e secretamente nunca me ver na posição orgulhosa de mãe de um estudante capaz de um acto tão heróico.

Vinte anos não apagam nada. Celebram-se os “redondos” apenas, como ouvi de uma dessas Mães, apenas para que o Mundo não esqueça. Porque para elas, sei, todos os dias são mais um dia sem os seus meninos.

Que o Mundo não esqueça, minhas Mães.

Tuesday, 2 June 2009

Ai do que me fui esquecer!



Juro que não me esqueci deste meu ladinho precioso. Esqueci-me de vários Aniversários

No dia 27 de Maio celebrou-se o dia internacional da esclerose múltipla
No dia 28 o Jardim Zoológico de Lisboa fez anos
Ontem foi dia da criança

E outros tantos assuntos…

Mas voltemos à esclerose múltipla.

Foi o primeiro ano que Portugal aderiu tendo até aqui celebrado apenas o dia nacional a 4 de Dezembro.

Como em muitos outros casos, a EM é praticamente desconhecida à excepção de quem, por qualquer razão, tem de privar com ela.

E assim foi comigo. Conheci-te por mero acaso. Conheci-te como se conhece os colegas que por artes do destino se encontram. sem razão. sem porquê.

E um dia lá estavas tu. Em plena demonstração de vida, coragem e coragem, falaste do que te era familiar. Por causa de um trabalho escolar. Não recorreste a facilitismos. Apenas foste tu. Falaste na primeira pessoa.
Ninguém sabia. Porquê?
Porque és assim. Grande, poderosa e descomplexada.
Acedeste com prazer às inúmeras perguntas que te faziam. E eram normais, não?

Aquela velha máxima do “ninguém diria” aplica-se a ti; foi pensada para ti.


torna-se este postal um elogio a ti, mais do que à EM?

Sim, claro. Porque o mereces. Porque falhei quando deixei passar o dia.

Ter esclerose múltipla é não saber o que se tem. É conquistar dia a dia o normal de cada dia. É viver para sempre com um nunca mais tornado possível. Pela força, pela casmurrice, pela obstinação.

Aqui fica a minha sincera mas singela homenagem a Ti, e a todos os que contigo partilham o teu caminho de vitória.

Deus te abençoe!

Friday, 29 May 2009

Fim-de-semana

... cheio de estudo

e praia??

quem sabe...

felicidades

Thursday, 28 May 2009

28 de Maio



Quereria escrever alguma coisa de espectacular (eu sei, eu sei, desculpa barata e muito utilizada por aqui a lembrar a velha história do cão que comeu o trabalho de casa... mas que fazer? é verdade!)




O dia acorda lindo. E porque não? Hoje celebra-se um grande dia. Não sabem? Pois hoje é o aniversário de uma grande Amiga minha.




O dia acorda lindo, a fila é imensa mas antecipo a pequena surpresa que lhe preparei e rio sozinha. Espero que gostes. (Mme. Campos)




Componho mentalmente o postal de hoje. Porque por esta altura, tenho o carro desligado, vidros abertos e alguns condutores a caminharem pela Avenida, tenho vontade de colocar uma música do filme "Fame" mas não o faço. Gosto do meu carro sem mossas (para além daquelas que eu fiz...)




Pego numa folha de papel e começo a escrevinhar... ponho assim, brinco com isto e aquilo...




... como quem não quer a coisa olho para o cockpit (não é, mas é bem mais giro dizer que o meu carro tem "cockpit" que um "tablier", ou "mostradores", não acham? adiante) passou já para além do "L" a temperatura. Ai, ai! Ouço a voz do F. "mas tu não olhas para os mostradores???" não, my dear. Fico aflita. Mas há quanto tempo não ponho eu água no radiador? há muito... consigo sair da fila por artes mágicas e dirijo-me à bomba. Pestanejo e peço ajuda ao menino simpático.




Uma longa história depois (...) estou na ponte parada (eu e a ponte) e a bela a folha voa... voa digo-Vos! Fico aflita primeiro. E se cai num espelho de alguém? Tipo filme, vejo-a cair tranquilamente ponte fora, ou borda fora e adivinho um barco de recreio que o receba. Tudo posto, mais uns quantos fogos para apagar por aqui na Casa da Caldeira, já não sei mesmo o que queria escrever... fico triste




Aceitas, minha Querida, apenas um Grande, Grande
Parabéns
do fundo do coração sentido e desta cabeça estouvada?




Obrigada por me deixares festejar mais um aniversário Teu!


Que Deus te abençoe!