Thursday, 2 October 2008

A força de uma palavra (ou de várias)

Uso este postal para, em primeiro lugar, agradecer o comentário da Luísa.

É verdade, Querida Luísa, que um “obrigado”, principalmente pela sua cada vez maior ausência, ajuda a minorar, pelo menos, os problemas que nos vão surgindo, de trânsito ou outros.

Mas existem outras palavras que, a meu ver, são tão ou mais importantes que um obrigado. Mais, sem recear exageros ou preciosismos, o tom com que se dizem será tão importante como a palavra em si.

Refiro-me aos “não se importa”, “se faz favor” e suas congéneres.

Fará o empregado, quando mandado, aquilo que lhe pedem? Por mim respondo que sim.

Na verdade, na verdade, este postal parece saído de um qualquer texto “La palissiano”, tão evidente e primário que é!

Na verdade, na verdade, nem me escandalizo com a ausência de respeito. Mas nunca, nunca me conformarei com a ela.

Porque acredito que a maneira certa de dizer a frase certa é verdadeira e presente; actual e necessária, ainda que escassa ou inexistente, principalmente nos pequenos poderes, escrevo este postal.

Escrever aqui é muitas vezes catártico. É um exercício de egoísmo puro, idêntico em muita coisa às conversas longas que tinha com as minhas bonecas quando as transformava na colega que me importunava ou num professor que era arrogante, até numa figura parental que me tinha posto de castigo.

Porque acredito que ainda que todos dissessem que o Sol é quadrado nem por isso o Belo Astro se renderia à maioria dos números, escrevo este postal.

Com egoísmo. Do puro.

Obrigada pela leitura e comentários desse lado.

Tenham um excelente dia!

6 comments:

Anastácio Soberbo said...

Olá, gosto do Blogue.
É bonito e bem feito.
Quem corre por gosto não cansa. Parabéns!
Saudações de,
Soberbo

Once said...

a minha definição favorita de catarse minha Amiga é a de Aristóteles .. e assim baseada te afirmo que não passarás nunca (que eu não deixo!) da dita .. para a desdita :)

Beijinho calmo e tens toda a razão sim: as palavras têm uma força superior por vezes, ao próprio conteúdo *

Nocas Verde said...

Caro Soberbo,

Seja muito bem-vindo a Este Lado.
Obrigada pelo elogio!
Fique à vontade e acomodo-se.

Cumprimentos

Nocas Verde said...

Once,
Nem eu queria passar para a desdita... que a dita é má (por vezes) que chegue. :)

E não dizemos nós às nossas Crias, por Aí e por aqui, isso mesmo? E mais! Não nos cobram já elas isso também???

Obrigada pelo "beijo calmo" e pelos outros todos!!!

beijo para ti :) :)

Luísa said...

Tem toda a razão, minha querida Nocas, a educação e o respeito nunca são demais. Também, quando faltam, me deixam a falar sozinha dias a fio. (Até já escrevi um «post»/desabafo acerca de uns maus-tratos de que fui vítima de um taxista). Não percebo, aliás, por que é que faltam tanto: é tão fácil ser educado e respeitador como não o ser; mas é, seguramente, muito mais compensador sê-lo. Enfim, Nocas, ainda há muito que batalhar para pôr este mundo no devido lugar. :-)

Nocas Verde said...

Querida Luísa,

Gostei dessa Proposição que mencionou. É tão fácil ser bem-educado como não ser. É tudo uma questão de escolha.

Felizmente para a humanidade, e sem falsa modéstia, algumas caríssimas escolhem o primeiro caminho.
Obrigada e um beijinho