...mas näo me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o que lhe confiei até àquele dia.
Friday, 13 March 2009
Sabemos que...
A CV é apaixonada por animais. Aliás, diz a avó lá do sítio que só se estragou uma casa!
Mãe, pai e crias gostam de animais no geral... dos nossos e de quem se atravessa no caminho em particular.
A mãe - leia-se eu, claro! - faz muitas vezes figura de má, proibindo-os de trazer animais abandonados mas fingindo não ver a comida do Lord F. que desaparece da dispensa por artes mágicas.
Recolhemos variadíssimos animais, encontrados em sítios improváveis (um ouriço no meio da estrada, uma cobra no meio de entulho de obras, dois sapos numa poça da rua) a quem proporcionamos um ambiente para recuperarem ou simplesmente engordarem… entretanto pesquisamos o melhor lugar e, em cerimónias sempre comoventes, libertamo-los já recuperados e prontos para seguirem a sua vida.
Em labuta diária encontro os bolsos da CV completamente cheios de terra, folhas, pauzinhos e fios de lã (roubados dos intermináveis projectos de lavoures desta V. verde) A explicação é simples, tão simples que me senti burra ao ouvi-la. «Estamos a construir uma caminha confortável para uma gata abandonada que apareceu lá na escola.» Informo que os felinos não fazem ninhos. «Eu sei, mas não querias que eu levasse uma manta, pois não?»
Lembrei-me da cama comprada para o Lord F. que nunca foi utilizada e que agora servia de repositório dos seus brinquedos.
Disse-me que apareceu a CV como um herói e que a fantástica cama foi rapidamente posta ao lado de comida para que a felina percebesse que era sua. E foi sua. Lá descansava todos os dias. Quando desapareceu, e porque sabiam que estava prenha em fim de tempo, ficaram todos preocupados. Expliquei-lhe que provavelmente teria escolhido um sítio escondido para ter os bebés. Passados uns dias chega a CV extasiada a casa: durante a noite a inteligente felina tinha colocado toda a sua prole de volta na cama, à vista de todos.
Ontem vi a cama num saco de plástico, junto da roupa para lavar.
- que se passou? perguntei com receio de más notícias
- Já não é precisa. Foram todos adoptados. Arranjámos casa para todos… mesmo para a mãe! A cama trouxe-a de volta. Há-de ser precisa mais tarde para outro salvamento.
__________________________
Em menor escala este meu postal lembrei-me dele por via desta história contada aqui:
Queridos Gatos
O fim-de-semana?
Algum estudo, alguma limpeza, muito bom tempo...
Que o Vosso seja agradável também!
Thursday, 12 March 2009
A beautiful picture a day... 018

Não pela beleza ou por qualquer interpretação metafísica, religiosa, espiritual ou outra.
Fascinam-me de uma forma puramente científica (se é que de tal se poderá apelidar esta curiosidade mal esgalhada, vulgo amadorismo alimentado pelos programas de David Attenborough e Félix Rodriguez de La Fuente).
Fascinam-me pela adaptação sofrida por todos aqueles que lá escolheram viver.
Eu disse escolher? Sim, claro. A evolução não presume outra coisa que a escolha voluntária dos caminhos evolucionários. Reforço o voluntarismo. Escolhem evoluir ou morrer… mas é uma escolha.
(Deus nos livre de dizermos que foi um Ente qualquer que os lá pôs por artes de malvadez)
Adiante.
Mesmos os seres humanos (perdoar-me-ão os evolucionistas puros mas, por enquanto, e enquanto apenas me referir à espécie humana onde me incluo – e não de uns seres quaisquer que matam e roubam, recusar-me-ei a referir-me como animal) que lá vivem adaptaram-se (e lá estou eu) evoluíram de formas no mínimo assombrosas.
Com eles aprendi a retirar de um cacto enterrado na areia água pura e fresca.
Com eles aprendi que se saltitarmos de um lado para o outro podemos atravessar a areia tórrida (sim, sim, sou eu a parva que saltita nas areias do nosso Portugal… resulta, que querem?)
Com eles aprendi que se tivermos pavilhões auditivos muito grandes podemos sentir os inimigos que se movem debaixo do solo.
Com eles aprendi que se fecharmos todos os orifícios corporais suportamos melhor as terríveis tempestades de areia.
Com eles aprendi que ainda que durante o dia estejam temperaturas assustadoramente altas devemos preparar-nos para uma noite gélida.
Agora é só dar um ar levemente intelectual a este texto. Uns pozinhos de metafísica, afirmar o que neguei lá no início do texto, vestir-me com um sari e inventar um testemunho qualquer de como a minha vida foi “mudada” e tenho um belo livro – best-seller - de auto-ajuda.
note to self:
escolher melhor as fotografias para esta rubrica
Wednesday, 11 March 2009
Guantanamera (e outros nonsense)

(para Vós, gente incauta, que não sabe do que falo, menciono uma versão cantada ontem em Figo Maduro na recepção a uma certa equipa da mesma cor desta que Vos escreve)
Outro assunto
como já disse algures por aqui a minha CN não teve uma boa professora primária. Era autoritária, déspota, desproporcionada, histérica e outros adjectivos que tais. Mas uma coisa a senhora ensinou: entre o sujeito e o predicado não há vírgula. Porque digo isto?
Artigo 30.º
Denúncia do crime
1 - A denúncia de natureza criminal, é feita nos termos gerais, sempre que possível, através de formulários próprios, nomeadamente autos de notícia padrão, criados no âmbito da prevenção e de investigação criminal e apoio às vítimas.
Proposta de lei do Governo para o crime de violência do doméstica
Vejam a notícia
O PGR foi ouvido durante a tarde de ontem na Comissão de Direitos, Liberdade e Garantias da Assembleia da República. E começou logo por dizer que a "intenção" em legislar sobre a violência doméstica "é boa", mas a proposta de lei precisa de um "depuração". "Há tantos artigos sobre intenções que esta lei ordinária parece uma Constituição para a violência doméstica", declarou Pinto Monteiro
Ainda um outro assunto
Um escritor inventou um novo silogismo (está bem, está bem eu completei-o) Vejam se o percebem...
percebem?
vejam isto
«Acho que a Angola está no caminho da democracia», disse, lembrando que «as coisas não se fazem de um dia para o outro» e que D. Afonso Henriques também não era um democrata exemplar.
e depois digam...
Aliás, pelo que infiro das várias afirmações dos senhores quando receberam o alto dignatário, a democracia demora muito tempo a construir... tipo mais de trinta anos ou coisa parecida... e já agora, entrementes, vai um iluminado (des)governando... tipo paizinho porque o povo é burro(?)
Aproveitem para votar nas minhas mentiras e verdades do postal de ontem... diverti-me imenso com as Vossas respostas e queria mais algumas antes de revelar os resultados...
grata!
Um óptimo dia de Sol!
Tuesday, 10 March 2009
Desafios, correntes e afins (IV)
Aqui as deixo, sucintas e curtas... à espera do Vosso vaticínio
1 - Fiz com que um hospital inteiro tivesse como ceia de natal pescada cozida e omoletes
2 - Comi açorda com quinze dias de vida
3 - Não tenho um telemóvel que tire fotografias
4 - Não gosto do filme "África Minha"
5 - Não suporto filmes de terror e/ou fantástico
6 - escrevi uma telenovela da RTP numa máquina de escrever
7 - Fui preterida numa audição por saber dançar bem demais
8 - Já pintei o cabelos de todas as cores... mas nunca de azul nem rapei o cabelo
9 - Cantei o fado numa dessas casas de fado vadio e ganhei o primeiro prémio
Até já! :)
Monday, 9 March 2009
Manda recado ao luar
As lágrimas? retive-as o mais que pude. Pela saúde das Crias, pela saúde dele… pela minha saúde.
às nove da manhã de um dia que me pareceu escuro e negro uma enfermeira disse-me que deveria ter esperança porque «ele era um homem novo»
O que se faz a seguir a isto?
Vive-se, é o que é. Vive-se segundo a segundo. Passos um à frente do outro, a vida dividida em pequenas fracções de segundo sem pensamentos filosóficos ou transcendentais.
Dizia uma professora que muito estimo que devemos sempre enfrentar a vida como uma guerra: seguir para a vitória que a derrota é nossa!
E assim fizemos, fiz, durante trinta e três dias… 33. Engraçado o número.
Parece que foi ontem, disse-me ele quando se sentou no “seu” sofá, e se embrulhou na manta «a cheirar às Crias».
Ontem, meu amor? Sim, talvez, mas numa outra dimensão, num outro mundo, não o que era no dia um de Fevereiro.
A simpática D. Amélia que nos conhece há tantos anos, que nos viu conhecer, namorar, casar, nascer os filhos; a simpática D. Amélia a quem nós vimos casar os filhos, nascer os netos, enterrar o marido, celebrou o regresso com um bem-vindo profundo, um abraço apertado, entre dois cafés bem tirados – como só ela sabe. E depois, não o deixando ver, aperta-me a mão. Olho-a e vejo-lhe uma lágrima teimosa nos olhos sofridos. Falamos sem voz e sei o que me transmite. De mãe, para mãe, de mulher para mulher. «vamos, menina, tem que engordar um bocadinho agora, está bem?» entregando-me o troco.
Diz-me ele comovido, que chorei baixinho durante a noite. A sério, pergunto? Não me lembro de nada. E é verdade.
Suspira de alívio a minha querida cházinha, e suspiras bem. O teu sorriso ajudou-me, mate! More than you can imagine, I recon.
E tu, Sílvia, exemplo de força e coragem... obrigada!
Por último…

Deixo-Vos um fado. Ah, um fado. Este em particular. Meu e só meu. Vivido, sentido (não cantado por mim, descansem) … como só os fados sabem.
Agora preparem-se. Estou de volta mais fútil e engraçada que nunca…
… ou não…
Boa semana para todos
Friday, 6 March 2009
Just passing by - the return
Até pode parecer imodéstia este auto festejo de regresso… e até poderá ser.
A nave regressou a Terra. Não ainda para o hangar, nem pronta para mais viagens. De regresso directamente à oficina onde os funcionários, não já oriundos de estranhos mundos, com três olhos, simpáticos sim mas alienígenas mas mecânicos terrestres simpáticos e … terrestres!
A viagem afectada por razões tão extrínsecas como internas, de problemas, lutas, guerras e ansiedades terminou.
É tempo de recuperar. É tempo de recuperar. O alerta amarelo apaga-se.
Mazelas, cicatrizes, abanões e lutas corpo a corpo passarão a ser história de lareira, contando a heroicidade dos intervenientes, qual odisseia.
O capitão abraça a tripulação pela última vez antes de se refugiar na sua solidão caseira. Aquela cicatriz, pediu ele à médica alienígena que o tratou, não a tirem… lembrar-me-á sempre de como afortunado sou. Nunca teria conseguido sem a minha equipa. À tenente dirige um olhar de eterna gratidão.
É tempo de…
óptimo fim-de-semana
Wednesday, 25 February 2009
Just passing by (versão 2)
Infelizmente não tenho já vontade de despejar para aqui trivialidades que, apesar de as procurar com sentido, engraçadas ou apenas "coisinhas" me exigem mais do que posso despender por estes dias.
A nossa nave está ainda em alerta amarelo. A luz no painel que piscava em vermelho flamejante "survival mode" está já desligado mas a tripulação está demasiado exausta para continuar e demasiado orgulhosos e briosos os tripulantes para não Vos dar o porquê da excessiva nonsense e futilidade que tenho demonstrado.
Eu sou o que sou - diz quem me conhece quando me lê, incapaz de me esconder. Por agora sou também incapaz de me revelar. Incapaz de pensar. Incapaz de aprofundar.
Assim, agradecendo o teu carinho, minha querida cházinha, em me la(n)çares num desafio que já tinha encontrado por aí e que até tinha, interiormente, alvitrado algumas mentiras e outras verdades mentirosas (riso), peço-te um adiamento na resposta.
A nave está ainda em alerta amarelo mas não Vos preocupeis. Breve, breve volto cheia de futilidades engraçadas ou seriedades profundas, as the case may be.
Entretanto o quarto semestre já arrancou e nunca antes me soube tão bem ter um espaço onde estou tão preocupada com a matéria, com os neurónios aos pulos a tentarem assimilar tanta e tanta informação (coitaditos dos bichinhos) que não penso em mais nada...
Grata por tudo e até breve
Nocas, a Verde
(as maiúsculas foram propositadas... e muita sorte têm não começar a falar de myself na terceira pessoa... coisas de imodesta!!)
Friday, 20 February 2009
Thursday, 19 February 2009
A beautiful picture a day... 017

Passam no teu olhar nobres cortejos,
Frotas, pendões ao vento sobranceiros
Lindos versos de antigos romanceiros,
Céus do Oriente, em brasa, como beijos,
Mares onde não cabem teus desejos;
Passam no teu olhar mundos inteiros,
Todo um povo de heróis e marinheiros,
Lanças nuas em rútilos lampejos;
Passam lendas e sonhos e milagres!
Passa a Índia, a visão do Infante em Sagres,
Em centelhas de crença e de certeza!
E ao sentir-se tão grande, ao ver-te assim,
Amor, julgo trazer dentro de mim
Um pedaço da terra portuguesa!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
Wednesday, 18 February 2009
Desafios, correntes e afins (III)
Crónica Feminina
(e a razão do meu nome de baptismo)
frase :
A voz profunda de Luis Ribas cortou-lhe os pensamentos.
foto tirada daqui
Desafios, correntes e afins (II)
A regra é:
Pegar o livro mais próximo, abrir na página 161 e transcrever a 6ª frase
O livro que está mesmo, mesmo ao meu lado é: (suspense)
"O pêndulo de Foucault" de Umberto Eco
página 161
Mas na real idade, você diz-me, doutor Wagner, que eu estou mal porque a
Faquinha não se separa do Facão.
(não falo sobre a frase. ainda vou na página 40...)
passo a: Van Dog Bandeira ao Vento Bongop Once PPTAO
Desafios, correntes e afins (I)
Apresentar seis particularidades minhas e passar a 'corrente' a outros
depois de uma noite em branco a tentar colocar coisas engraçadas, inteligentes ou muito simplesmente aproveitáveis, deparo-me com uma personalidade insípida, igual às minhas mais recentes análises médicas (disse a "dôtora" que adormeceu a lê-las de tão aborrecidas): normal (risos)
mas cá vai...
aviso à navegação: (não leiam a guiar porque pode causar sono... pensando bem, não leiam mesmo que considerem interessante, pode provocar acidentes)
1 - Acredito em Deus Todo o Poderoso;
2 - Gosto de pintar zeros à esquerda do meu extracto bancário - antes da vírgula (!)
3 - Sou ranzinza, refilona, desconfiada e pouco paciente
4 - descobri que gastei 4 particularidades num só número e que agora vejo-me às aranhas para preencher o resto deste questionário
5 - Sou mãe
6 - gosto imenso de receber convites, prémios e correntes, comentários e elogios e depois só me saiem destas palermices
__________________________
desafio:
Van Dog
Bandeira ao Vento
Nocturno
Miss C. (rsrs)
Bongop
PCP
Bem hajam
Fiz um grande esforço para não nomear em segundas núpcias...
Sabemos que...
Refaço as contas mentalmente ... como condensar os milhentos pedidos em três “míseros”?... Ele, sem aguardar a minha resposta, diz-me com uma gargalhada:
- Dizias para ir pastar caracóis, certo?
- Porquê? (juro que não fui eu que o ensinou tal expressão… não, pronto, não juro. Ok, ok, confesso, fui eu – não digam nada aos Serviços Sociais, está bem?)
- Já tens os teus três desejos! – levemente zangado – o pai, eu e o mano (pausa teatral) ou não????
Com luva de pelica dá-me uma galheta de tal forma que me caio redonda no chão. Ouço as assistentes da Segurança Social à porta chamando-me materialista, fútil, ignorante, ignóbil e outras coisas que agora não me apetece ir buscar o dicionário…
- Claro, minha Cria… claro.
- Abraço gôstchozoooo! – grita a outra Cria. (“gôstchozo” é termo familiar mas nem me perguntem como o adoptámos)
Ficámos os três abraçados em cima da minha cama tempo demais. Mas valeu bem a pena, não acham???
Um bom dia para todos!
Tuesday, 17 February 2009
Lembrei-me agora...
No trânsito recebo a mensagem matinal. Ele escreve "um bom dia para todos" e nós os três respondemos "para ti também".
Hoje o telemóvel não está no banco como de costume de há uns tempos para cá, exactamente à espera da dita, mas dentro do Universo chamado mala de mãe.
Passo rapidamente a mala à CV.
(em sussuro lá atrás)
- Epá, tem calma a procurar!
- Eu sei, eu sei... ufa... que isto é uma verdadeira odisseia!
- Pois é. Vê lá se encontras também a minha peça de Lego que ficou aí perdida. (...)
Tenho a leve impressão que cleaning is in order...
Não gosto mesmo nada
de verdades absolutas
de dizer que sim porque sim
se os outros dizem
(lá em casa debate-se teses do aparecimento da vida. crias críticas. - ai é isso que é dogma, mãe? não gosto mesmo NADA - pesquisa a mãe pelas Crias que herdaram - e ainda bem, babaalert! - aquela vontade de ir contra a corrente, de ver e pensar e raciocinar e errar por si)
A evolução é tida como a Única tese fiável e indiscutível. É a Única cientificamente provada.
que frases tão dogmáticas, digo eu.
(voltem lá acima... já foram? explico o que é dogma)
quando não tiverem nada, mesmo nada para fazer... pesquisem por aqui... then maybe you could help me!!!
inteligent design
evolution news and views
Are we designs or occurrences
the skeptic dictionary
Institute for Creation Research
Isaac Asimov
National Center fos science education
ceticismo.net
I Only...
...want to be with youI don't know what it is that makes me love you so
I only know I never want to let you go
Cause you've started something
Oh, can't you see?
That ever since we met
You've had a hold on me
It happens to be true
I only want to be with you
It doesn't matter where you go or what you do
I want to spend each moment of the day with you
Oh, look what has happened with just one kiss
I never knew that I could be in love like this
Its crazy but its true
I only want to be with you
You cast a spell on me
And left me in a trance
I fell into your open arms
And I didn't stand a chance
Now listen honey
I just want to be beside you everywhere
As long as were together, honey, I don't care
Cause you've started something
Oh, can't you see?
That ever since we met
You've had a hold on me
No matter what you do
I only want to be with you
You cast a spell on me
And left me in a trance
I fell into your open arms
And I didn't stand a chance
Now hear me tell you
I just want to be beside you everywhere
As long as were together, honey, I don't care
Cause you've started something
imagem tirada do flirk
Monday, 16 February 2009
Hoje...
... que foi criada para defender o povo, porque dele emanado, como a expressão do poder do povo, para o povo e pelo povo
... que a Democracia, não sendo perfeito enquanto sistema justo, é o menor dos males com a esperança da mudança para melhor, do sufrágio como modo de escolher o melhor dos melhores ou o menos mal
... que a humanidade vai evoluindo
... que os computadores são isentos
E depois...
alguém decide mudar tudo
rir-se na cara de quem morreu pela liberdade
rir-se da humanidade
rir-se da democracia
e, assim como quem muda a disposição do seu quartinho,
Altera a Constituição e fica lá o tempo que quiser
de repente
a monarquia pisca-me os olhos...
Uma boa semana
Friday, 13 February 2009
Before I go...
Sabiam???
Vejam o elenco do musical "We will rock you". Encontram lá o Ricardo Afonso.
No elenco de West Side Story também encontramos a Sofia Escobar no papel de Maria e foi eleita Melhor Actriz Musical 2008.
Lembrei-me de umas coisas desprezíveis que se passam cá neste burgo e nos pequeninos ditadores que "mandam" na cena musical (talvez um dia conte)...
Ainda bem que existem estes casos (não são únicos)
Agora sim!
Bom fim-de-semana
A beautiful picture a day... 016 (sexta-feira treze)

(vejam este texto de Tiago Moreira Ramalho no Corta-Fitas para saberem o porquê desta superstição...)
Às vezes penso que seria mais fácil ser supersticiosa. Se as coisas corressem mal seria por falta daquela “sorte” ou daquele “ritual”. Tinha uma explicação para os infortúnios. Como não sou, fico muitas vezes perplexa com o que me vai acontecendo.
O único comportamento superticioso que tenho (adquirido pela formação e experiência) é o de, antes da estreia (e apenas da estreia) desejar merda a todos. Nunca por nunca se agradece.
Fazia-o não porque acreditasse que me corresse mal mas por simpatia, respeito e porque aparentemente acalma a quem neles acredita.
Aliás, para terminar, tenho uma óptima razão (à falta de outra) para não acreditar em “sexta-feira-treze-dia-de-azar”!
A minha CN nasceu numa sexta-feira treze… foi tudo menos um dia de azar! :)
Um óptimo fim-de-semana para todos agora que o Sol espreita e o nosso céu azul parece dizer “está bem que o Vosso país é ****** mas entretenham-se com esta cor fantástica!”
(o dia de s. Valentim nem merece considerações…)
Thursday, 12 February 2009
Finlândia
Portugal ganhou ontem à graaaaande equipa que está no excelente 37.º lugar do "ranking".
No fim do jogo alguém refere ao senhor-de-olhos-verdes, quando ele diz que podíamos ter marcado mais golos, que seria um problema para ele (senhor-de-olhos-verdes) resolver.
O vaqueiro (amei a expressão, S!) prontamente responde
"Eu não... eles"
Claro... e até que é compreensível. O senhor-de-olhos-verdes nem é seleccionador nem nada.
Não havia um outro que queria comprar um tractor?! Podia juntar-se a este e irem os dois tratar de vacas e isso.
Além disso, ontem foi a primeira vez que vi a selecção:
Ainda em relação às assobiadelas - lembrei-me do que li algures escrito por um senhor sábio da escrita futebolística. Dizia qualquer coisa como a força desta selecção não advir de provencialismos tipo bandeiras nas janelas nem demonstrações vãs de fé... e, se calhar, tem razão. Mas não sei de onde virá. Talvez dos seus brilhantes olhos verdes e da sua atitude complacente e passiva enquanto vê os "eles" a jogar, perdão, a empurrar a bola de um lado para o outro.
mas que queremos nós?
Já despejei o fel de uma semana inteira
Um bom dia de sol para quem o possa disfrutar.
Wednesday, 11 February 2009
Quizz (what??)
You're an Oyster! (sou o quê???)
You don't have a ton of complexity or identity on your own, so you've
made an effort to focus on making a nice and sturdy house. It gives you the
appearance of being interesting as well as a good place to hide from your critics
and those who might expose your secrets. At least you can remind us all of what
humble beginnings we've all come from. People associate you with really good
crackers.
Take the Animal Quiz
at the Blue Pyramid.
You're Golda Meir!
With connections to Ukraine, Wisconsin, and
Colorado, no one ever really imagined that you'd end up
involved in seemingly sacred pursuits. Your humble
beginnings helped contribute, however, to a willingness
to slog through whatever hard work is necessary to get
things done. While many accused you of being unprepared
for certain circumstances, it seems that being more
prepared may have actually led to catastrophe. Shortening
your name really brought you out into the light, even
though you were always going for gold.
Take the
Women World Leaders Quiz
at
Camp Kupugani Multicultural Summer Camp for Girls.
You're One Hundred Years of Solitude!
by Gabriel Garcia Marquez
Lonely and struggling, you've been around for a very long time.
Conflict has filled most of your life and torn apart nearly everyone you know. Yet there
is something majestic and even epic about your presence in the world. You love life all
the more for having seen its decimation. After all, it takes a village.
Take the Book Quiz
at the Blue Pyramid.
You're Chile!
You're really skinny (gargalhada!!!), and kind of bumpy in frame, but you're not as
rough a person as you used to be. You like long, long, long walks on the beach and
avoiding having your rights violated, just like anybody else does. You're even
willing to stand up to those with more power and influence than you, trying to bring them
to justice. Fight the man!
Take the Country Quiz
at the Blue Pyramid
Inconforto
Tuesday, 10 February 2009
Serviço Público (para ti... as coisas que eu faço só para não apanhar)
Pois que o referido falava da Selecção portuguesa (de futebol) e de como alegadamente o seu antecessor teria esgotado a menina (leia-se Vaca) e os seus recursos (leia-se Leite) de tanto exigir das mesmas (leia-se tetas)
Monday, 9 February 2009
Músicas da minha vida
negras sombras a rondavam
era meia-noite
e o meu amor tardava
a nossa casa, a nossa vida
foi de novo revirada
à meia-noite
o meu amor não estava
ai, eu não sei aonde ele está
se à nossa casa voltará
foi esse o nosso compromisso
e acaso nos tocar o azar
o combinado é não esperar
que o nosso amor é clandestino
com o bebé, escondida,
quis lá eu saber, esperei
era meia-noite
e o meu amor tardava
e arranhada pelas silvas
sei lá eu o que desejei:
não voltar nunca...
amantes, outra casa...
e quando ele por fim chegou
trazia flores que apanhou
e um brinquedo pró menino
e quando a guarda apontou
fui eu quem o abraçou
o nosso amor é clandestino
Hoje...
Friday, 6 February 2009
Adenda (não sei a quê mas está bem!)
Agora tenho eu a tarefa inglória de encontrar os ditos filmes para visionamento...
Agora sim. Bom fim-de-semana :)
Coisas que tenho aprendido...
Thursday, 5 February 2009
Just passing by
A vida não era fácil num espaço tão pequeno, sem gravidade, com parcos recursos, mas a missão era gloriosa.
Gloriosos eram também os desafios que se lhe apresentavam de tempos a tempos.
Nesse dia viram uma nebulosa fantástica. Aos incautos viajantes parecia brilhante acolhedora. O radar anunciou uma pequena tempestade de meteoritos. Não seria isso a impedi-los. Atravessariam a tempestade com a mestria do comandante e a habilidade da tenente.
Os meteoritos foram difíceis mas alentaram-se com a visão cada vez mais fantástica da nebulosa.
Quando se preparavam já para recolher amostras o radar avisa que estão a ser sugados. Não podia ser, pensa o comandante, é apenas uma nebulosa, não um buraco negro. A tenente fica alerta e decide por a nave e recuar devagar. O pânico quase que se instalou quando perceberam que os comandos não obedeciam e que, mesmo depois de a tenente por a nave em warp, a nave continuava lentamente a dirigir-se perigosamente para o centro da nebulosa.
Com mestria comandante e tenente tentaram circular a nebulosa, já que recuar era impossível, aproveitando assim a energia cinética criada pela atracção que o buraco negro - viam-no agora - criava.
No fim da aventura estavam comandante e tenente bastante cansados, a nave quase destruída... era tempo de reparar, esperar, acalmar.
Era gloriosa a missão.
Aagora era tempo de descansar.
Tuesday, 3 February 2009
Monday, 2 February 2009
Friday, 30 January 2009
A beautiful picture a day... 014

As told to a child
As I went out a Crow
In a low voice said, "Oh,
I was looking for you.
How do you do?
I just came to tell you
To tell Lesley (will you?)
That her little Bluebird
Wanted me to bring word
That the north wind last night
That made the stars bright
And made ice on the trough
Almost made him cough
His tail feathers off.
He just had to fly!
But he sent her Good-by,
And said to be good,
And wear her red hood,
And look for the skunk tracks
In the snow with an ax-
And do everything!
And perhaps in the spring
He would come back and sing."
Thursday, 29 January 2009
Sabiam que... (acaba por ser um tipo de update do texto de manhã)
Estou em pé e tento ler. Lá fora chove e o dia é feio, como feias são as pessoas que me empurram, colocam à frente com um "ah, desculpe, não vi que aí estava" quando lhes digo - porque digo - que me passaram à frente, os carros que apitam e povoam esta Lisboa (minha) tão linda, as imbecilidades que me obrigam a fazer e tudo mais. Mas pego no livro e tento ver o lado positivo. Saio das 4 paredes, estudo, leio ou jogo. Finjo que sou livre e que estou ali a fazer uma missão que salvará o mundo da crise, que aquilo que me disseram para fazer ninguém se não a Wonder woman poderia fazer.
Estou em pé e tento ler mas duas vozes atrás de mim interrompem-me a leitura. Reconheço, sem olhar, que são dois rapazes, jovens rapazes, e mesmo sem pretender intrometer-me a conversa chega até mim. Poupo-vos os detalhes. Fala um sobre um certo percalço por ele tido e de como se safou «bué bem», porque a mãe era muito importante (ele até disse a profissão mas eu não repito) e conseguiu «mexer nas cenas» e que o pai, pá é que ficou dois dias inteiros sem lhe falar mas que depois a cena passou e que o «outro», sem culpa nenhuma, nem o ressarcimento do que sofreu teve direito. Com a mesma ligeireza passam para a «miúda do outro», muito feia, ah mas é francesa, então está tudo dito e do que faziam todos ou alguns com uma certa fulana, «nem imaginas, pá!». Porque pertence à mesma família de assunto – só pode – saltam para o teste de hoje e outros assuntos banais… e PAU!
o que começa a dar na rádio do autocarro? (no meu tempo isso também não havia!) Aquela de que vos falei hoje. Sério! E fez tanto sentido.
Comecei a achar que já não seria tão prejudicial enfiar «tretas femininistas» na cabeça dos meus machos. Talvez consiga, talvez, criar duas excepções que vão continuar a enervar-se com aquelas generalizações que não me parecem tão descabidas agora.
Quando chegou a minha paragem olhei-os. Eram normais, nem feios, nem bonitos. Seriam de certeza, os meninos bonitos da mamã – tal como os meus são, teriam recebido beijos rechonchudos à noite. Cheguei àquela idade em que todos os machos com menos de vinte e cinco anos são miúdos e podiam ser meus filhos mas ainda assim tentei olhá-los com olhos de quinze anos – se Eu tivesse quinze anos, se fosse fútil, inconsequente, fraca e desejosa de agradar talvez tivesse gostado de um deles, ou dos dois, Talvez tivesse achado «giro» a aventura deste e à visão machista daquele. Não. Nunca fui.
Tinha um espelho lá em casa que me devolvia uma imagem muito pior que a realidade e eu, estúpida sim, não fútil, tentei e logrei esconder-me debaixo de roupas dois números acima, fiquei imune a estas investidas.
Pensei nisto tudo e a música tocava. Pensei nos machos que lá tenho em casa, no que me diziam e quase disse de modo audível enquanto descia os degraus (no meu tempo eram mais altos…)
… but you’re just a boy
Saia da cama de manhã
E punha qualquer coisa que quisesse
E ia beber cerveja com os rapazes
Andaria atrás de raparigas
Bateria em quem quisesse
E nunca seria importunado pelas minhas acções
Porque os rapazes me ajudariam sempre
Se eu fosse um rapaz
Eu acho que conseguiria perceber
Como é amar uma rapariga
Juro que seria um homem melhor
Ouvi-la-ia
Porque sei o quanto magoa
Perdermos aquela que queremos
Porque ele tem-te por garantido
E tudo o que tinha ficou destruído
Se eu fosse um rapaz
Desligaria o meu telephone
Diria a todos que está estragado
Para que pensassem que dormia sozinho
Colocar-me-ia em primeiro lugar
E faria as regras à minha medida
Porque sei que ela seria fiel
Esperando que chegasse a casa
É um pouco tarde para regressares
Dizeres que foi só um erro
Pensar que eu te perdoaria assim
Se pensaste que eu esperaria por ti
Pensaste mal
Mas tu és apenas um rapaz
Tu não percebes
Como é amar uma rapariga
Algum dia desejarás ter sido um homem melhor
Tu não a ouves
Não te importas o quanto possa magoar
Porque a tomas como certa
E tudo o que tinhas ficou destruído
Mas és apenas um rapaz
______________
Não... estejam sossegados... não acordei taralhoca a achar (erradamente... oh quão erradamente) que me tinha tornado poetisa!
Eu explico:
Quando não dá nada de jeito na televisão (o que acontece, por via da regra, noventa por cento das vezes que a vemos) e o frio não encoraja outra actividade que não envolva embrulho na manta gorda do sofá, viramos para os canais de música. Vemos, gozamos, cantamos (esta última provoca umas reacções pouco filiais mas «what the heck» eles são meus filhos - têm que me aturar!).
Quando aquela música dá pego no comando para mudar, não gosto da menina, não gosto dos clips - a não ser aquele em que ela cai redondamente pela escadaria, coitada! - mas sou impedida pela CV. «pronto - penso eu - as hormonas a falar mais alto. até porque é gira - é? - e tal»
- Já viste isto?
- hum, hum. é gira. - é por estas alturas que sei que das duas uma: ou ainda não estou velha, porque este ódio engasgado a miudas giras bem feitas e sensuais não é compatível com uma "certa idade"; ou já estou gagá e roída de inveja por todas aquelas que não tenham um pingo de celulite.
Adiante...
- Não - diz a Cv - não é nada disso! - imaginem isto dito com alguma violência quase cómica pelas alterações sucessivas de soprano a baixo (coisas da mudança de voz), não fosse eu uma mãe pedagogicamente correcta...... - já viste o que ela diz? que imagem faz dos homens? é estúpido. E depois... se ela fosse um rapaz?!
- Pois - remata a CN - é humilhante para os rapazes. E para o pai também... (ainda tenho que lhe perguntar porque fez ele a diferença entre os rapazes e o pai!)
(pensem o que quiserem. juro que não lhes enfio tretas femininistas pela cabeça abaixo)
- Ah - penso eu em voz alta, que nunca tinha parado mais de dois segundos a ouvir a dita letra - pois é um bocado parva.
- Dizer que todos os rapazes são assim... "you're just a boy"?! E depois - remata a CV - se ela quisesse respeito não se punha assim nestas figuras!
O F., perdido de riso, eu com culpas no cartório de certeza, viramos para o VH1 e cantamos em coro uma grande malha que estava a dar. podia inventar, mas não me lembro mesmo qual era... se calhar não era assim tão grande... depois da Beyonce tudo é uma grande malha.
Um bom dia para todos
isTas com Copos
DrEngistas...e por tudo o que nasce, deve haver alegria. Não apenas pelo que temos pela frente (copo meio cheio?), quanto pela memória das coisas boas que ficaram para trás (a outra metade cheia?).
mais uma contribuição de Mr. Drengo
Wednesday, 28 January 2009
Sabemos que...

Tuesday, 27 January 2009
Eu sabia...
You are Wonder Woman
| You are a beautiful princess with great strength of character. |
Click here to take the Superhero Personality Quiz
Whatdda?
Aqui também (notícia da Reuters)
Ah! Pronto! Se ele diz...
(Bispo inglês Richard Williamson da sociedade Pio X reafirma que as câmaras de gás nunca existiram, entre outras pérolas)
Sabemos que somos amadas...
eu sei! a foto não tem nada a ver. tentem fazer pesquisa por pijama no google... mesmo com moderate search... as coisas que aparecem! Escolho este porquinho da india. Segundo parece chama-se pijama! :)
Friday, 23 January 2009
Prémio? Destes gosto mesmo.
Serão 15 a nomear por entre aqueles muitos (não suficientes) que leio e sigo. Como dizia quem me agraciou, muitas vezes remeto-me ao silêncio, ao riso solitário deste lado, à lágrima que escondo na parede pequenina.
E que fiz? Fui à cerimónia, claro!

Como prometido fui muito bem acompanhada à entrega, não acham?
E desta vez não me calaram... mas também não disse muito, apenas
obrigada
E os nomeados são (eu sei, eu sei já foram nomeados também... imaginem um rondeau):
Sem ordem nenhuma
Lisboa S.O.S.
Risco Contínuo
Dr. Eng.º
Twice, Three Times
A Senhora Sócrates
Paixões e Desejos
Nocturno
A curva da estrada
Um chá no deserto
Ana de Amsterdam
Futebolês
Pensamentos
Uma espécie de mim
The House of the Rising Cats
Outros olhares
Ufa!!!! isto cansa!
Agora sim, Bom Fim-de-Semana.
Eu e os meus vamos... não digo. Mas vamos gostar de certeza!
O LP
Era já uma procissão habitual. Na papelaria escolhia um livro de banda desenhada ou umas cadernetas de cromos – quando era altura delas, seguíamos para a loja de discos, escura com cheiro forte a tabaco e milhares (achava eu) de lps muito bem alinhados. Desfolhava as capas, tirava, lia e íamos comentando este ou aquele. Um dia mostrou-me um lp de um cantor que não conhecia. Tinha apenas um traseiro e uma bandeira dos Estados Unidos da América. “Vamos levar este. Há partes da letra que não percebo e preciso da tua ajuda para traduzir.” – disse-me.
Ouvimo-lo assim que chegamos a casa enquanto preparava ele o jantar (que nestes dias se tratava de frango assado, queijo, azeitonas, pão e um Sumol para mim, uma média para ele, só os dois) e eu arrumava a mesa.
Passei a tarde de Sábado agarrada ao dicionário velhinho dele (inglês-inglês, menina, que é assim que se aprende), lendo a letra, procurando os significados, tentando que as frases fizessem sentido. Quando lha fui mostrar ia carregada de perguntas. O sorriso dele – vejo agora, claro – mostra-me que tinha sido esse o propósito de me solicitar “ajuda” na compreensão da letra.
Enquanto não a íamos buscar ficávamos a conversar (ou a descascar pevides, tremoços e amendoins, ele sentado no sofá, eu no seu colo enquanto víamos um filme).
O lp foi ouvido vezes sem conta com muitas perguntas e muitas respostas.
O lp era “Born in the USA” do Bruce Springsteen.
Com “ele” aprendi o que era um Yellow men, o que foi a Guerra do Vietnam, e tanta, tanta coisa mais.
Foram aulas vivas.
É dos Moody Blues a malha que passou a usar para mim “You’re magnificent!”.
Aprendi com os Beatles, Roling Stones, Simon and Garfunkel, Pink Floyd, Bee Gees, Queen, Bruce Springsteen, Moody Blues, Abba, Kenny Rogers, Linda Rodstat, Edith Piaf, Joe Dassin, Status Quo, Adamo, Juan Pardo, Art Sullivan, Roy Orbison, Mike Oldfield… (éramos um pouco ecléticos, sim), passando pelo Quarteto 1111, Fernando Tordo, Amália e tan
tos mais. Alguns soltam-se na minha memória através das músicas sem lhes lembrar o nome.A todas as perguntas havia resposta que dava origem a outra e outra e ainda outra até um de nós se cansar (ele, invariavelmente).
Porquê?
Duas razões.
A música que se ouve lá em casa (eclética, pois claro) também dá origem a perguntas… agora sou eu que invariavelmente me canso e arrumo o assunto com um abraço ou beijo…
Hoje de manhã ouvi uma música nova do The Boss que me levou àquela tarde, aquele traseiro no lp que escondi com muito cuidado, envergonhada, com a capa encostada ao peito na fila dos frangos, ao diálogo longo, quente, triste à simples pergunta
O que é um yellow men?
Um bom fim de semana
Wednesday, 21 January 2009
A Teoria do Caos (ou da frigideira)
Uma gota de água escolhe um caminho, aleatório, para fazer o seu percurso. Apesar do caminho iniciado pela pioneira estar já desbravado é contrariado por uma outra, depois por outra. Um outro caminho pioneiro é tentado por ainda outra gota pioneira e sem dar conta a superfície é toda abrangida pela água.
Life will find a way – dizia o professor, amante de estrangeirismos – a Teoria do Caos remete para o aleatoriamente aleatório. Tão aleatório que deixa de o ser. O traçado inicial tem um considerável índice de atrito logo seria de pensar que todas as outras seguissem esse traçado, agora com um atrito muito menor. Mas não. Apesar da escolha entre o impossivelmente difícil e o já desbravado há sempre uma gota que decide pelo menos fácil. Resiste, demora mas segue em frente.
E se formos para líquidos menos fluidos aumentem a dificuldade. O resultado é o mesmo. A superfície acaba, eventualmente, por ficar toda coberta do líquido.
O traçado de um rio exemplifica isso mesmo. Dizemos que o rio escolhe o caminho mais fácil, com a força da gravidade a exercer a predominância nas escolhas mas rios existem que sobem, esculpem montanhas, seguem para Norte, contrariando a regra, preferindo a paciência do “gota a gota” ao facilitismo do “já traçado”.
(tudo porque ontem o F. me pediu que pusesse um pouco de azeite a cobrir uma frigideira)
Tuesday, 20 January 2009
Aviso à Navegação
Ainda / só faltam duas frequências
stou pelos cabelos
A beautiful picture a day... 013

Dizia muitas vezes, principalmente quando me começou a escapar, que a juventude era desperdiçada nos jovens.
Que a força, a intrepidez, a coragem, as acções inconsequentemente feitas eram absoluta e irrevogavelmente desperdiçadas em quem ainda não percebe o quão efémera a juventude é. O quanto poderia ela ser aproveitada para outras coisas que não as futilidades, mesquinhices, medos desnecessários, outros necessários mas inexistentes...
Hoje?
Já não penso assim.
Se a juventude for vivida com aquilo que desperdiçam deixaria de ser isso mesmo: juventude. É intrinsecamente necessária a inconsciência, a irresponsabilidade e tudo o resto.
Aliás, dizem os sábios que se por alguma razão, pelas vicissitudes da vida ela não for vivida em pleno, a factura chegará à cobrança, meses ou até anos mais tarde.
A minha juventude? Foi ligeiramente adiada. Cumpriu-se toda a panóplia de dizeres. A factura veio mais tarde, com juros, em forma de inveja tremenda, direi mesmo dor de corno ao reparar em jovens irresponsáveis a fazerem aquilo que é suposto: serem irresponsáveis. Veio também em forma de medo. Medo terrível de ver a vida a esvair-se por entre as minhas mãos, de algum modo já cansadas de trabalhar, marcados elas, os olhos e os sonhos por uma juventude desperdiçada. No entanto, felizmente, chegou cedo a factura. A tempo de diminuir os estragos. Chegou à viragem da vintena. Tive tempo de decidir se queria desperdiçar o “resto” da juventude – já não a irresponsável e desmedida, mas ainda assim – em choradinhos e lamúrias ou viver no seu esplendor. Será hipérbole chamar esplendor à vida que levo, mas devo acrescentar, em verdadeiro abono da verdade, que me sinto ainda e cada vez mais intrépida, destemida, feroz.
Não vivo os melhores dos meus dias. Vivo-os com a sapiência da juventude que já desperdicei, com a força da que me falta.
Não vivo os mais felizes dos meus dias. Vivo-os com a serenidade de que de certeza melhores dias virão. Com a serenidade de que a presente batalha está perdida mas de que não é, em absoluto, nem a última nem a mais importante que viverei.
Uma boa semana para todos.
Wednesday, 14 January 2009
Postal para si
Falávamo-nos com alguma frequência e um dia presenteou-me com uma comunicação directa. Disse-me que tinha encontrado, nas suas deambulações por antiquários, um telefone verde, velhinho e amoroso e decidimos ser esse o nosso meio de comunicação. Bastar-lhe-ia levantar o auscultador e ali estaria eu.
- Olá, MB. Como está hoje?
- Olá, princesa verde.
- Querido MB não me trate por princesa… sabe que não acredito na monarquia…
- (riu) não se amofine, menina. Apesar das suas cores sabe que a aprecio.
- Sabe que é mútuo, não sabe?
(em simultâneo)
- Um bom dia para si!
Depois o querido MB abriu um quartinho só dele e ainda por cima dedicou-mo. Fiquei espantada com tantas honrarias.
E depois? Como acaba esta história?
Não sei. Sei que o telefone já não deve funcionar.
Sei que o quartinho está um bocadinho empoeirado.
Sei apenas isso.
Escrevo-lhe um postal, ponho-lhe um selo verde, muito bonito e ponho-o no correio.
Caro MB,
Espero que esteja tudo bem consigo. Garanto-lhe que não lhe cobro nada a não ser a grande estima que lhe tenho e o cuidado que por si sinto.
Encontrei um outro telefone, não tão velho, não tão mimoso, acredito, mas igualmente eficaz se por algum acaso pretender comunicar-se.
Queira o meu amigo saber que o meu cantinho tem ainda o seu lugar guardado. Por estas alturas de frio tem também uma manta quentinha e conte com as minhas bolachas caseiras e o leitinho quente para as tertúlias amigáveis.
Reiterando os meus sinceros votos de tudo se encontrar em paz no seu Muro,
Permaneço sempre e atenciosamente,
Sua NV
Bem haja, amigo
Canção de Alterne (mau nome... sério, sério. mas isso agora não vem nada a propósito!)
E dizer que nunca mais vais ser feliz
Não há ninguém a conspirar
Para fazer destinos
Negros de raiz
Pára de chorar
Não ligues a quem diz
Que há nos astros o poder
De marcar alguém
Só por prazer
Por isso pára de chorar
Carrega no batom
Abusa do verniz
Põe os pontos nos Is
Nem Deus tem o dom
De escolher quem vai ser feliz
Pára de sorrir
E exibir a tua felicidade
Só por leviandade
Se pode sorrir assim
Num estado de graça
Que até ofende quem passa
Como se não haja queda
No Universo
E a vida seja moeda
Sem reverso
Por isso pára de sorrir
Não abuses dessa hora
Ela pode atrair
O ciúme e a inveja
Tu não perdes pela demora
E a seguir tudo se evapora
_______________________________________________
A música dá de manhã a caminho do colégio. Rotina habitual. Deixa-se a Cria Mais Velha, a Mais Nova verifica se a Cv entra no portão... cliché atirado com sorriso "um pintainho já está, falta o outro e a Mãe Galinha!"
Invariavelmente rimos os dois da piada(?) gasta. Daquelas piadas que só tem piada para nós os dois e porque é dito ali. O carro avança e a música toca. A mãe, com a voz cristalina de campainha de porta canta e a CN cala-se (já aprendeu o cachopo. não resmunga, mas ouço-lhe o grito mudo "quando é que esta coisa acaba? abre semáforo, abre para eu poder sair...")
Mas desta vez há um pedaço da letra que reclama a sua atenção.
- Mãe?
- Sim - acho que me vai pedir para me calar...
- O que quer dizer "por os pontos nos is”?
- Ah! Bem, é deixar tudo esclarecido. Por tudo em pratos limpos. Falar com os efes e os erres (por esta altura começo a rir - que se transforma na tosse cavernosa).
- Não entendo, mãe.
- Bem, imagina que me contam uma mentira a teu respeito. Eu chego ao pé de ti e digo «vamos falar, filho. Contaram-me isto e eu quero ver tudo esclarecido. Vamos conversar e por os pontos nos is.» Percebes?
- Não.
(entretanto estaciono o carro e perco ligeiramente a paciência)
- Como não percebes?
- Primeiro - espeta o dedo - os is têm sempre - enfatiza - ponto. Sempre! Se não tiverem ponto não são nada. São erros. Depois, tu nunca acreditarias numa mentira contada a meu respeito. Nunca! Tenho a certeza. Tu conheces-me. Até as minhas - novo ênfase - mentiras tu descobres, quanto mais as dos outros! E depois... pratos limpos? Que nojo! Mas há alguém que ponha as coisas em pratos sem serem limpos? ganda nodja! - mais uma expressão só nossa. Não me lembro como apareceu.
- Tudo muito bem explicadinho... ham, sem mentiras nem enganos. Tudo a descoberto. Tudo, tudo, mesmo as coisas más... tudo. Percebeste agora?
- Ah! - sorri... pensa um pouco - quem inventou essa expressão não tinha uma mãe como tu.
Fico a pensar na coisa. Ainda estou a pensar na coisa.
Um bom dia!
Tuesday, 13 January 2009
Nem me apetece brincar
Friday, 9 January 2009
só uma coisinhita mais (para engrossar a tag «por razão nenhuma»)
You Are 60% Left Brained, 40% Right Brained |
The left side of your brain controls verbal ability, attention to detail, and reasoning. Left brained people are good at communication and persuading others. If you're left brained, you are likely good at math and logic. Your left brain prefers dogs, reading, and quiet. The right side of your brain is all about creativity and flexibility. Daring and intuitive, right brained people see the world in their unique way. If you're right brained, you likely have a talent for creative writing and art. Your right brain prefers day dreaming, philosophy, and sports. |
Thursday, 8 January 2009
A beautiful picture a day... 012

Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingénua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás
Wednesday, 7 January 2009
Novidade? más e fresquinhas (ou nem tanto)
Tenho notícias frescas.
más
Quereis?
Olhem aqui ao lado e saibam que não pretendo descorrer sobre a economia ou sobre os Ladrões Institucionais ou qualquer coisa assim de muito inteligente.
Não porque não seja... inteligente, quero dizer (!) mas porque não me apetece.
Insípido dizia-me alguém (sem dizer, claro, que ela é muito minha amiga para me dizer letra por letra)
disse-lho eu - que sou viperina lá naquelas bandas... sério, sério... mas isso são outros quinhentos - e ela corou. anuiu.
Segue para bingo
A má notícia é que a CV foi assaltada. Não Vos preocupeis que """"felizmente"""" foi não um assalto directo mas aquele que só se repara quando se chega à livraria todo contente para comprar um livro e reparou que a notinha tinha desaparecido... a nota, a carteira... tudo.
- Mãe, era tanto dinheiro... eram DEZ euros, mãe!
(é nestas alturas que sei que estou/sou pobre. Os meus filhos sabem que DEZ euros é muito dinheiro... adiante)
Tranquilizo-o, dou-lhe carinhos telefónicos e quero sair daqui para o abraçar no meu colo... mas ele já não cabe no meu colo, eu não posso sair daqui e assim ficamos... insípidos, mas de coração pequenino!!!
Whatdda?
Proponho um novo acontecimento desportivo.
Esqui alpino da Arriba fóssil da Costa da Caparica!
Acham bem??
Bom Ano, Wouddabe!
Cara fechada como sempre porque o alto dos seus quinze anos não lhe permitem sorrir.
- queres contar-me alguma coisa? Faz-me o favor de me beijar, menina, que a sua mãe não criou nenhuma mal-educada.
- Só tu, realmente! (…) pronto, já está! O que aconteceu? O que aconteceu, dizes tu? É por isso que te detesto, pá! E achas que precisa de acontecer alguma coisa a mim – bate com força no peito – para estar assim? Só o viver é mau! A crise! A escola! Em casa! O trânsito! Os transportes! – pausa teatral enfrentando-me o olhar – queres que continue? Queres?
- Pois, é verdade. Mas e não ias passar o fim de ano com o … teu novo namorado? Deve ter sido divertido, não?
- Foi, foi. Esta coisa apanhou-me de surpresa. Pensei que por esta altura já teríamos terminado, sabes? Ele na Nazaré, eu em Lisboa. Mas não! E somos tão diferentes! Acreditas que ele não quer ir para a faculdade? Não quer! Não é que não possa ou não tenha inteligência, simplesmente não-quer-ir! É impressionante! Quer acabar o décimo segundo para ir trabalhar. É impressionante!
- E os dois? Como estão?
- Somos tão diferentes! Eu quero viajar, aprender, viver, conhecer coisas novas, pessoas novas, experimentar… ele quer ser feliz. Feliz! É o que ele diz sempre. Feliz! Achas normal?
As palavras são expulsas com ferocidade, raiva, sangue novo. Aguardo eu, faço eu agora uma pausa teatral.
- E os dois – enfatizo – Como estão?
Fita-me de olhos muito abertos. Vejo-lhe a lágrima detestável aparecer.
- Achas possível amar?
- Sabes que sim.
- Pois, casal de pombinhos e tal! humpf! Achas possível eu amá-lo. É que eu não quero, sabes bem! Não quero mesmo.
O trânsito ajuda. Estamos sozinhas e paradas na ponte. Ficamos em silêncio.
- Tinha saudades tuas.
- Eu também.
- E a tua passagem de ano?
- Calma, claro. Em casa como F. e as Crias.
- Apanhei uma tosga descomunal. – olha-me recuperando a raiva – sabes que ele não bebe? Não bebe! Diz que não gosta do que a bebida faz. Diz que gosta da vida que tem e de sentir tudo o que vive! Achas normal? – silêncio – mas foi um querido… no dia seguinte tratou-me e tudo. Quando é que voltas às tuas passagens de ano, hã? Lembras-te? Até às tantas.
- Muito, muito depois de adormeceres cansada ao meu lado. - rimos - é bom estar apaixonada, não é? Confessa, vá!
- É. - os olhos brilham - é bom, sim.
(continua)
Tuesday, 6 January 2009
A beautiful picture a day... 011
Monday, 5 January 2009
isTas com Copos
doismilenovistas... sempre com copos cheios - mesmo quando parecem apenas meios
contribuição de Mr. Drengo
2009
Dizem que no Ano Novo se deve estabelecer objectivos, estabelecer desejos e planos, fazer um balanço do ano que acabou.
Não sou muito dada a essas coisas em datas impostas, até porque acho que faço tudo aquilo volta não volta.
Ainda assim procuro o que escrevi no fim de 2007
E, como ali, continua tudo na mesma...
Com as Crias iguais a si mesmas (com o mau e o bom que isso poderá acarretar) cá continuaremos dia a dia
e, já agora, por este lado continuaremos a escrever óptimo facto accção e isso tudo.
Só para que saibam.
A imagem é minha, retirada na Costa com o mar fantástico e revolto.
A todos os que me visitam (mesmo os que apenas procuram a Miss Checa) um óptimo Ano Novo...
Que, como diz a minha Chazinha, é ímpar.
Melhor, digo eu, apenas se fosse primo. Gosto dos números primos. Parecem-me casmurros na sua não divisibilidade, na sua capacidade de não manipuláveis. Mas está bem, aguardemos por 2011.
Entretanto os números ímpares são igualmente brilhantes em termos coreográficos. :)
Feliz Ano de 2009



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