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Monday, 19 October 2009

Good mornin' good mornin'


Um dia ainda escrevo sobre a minha Cria Mais Nova e o seu enorme talento para dançar e cantar...
Hoje não é o dia!
Mas foi delicioso rever (a seu pedido) este filme. Péssimo no enredo, "estucha" na história, contém alguns dos melhores momentos que se criaram em cinema musical.
Brilhante, my cub!
uma boa semana para todos




Wednesday, 1 July 2009

Monday, 11 May 2009

O insustentável peso da segunda-feira

Tive um professor que me dizia que a inspiração não existia, que desgraçado daquele que trabalhasse apenas quando se sentisse inspirado. O professor em questão dizia-nos isto (e muito mais) em aulas de “partir pedra”. Uma cambada de alunos que achavam que iam mudar o mundo, que seriam os novos Balanchine’s, Nureyev’s, Folkine’s, Bejart’s ou, melhor ainda para a maior parte de nós, Pina Bauch’s ou a verde em particular, Trisha Brown’s. Primeiro ano, claro está, do curso de dança.

Em trabalhos não artísticos poderá ser (e assim julgava eu) mais fácil fazê-lo. Porque não puxa à inspiração, esta não teria qualquer influência no dia de trabalho. Engano meu, claro! e dos redondos… trabalhar sem inspiração (como estou hoje, aliás) é penoso. É “pedir a uma mão para a outra se mexer”, é fazer tudo aos empurrões.

É debitar para aqui palermices sem sentido.

No entanto, se aprendi alguma coisa com o professor, tanto a nível artístico – que já lá vai – como para a vida no seu todo, este trabalho “técnico” e burocrático em particular, é que o trabalho acaba por ser feito eficientemente, se nos esforçarmos a isso, se nos disciplinarmos. A Terpsicore lá e Santo Ivo agora acabarão por nos ajudar. Assim tenhamos perseverança para tal.

E o tempo – recorramos a desculpas enquanto musa e santo não nos socorrem – não ajuda nada, pois não? Bem como a batida no carro que lá está à espera de arranjo e a antevisão de “não tão boas notas” a TGObrigações que a Penal lá nos safámos.

Uma óptima semana para todos.


Esta deste lado inclui estudo de Declarativo, Estudo do Meio, Ciências da Natureza…
Haja paciência e santos ou musas que nos entusiasmem.

Wednesday, 29 April 2009

Dia Mundial da Dança

As saudades que eu tenho de uma boa dança!

(Este ano decidi não dissertar sobre o que é a dança - para mim ou para alguém. Apenas confessar as saudades que tenho. E não falo dAquela saudade do palco e tal... essa, como já disse por aqui, está bem arrumadinha. E não é um esqueleto. É uma memória simpática de que muito me orgulho. Falo de dançar numa festa, numa discoteca, por puro divertimento...)

Thursday, 9 October 2008

A vida continua

É bom andar na escola.

É bom sentirmos os nossos neurónios provocados, impulsionados a conhecer mais.

Confesso-me "nerd". Sempre gostei da escola e de estudar. Nem sempre gostei da vida escolar e tive por diversas ocasiões atritos e zangas, mas fará tudo parte da normalidade.

Voltei, como sabem, à escola.

A minha experiência anterior no dito ensino superior foi tão diversa e antípoda desta que quase não valerá a pena fazer comparações.


Se bem que me senti a viver um sonho, porque do alto dos meus 19 anos Aquela Escola parecia, aos meus olhos, a versão portuguesa dAquela da "Fame", e também porque sempre soube que seria uma experiência com morte anunciada, fiquei com a sensação que deveria haver mais. As aulas eram na sua esmagadora maioria práticas, com pouca ou nenhuma relação com a cabeça ou com o pensamento. As poucas disciplinas teóricas que tínhamos eram consideradas menores e muitas vezes manipuladas por “valores mais altos” provocando a passagem automática de certos alunos… burros (desculpem a frontalidade). Porque para aquele instituto, ou pelo menos, nessa altura, dançar não exigia pensar; direi até que exigia o oposto.

Para mim, artista auto-imposta que sou, a dança e toda a criação artística é pensar, aliás, PENSAR.

Puxando a brasa à minha sardinha (que, agora que penso, não me passou pelo estreito este Verão… falta grave) é absolutamente fantástico o processo da criação artística pelo exercício da análise, pesquisa e reflexão.

Ainda hoje me provocam lágrimas de riso as descrições que vejo os meus caros pares (se ainda me considerasse bailarina ou, como agora é tão “in” dizer, performer) das suas coreografias. Um chorrilho de palavreado muito provavelmente encontrado em pesquisa no Google sob o termo “palavras estupidamente difíceis para ninguém perceber que sou burro com’ás portas”.

Dizia um excelso professor desta nossa vila que é o mundo da arte, que bailarino não pensa, dança.

Nada estará mais longe da verdade.

Não darei exemplos de peças ou bailarinos que possam ilustrar o que digo porque isso cabe no âmbito de outra das características que me fascina na Arte: a subjectividade.

Uma peça ou um bailarino poderão ser estupendos e geniais para mim e absolutamente medíocres para outro.

Haverá até, como George Balanchine, quem negue essa característica à dança, exigindo dos seus bailarinos a ausência de sentimentos por exacerbação do movimento puro como fim último do movimento.

E isto tudo porquê?
Porque me lembrei de uma colega minha. Miúda fantástica, inteligente, brilhante, a Vida em pessoa. Vê-la dançar era ver a Vida, a Mulher, a Verdade. Corpo fantástico, real, com curvas verdadeiras mas uma energia assustadora. Não me lembro de lhe ver um suspiro de cansaço. Resistiu como poucas aos gritos incessantes para emagrecer, para fazer desaparecer as características que a tornavam tão fantástica e tão única: pensar e viver.

Como já devem ter reparado falo no passado.

Soube há algum tempo que lutava desesperadamente contra bulimia. Não, retiro o desesperadamente da frase. O desespero é de quem assiste ao definhar lento da chama num corpo que se transforma, protege, grita por ajuda contra uma mente que desiste e mente.

Soube há pouco tempo que a luta acabou. Felizmente curada da bulimia mas incapaz de dançar.

E esses fantásticos Senhores da Dança continuam incólumes, insistindo que é necessário ser esquelética e burra para dançar.
Que é necessário entregar e vender a alma, não a Terpsicore mas ao próprio Demo.
Que… nada!

Kirkland

ps - o video que deixo é de Gelsey Kirkland. Bailarina americana que escreveu um livro que deveria ser leitura imposta a todo o (a) bailarino (a).

Wednesday, 21 May 2008

Diversos sem nexo

Véspera de feriado... iuuupi! dizia a CN hoje de manhã. Deveria ser sempre assim, mãe. Dia sim, dia não, dia sim, dia não (e continuou enquanto pulava pela casa - que raio de vitamínico ou speed toma aquela cria quando acorda???? hum? alguém me diz?.. já sei é o meu beijinho de mãe rsrsrs)
Mas olha que assim, digo eu, não tínhamos fim de semana - dois dias inteiros sem ir à escola.
(silêncio)
Mas não se pode ter uma coisa sem a outra? - pergunta de um grito
Não, digo eu.
Ai, pode, pode... o sonho é meu!!!!

Muito trânsito... muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito trânsito. Aproveito para estudar que esta cabeça não vai lá com directas... snif... a última que (não) fiz provocou-me dores nas artroses. Decididamente adormecer com a cara em cima de uma lapiseira NÃO dá jeito.

Ontem, enquanto seguia para a faculdade lembrei-me de umas conversas tidas noutro cantinho e, porque não me apetecia ouvir nada do que estava a dar pus um certo cd. Já digo qual é, está bem?
Não o ouvia vai para mais de 8 anos. Era o cd que trabalhava na altura da minha saída definitiva da dança. Por razões de iniciação de um colega meu nas andanças daquela música (colega esse, por acaso, que - xiiiiiiii - tem idade para ser meu filho - aiiiiiii - adiante) emprestei-lhe o referido e estava então lá. A sorrir para mim. Pedindo tréguas. Reclamando a minha atenção.

A medo... é verdade. A medo. Inseri-o na ranhura e, parada que estava num semáforo, fui imediatamente para a referida faixa. Entrada a pés juntos. Doeu ainda, que engraçado. Pensei que já não o faria. Revivi a coreografia toda na minha cabeça, as dúvidas e hipóteses no rumo a seguir. Mas em vez das lágrimas (fáceis que tenho) surgiu um sorriso. Passado arrumado? Esqueleto limpinho e decorativo? Fui para além da dor e deliciei-me com a imensa beleza daquele trecho.

Paixão segundo S. Mateus de Bach... especificamente a "Erbarme Dich, Mein Gott!". Estive à procura da letra para a postar... mas não encontrei. Tenho pena. Se bem que a letra não chegará para expressar a beleza (repito-me) ...

Amanhã é feriado. Bom feriado a todos.
E é tudo.

(e digam às borboletas da Austrália para pararem de bater as asas. Queria ir à praia amanhã!)