Friday, 26 September 2008

Jeróóóóóóóóónimo

Dizia-me alguém que conheço e por quem tenho apreço que a única coisa que escolhemos na vida é a amizade. E, mesmo estas, sempre a partir das oportunidades que a vida nos vai dando.


É inegável que não podemos ser amigos de quem não conhecemos. Provavelmente nunca seria amiga da S., para citar apenas um exemplo recente mas muito feliz, caso eu e ela não tivéssemos decidido embarcar nesta aventura do “curso superior”. A distância que nos separa geograficamente não o deveria ter proporcionado sem ajuda da sorte (e não gosto nada desta afirmação mas não encontro melhor)!

Lembrei-me agora, fresca que estou do meu querido aniversário de ontem, que provavelmente também não encontraria aquele que já há tanto partilha a minha vida, não tivesse eu ido trabalhar, por acaso, também, para aquele café de praia que era, por acaso, o café que ele frequentava.

Assm sendo, e segundo o mesmo autor lá de cima, colegas são todos os que se nos deparam. Tornam-se amigos aqueles que queremos.


Pondo já de parte aquela verdade quase horrível de que passamos mais tempo com estas pessoas do que com aqueles que amamos, deveremos ter, digo eu, uma visão simplista e, acima de tudo, prática em relação à enormidade de tempo que passamos com estas pessoas, baseada no respeito, na cedência, na compreensão.


Como dizia a professora da CN, “somos diferentes? ainda bem! Aprenderemos com essas diferenças!”

E, por princípio, não sou inclinada a subscrever o sentimento de que as relações deverão ser mútuas. Explicando, o facto de um colega meu não agir da forma correcta nunca deverá ser desculpa para a incorrecção nos meus actos. Eu tabelo-me, ou tento, pela transparência (é verdade, chazinho, agora que penso nisso…), pela disciplina de acção, pela harmonia tácita.

Mas, deixai-me confessar, pareço ser incapaz de enfrentar, ou melhor, confrontar-me com maquiavelices, intrigas e má fé. E isso é erro meu. Sem ironia repito-o: o erro É meu.



Não tenho idade para cometer estas infantilidades nem para permitir que me enredem em tramas que acabam por me tornar vítima inocente… mas ainda assim, vítima.


I’ve should have known better.


Para quem me conhece, e porque me conhecem, digo-vos que não é este postal um discurso de auto-comiseração, nem tão pouco vitimização. Antes pelo contrário, ergo-me para o alto dos meus trinta-e-quatro-quase-trinta-e-cinco anos para me impor, “rise and shine” e acima de tudo, e perdoai-me, cover up my ass.



Precaver-me, com os neurónios que Deus me deu, e deixar de ser inocente, que pode ter sido uma faceta minha engraçada quando tinha “vintes” mas que é sinceramente palerma para a minha idade.

E agora, para terminar bem este grito de Jerónimo, a CN brindou-me ontem com uma frase tão singela mas tão reveladora do ambiente de felicidade que vai sentido por lados da Escola Nova.




Já é quinta-feira?



ps:


Viva o Sporting!

4 comments:

Once said...

precaver e proteger esses mesmos neurónios capazes de tanto o que te conheço Minha Amiga, sim, é a opção correcta.
Porque os imbecis conseguem por norma, bater-nos em experiência *

O chazinho ;) (preto, as you know ..) deseja-te um fantástico week-end *

Beijito

Nocas Verde said...

É isso aí!!!
Para o V. Castelo também!!! :)

Luísa said...

Querida Nocas, sejamos felizes e confiantes, mas sempre de olhos atentos!
E viva o Sporting! ;-)

Nocas Verde said...

Querida Luísa,

como diz o povo "com um olho no burro e outro no cigano"!