Thursday, 19 November 2009

peço-vos um exercício mental

imaginem que vão ver um espectáculo, um qualquer que não desporto e muito menos futebol, ok?
uma ópera, uma peça de teatro, um bailado, uma performance “andsoión”.
imaginem que pagam o vosso bilhete, que se sentam no vosso lugar sossegadinho e imaginem que não têm ninguém de chapéu ou peruca grande à vossa frente. é difícil, eu sei, mas imaginem ainda que ninguém tosse naquele interlúdio em que as luzem baixam e as cortinas começam a abrir.

o espectáculo começa e vêem, com pasmo, que a “coisa” não está a correr bem. Os actores esquecem-se das deixas, os cantores desafinam, os bailarinos caiem.
Imaginem que de repente o mist… digo, director, vem a palco e informa-vos das “vicissitudes”.

que não tiveram tempo suficiente para ensaiar, que algumas figuras essenciais estão lesion… digo, magoadas ou doentes; que o palco é torto, que o electricista é manco… o mais certo é zangarem-se ligeiramente, não?
mas então, imaginem que NÃO são como eu, que são pacientes e aceitam a oferta do director, recebem outro bilhete para outro espectáculo, num outro dia.
até aqui apanharam?

o grande dia chega
(o adjectivo grande é irónico)

o espectáculo lá se desenrola na normalidade (bem acentuado o adjectivo normal).
nem assim-assim nem brilhantismo, nem nenhuma falha de maior.
passa-se um bom bocado mas fica assim a faltar qualquer coisa… um pedido de desculpa ia bem, dizemos nós. ou então um bocadinho mais de entusiasmo, um bocadinho mais de entrega.

queremos mais, queremos mais, queremos mais, diria, se se tratasse de outra coisa.
mas, digo eu que sou do contra, poderemos exigir mais? afinal eles fizeram o possível, tentaram e cumpriram com o que estava no bilhete. não estaria impresso, com toda a certeza, que iríamos assistir ao fantástico espectáculo de qualquer-coisa. no bilhete não.
mas aquele sensação de amargo na boca, de uma entrega compensatória, de “sangue”, essa fica e permanece.
(...)
para quem ainda não percebeu parece que ontem Portugal ganhou à Bósnia e que, assim, continuou a caminhada gloriosa para o Mundial
(o adjectivo gloriosa também é ironia… da pura e dura)

assim sendo fiquemo-nos por estas glórias que conseguimos (este pronome pessoal parece irónico, não parece? e parece muito bem, sim senhor!) porque o director do espectáculo, digo, o mister, é muito do bom… pelos menos a julgar pelas palavras que ilustres senhores fulanos disseram sobre esta vitória ter “calado as bocas dos detractores do xenhorprofesso”.

tudo bem visto, é evidente que eu – ferverosa amante de futebol – vou seguir e torcer por Portugal. Até porque a Selecção, por aquilo que valer para quem gosta de futebol é maior e melhor que o somatório dos vários fulanos que por lá passarem.
o arrepio na espinha quando “A Portuguesa” tocar vai existir.
só espero que não volte a acontecer um jogo destes enquanto decido quem matou quem, como e porquê (ah, pois é… teste de penal com “goooolo” ao fundo. simpático, não acham?)
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and now, for something completely different

BABALERT

ele haverá coisa melhor que ver a nossa CV tocar uma linda e melodiosa peça, sentado num fantástico jardim, de olhos fechados para sentir a música?



melhor não












mas ver a nossa CN equipado com o novíssimo equipamento do clube, mostrar-me as costas com o número da camisola e nome impressos enquanto faz toques fantásticos na bola é perfeitamente equivalente…




















pelo menos para mim, mãe babada de um estudioso da bola e um estudioso da música

sou boa parideira, disseram-me na maternidade (é evidente que não foi quem me disse isso que passou lá vinte e três horasde perna aberta , mas enfim).
mas sou melhor torcedora, fã, entusiasta

os vizinhos que se cuidem porque eu quero ouvir os meus filhos tocarem na guitarra e na bola todos os dias




Tuesday, 17 November 2009

Each flower that touches our life is fragile. Dance with it gently, gently, being thankful for the gift of it.'

Native American Wisdom

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retirei deste blog


Uma óptima semana!

Friday, 13 November 2009

Bom fim de semana


mas que vida!!!
Juro que vou tentar que o meu também seja assim...
na lanzeira

Ali ao lado

mais um lado solto

espero que gostem :)

óptimo fim-de-semana


Elas são três… o mundo é só um
(...)
Vi-as pela primeira vez na loja do rés-do-chão.
Vi-as por defeito de profissão. Sou cabeleireira. Olho para as mulheres e para os seus cabelos como se fossem um só, fazendo logo juízos, decidindo mentalmente o que faria, elogiando ou gritando silenciosamente o terrível trabalho das eventuais colegas.
(...)
Se cabeleireira não fosse não repararia nelas. Aliás, devo confessar que as reconheci depois pelo cabelo e não pelas suas faces.
(...)

Thursday, 12 November 2009

Até para ser gato...


deitados, lindos, belos, meigos... a Vet diz que parecem irmãos... a maneira como se dão.

dormem juntos e atrapalham a Lady N nas suas andanças matinais

acordam-me juntos com miados carinhosos e cumprimentos felinos

e mostram-me esta cara se me quero deitar na minha cama! Minha, ouviram?

um calmo - Lord Faramir - imponente, senhorial

outro traquinas - Lord Legolas Zézinho - brincalhão, desastrado

eles - diferentes, my God, tããão diferentes - dão-se bem.

podemos aprender com eles?

(ok, dispenso as cheiradelas mútuas... quem tem gatos sabes a que me refiro)

um bom dia para todos!

Wednesday, 11 November 2009

Happy birthday, Mr.F.

o Macho Mor lá de casa faz anos hoje.
que dizer dele?
fico com as palavras turvas e os sentimentos engasgados. quer pelo amiguismo quer pelo amor falar imparcialmente dele é difícil, muito difícil.

amigo do seu amigo
calmo
apaixonado
pai fantástico
(...)

não chegam, F, para te descrever.
mas fica com a minha humilde homenagem ao rapaz que conheci, ao adulto com quem casei, ao homem que amo...

Parabéns, my love

Tuesday, 10 November 2009

é muito ou's é

Somos apanhados de surpresa.
pensamos que conhecemos alguém, pensamos que sim. Já não somos miúdos, dizemos. Já não nos enganamos. Mas sim

(ajeitamento que devia ter sido posto lá em cima antes deste despejar de baboseiras começar: não, não é recado para ninguém. Não, não estou a pensar em ninguém mesmo nem me aconteceu nada. Vi acontecer, confesso. Não agora, não comigo)

pensamos que cuidamos que fazemos bem e de repente vemo-nos sozinhos.
às vezes os ciúmes fazem bem. vão por mim que não os tenho.
às vezes reclamar companhia, exigir amizade, pedinchar atenção faz bem. se não, sabem o que pode acontecer? ou nos tomam por frias, elitistas, ou por tão fortes que nunca precisamos de ninguém, ou esquecem-se de nós ou, pior, usurpam o nosso lugar
é muitos ou’s, é; mas todos maus.
e fico-me assim.
gosto deste despejar sem nenhum sentido, sem obrigação sem rotina.
se pensarem que não nos importamos que nos pisem, que se esqueçam de nós, que podem vir sempre que quiserem, sabem o que acontece?
não vêem. nunca
se pensarem que estamos a ser muito giras e modernas porque deixamos o “pássaro voar”, sabem o que acontece?
o pássaro voa
e não volta

Thursday, 5 November 2009

então aqui vai...



surge da conversa comigo em plena ponte, surge do que possam pensar aqueles que procuram fotos da miss checa (enjoativo, não é?...)

este blog é o meu ponto de desabafo. é a minha catarse, é o meu refúgio.

desabafo porque gosto de escrever, gosto de ler, gosto de inventar, porque gosto de ir recebendo os (apesar de) poucos comentários.



catarse porque aqui, ainda que sem nunca identificar de quem falo (e não será nunca a minha intenção) vou falando do que acontece, das histórias que vão povoando a minha cabeça, porque o esforço ou exercício de aqui colocar, com sentido, obriga-me a racionalizar, encadear. o resultado final é um grito mudo… mas grito.



refúgio porque me sinto confortável por aqui… umas vezes lendo apenas os outros, outras comentando…



sabem que mais?
gosto da minha vida. gosto deste canto. gosto do que fui fazendo por aqui e do que farei.

gosto gosto.

por isso dou este prémio a mim mesma.



blog felino de gritos aquáticos




e peço – não nomeio – a quem se identifique com esta posição assustadora e felina, ainda que momentaneamente subaquática o coloque no seu canto, se quiser…



debaixo de água mas ainda feroz


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Claro que não podia ficar em branco...

hoje é dia nacional da esclerose múltipla

visitem, informem-se

a ti, minha querida reitero os parabéns que te dei e que te dou


recebe a minha tulipa!
(adenda do tipo "perdeste uma óptima oportunidade para continuares silenciosa como estavas porque em blog "fechado" não entra mosca nem"...)
o dia nacional da escleroso múltipla é 4 de Dezembro... e não Novembro
mas fica a tulipa para ti hoje, amanhã e todos os dias...

Wednesday, 4 November 2009

de repente...


De repente lembro-me dele. Não, não é bem de repente. E não, não é bem dele.

Deste lado tão abandonado, tão maltratado, deixo-me vaguear. Já não escrevo por aqui há tanto tempo que não sendo pelos meus amiguismos o site meter estaria a zero. Tenho aqueles que me visitam e depois enviam mensagem para o telemóvel, ou comentam “em casa” o que acharam sobre os textos. Fico revoltada (exagero) e grito-lhes indiscriminadamente para “virem cá”, “comentem!” … só para ver se este post é destronado do invicto número um. Bem vistas as coisas, volto a mencioná-lo e referenciá-lo, o que não deve abonar muito para esta minha vontade de o destronar.

adiante…
deve ser do tempo (o que há falta de melhor inspiração imputo-lhe a razão principal deste meu silêncio). só pode ser do tempo.

de repente – dizia – ouço Aguardela a falar na rádio. de repente sinto saudades. de repente fico triste. de repente calo-me. de repente apetece-me gritar. de repente desespero porque não tenho onde gritar e o maço acabou. de repente lembro-me que por aqui posso.

de repente aquele texto que tenho vindo a pensar sobre um projecto fantástico desenvolvido por dois seres de quem tenho a honra não só de ser amiga como de me aceitarem como participante e de toda a publicidade que lhe quero dar passa em branco. Terá implicações. Mas não importa.
sou nocas, a verde. serei também o meu nome cristão quando e se fizer aquele anúncio.
não deixarei de ser nocas, a verde por aqui. é que sou mesmo nocas, a verde.
de repente deixou tudo de valer a pena… e ainda aqui onde grito e procuro consolo – enquanto os braços do meu amor não me tomarem e me aquecerem no oblívio da noite decido até por aqui calar-me. sei o que me leva e não é por aí que preciso seguir.

de repente… agradeço estas pequenas e fingidas paredes, esta solidão que me preenche, este choro que ninguém vê.

Friday, 30 October 2009

é de mim com toda a certeza...

Parece que o tratado de Lisboa vai avante. as pretensões de um certo país foram ouvidas. hurra! hurra!
e quais eram as pretensões, perguntará o povo, já de si tão arredado do que os bosses “lá longe” vão fazendo?

queria o excelso país ficar fora da carta dos direitos fundamentais da união europeia. e – pasmem-se – nem sequer é inédita esta posição… se virem aqui já Reino Unido e Polónia tinham dito – só para evitar dúvidas – que afinal o que estava presente na Carta não era para ser interpretado bem assim. interpretando eu de um modo até grosseiro parece que, afinal, o que a Carta reconhece só será válido se os próprios países já o tiverem feito.

nada de novo portanto.

uns dizem que sim, senhor, façam como melhor vos aprouver, outros dizem ah, e tal, só se nós já tivermos isso no nosso ordenamento.
a aplicabilidade directa das convenções no seu melhor

como já disse por aqui, tinha esperança que o tratado de… (ao contrário do Sr. PM não tenho nenhum orgulho nisto, mas enfim, o que está, está) Lisboa não seguisse.

tinha esperança que o povo do trevo conseguisse parar este documento.
o mesmo que não foi por cá sujeito a nenhum processo de escrutínio, referendo… – parece que tinha sido prometido, mas que sei eu! –devem ter pensado que tínhamos mais o que fazer e que quando o povo os elegeu lhes terá automaticamente passado uma carta-branca para fazerem tudo… referendo? para quê? aprovamos assim mesmo, qual pai simpático que inscreve o filho bebé no benfica porque ele sabe melhor. (lembram-se deste texto?)

It would be like the authority of a parent, if, like that authority, its
object
was to prepare men for manhood; but it seeks on the contrary to keep
them in
perpetual childhood: it is well content that the people should
rejoice, provided
they think of nothing but rejoicing

afinal o que me tinham dito era verdade.
muda-se a Irlanda.
e tantas vezes foi o cântaro à fonte que a Irlanda partiu-se, digo, aprovou o referendo. e que faltava agora? um outro estado tem dúvidas quanto à referida carta. oh, meu amigo checo, é que é já a seguir. e ainda temos uma garantia de que está tudo conforme a ordem até porque são países onde nada se passa e vivem todos muito felizes "for ever after" e todos muito contentes porque nos garantem que vão respeitar os direitos fundamentais. (e nós, os outros, não?)

já vi que não percebo muito disto e nem me apetece alongar e incomodar os meus dois queridos leitores.

mas - ajudem-me - será que percebi bem? não, de certeza.
temos uma carta de direitos fundamentais à qual se promete aderir como condição sine qua non da adesão ao próprio tratado.

temos uns países que dizem, sim, claro, aderimos a tudo mas "estas letrinhas que aqui se escrevem não reconhecem quaisquer direitos". até me apetecia fazer uma analogia qualquer com as calças de um homem mas não vou por aí.

não sei se dei a perceber mas não vou muito à bola com este “coisa” a que chamam UE. mas – pacta sunt servanda – estamos “lá” cumpramos e/ou lutemos pelos nossos interesses. e não digo nossos=portugueses (mas também) mas nossos desta cidadania europeia que nos vendem – impingem? – como um factor e consequência de um mundo global, aqui como sinónimo de mais justiça para todos, mais igualdade.

recuo até ao discurso de Churchill e medito nesta parte

Trata-se de reconstituir a família europeia ou, pelo menos, a parte que
nos for
possível reconstituir e assegurar-lhe uma estrutura que lhe permita
viver em
paz, segurança e liberdade


ainda que a parte de estados unidos da europa me azucrinasse a cabeça… sou inocente e pouco sabida nestas coisas mas somos todos iguais… mas uns mais iguais que outros.

quanto ao resto tenham um óptimo fim-de-semana. no meu covil tentaremos fazer artesanato por aqui.

Monday, 26 October 2009

a mudança de hora

parece que é copiado daqui… mas não é!
até porque ali reflecte-se (e bem) na vida, nesta coisa que vamos vivendo por aqui e nesta frase que me fica no ouvido

E a capacidade de não sofrermos tanto numa segunda ou terceira vez tem
precisamente a ver com a inexistência do factor surpresa.

por aqui falamos da surpresa com revi este actor.

e como tudo é discutível. admito que para alguns de vós ele não preste ou que os seus filmes sejam básicos ou outra coisa qualquer.

lembro-me dele nesta série e teria apostado tudo em como desapareceria num instante...

quando este filme saiu, ou mesmo este fiquei certa de que nunca seria mais nada além de um pretty boy e que a sua graça desapareceria com o peso da idade.

Mas depois vi este filme e fiquei admirada. Chorei, sofri e vivi com ele. Este achei um bocado lamechas demais… too american mas, ainda assim, surprise, surprise…

O que vi este fim-de-semana encheu-me as medidas. Nada neste filme é linear e a melhor maneira de o ver, para quem não o tenha feito é, como eu, não ler nada sobre ele. Ir descobrindo e vivendo com ele, descobrindo a sua mágoa e a profundidade da raiva, da crueldade…

acaba com o registo… não digo

em véspera de mudança de hora a CN acompanha-me (achava eu que era leve e tal) e falamos até “às tantas”. Gosto destas conversas. Gosto que discorde, concorde, equacione, racionalize e acabe por pensar por si. Mesmo quando as suas conclusões são repletas de dez anos sensíveis e semi-paradisíacos são as suas conclusões. E – babalert – lindas, sensíveis, inocentes, apaziguadoras…

quando vagueamos por assuntos – em que o filme se tornou uma miragem longínqua - e se apercebe do quanto “andámos” diz-me que gosta de falar connosco… “não sei – pensativo – parece que me compreendem, mesmo quando não concordam.”

Uma óptima semana para todos

e, cházinha, desculpa ter pegado no teu mote… (e feito isto!)