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Friday, 5 December 2008

It has been said that democracy is the worst form of government except all the others that have been tried

Percam um tempinho a ler se não se importam...






But it would seem that if despotism were to be established amongst the democratic nations of our days, it might assume a different character; it would be more extensive and more mild; it would degrade men without tormenting them.


(...)


I seek to trace the novel features under which despotism may appear in the world. The first thing that strikes the observation is an innumerable multitude of men all equal and alike, incessantly endeavoring to procure the petty and paltry pleasures with which they glut their lives. Each of them, living apart, is as a stranger to the fate of all the rest - his children and his private friends constitute to him the whole of mankind; as for the rest of his fellow-citizens, he is close to them, but he sees them not - he touches them, but he feels them not; he exists but in himself and for himself alone; and if his kindred still remain to him, he may be said at any rate to have lost his country. Above this race of men stands an immense and tutelary power, which takes upon itself alone to secure their gratifications, and to watch over their fate. That power is absolute, minute, regular, provident, and mild. It would be like the authority of a parent, if, like that authority, its object was to prepare men for manhood; but it seeks on the contrary to keep them in perpetual childhood: it is well content that the people should rejoice, provided they think of nothing but rejoicing. For their happiness such a government willingly labors, but it chooses to be the sole agent and the only arbiter of that happiness: it provides for their security, foresees and supplies their necessities, facilitates their pleasures, manages their principal concerns, directs their industry, regulates the descent of property, and subdivides their inheritances - what remains, but to spare them all the care of thinking and all the trouble of living? Thus it every day renders the exercise of the free agency of man less useful and less frequent; it circumscribes the will within a narrower range, and gradually robs a man of all the uses of himself.



Democracy In America, Alexis de Toqueville


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Escrito em









1835

A Obra completa
Volume I
Volume II

Título:
It has been said that democracy is the worst form of government except all the others that have been tried - Sir Winston Churchill (1874 - 1965)

Wednesday, 12 September 2007

Bounjour, tristesse

Rodrigo Guedes de Carvalho in Máxima
Não perceberei nunca por que usam contra mim uma das minhas palavras favoritas. Não tenho na tristeza uma inimiga, nem sequer um incómodo. Enervam-me muito mais o fado descarado, a costa da mão levada à fronte, o sofrimento que se esgota na pose. O pessimismo atávico. A angustiante certeza de uma falta de saída. Mas não a tristeza e a sua serenidade, para tantos inexplicável.
(…)
Mas o seu livro é muito triste, dizem-me. Adorei, mas uma pessoa fica de rastos. Nunca entenderei este mas. Porque as coisas que me tocam, rasgam, transportam, fazem de mim gato-sapato não têm um mas. Nem que o mas se chamasse tristeza.
(…)
Como explicar-lhes o prazer (sim, prazer) de ler obras que me levam aos soluços, de ver filmes que me afundam na cadeira, a tremer, cheio de vergonha de me levantar de imediato, não vá alguém descobrir que estou lavado em pranto?
E não tenhais dúvida: adoro rir.Sou, apesar de todos os sinais que tendes como evidentes (desconfiai das evidências), um pobre homem normal que não resiste a uma boa piada inteligente, um sacudir de mágoas. Mas sou um homem que gosta de gostar do sol e da lua, da luz magnífica que fere o olhar e da penumbra fresca. E gostar da vida, do pulsar do coração, dos amigos, do tempo que nos escorre entre os dedos, não me retira uma procura de momentos em que necessito — absolutamente necessito — de me deixar abanar. Deixar-me ir. Fazer uma purga. Fungar. Limpar-me. Recomeçar.
(…)
Como explicar-vos que a minha tristeza, aquela que vos trazem as minhas personagens ou as minhas histórias, é uma tristeza contra a qual luto, que trazer-vos palavras que vos sabem a cuspo e sangue é uma forma de lutarmos juntos contra o cuspo e o sangue e a cobardia e a sujidade que nos rodeiam, que trazer-vos pessoas que ambos detestamos, e desprezamos, e podem até provocar-nos vómitos, é uma maneira, a minha maneira, a maneira trôpega e desajeitada destes que mexem com as palavras, de percebermos, juntos, o que não queremos ser, e o que não permitiremos que nos conspurque a tão curta, tão curta, tão curta existência. E até me lembro que disse um dia numa entrevista que escrever me tinha poupado dinheiro para o psicanalista, e não sei se é assim, mas sei que penso muito em purga, em purga, de braço dado com a tristeza, que para os outros é defeito e para mim é escrever uma coisa horrível, horrível como os nossos pesadelos, e saber que daqui a nada, daqui a nada, fecho o computador e os fantasmas ficam aqui fechados, e eu, que manejo a tristeza como uma salvação, vou lá para dentro enroscar-me na minha mulher que dorme já, feliz, tão feliz, de saber que a tristeza é como os nossos inimigos, mais importante que mantê-los longe, é tê-lo por perto…

Wednesday, 18 April 2007

Francis Bacon

"Imagination was given to man to compensate him for what he is not; a sense of humor to console him for what he is."
Francis Bacon

Aqui está a citação na língua original e com os devidos créditos...

Monday, 16 April 2007

Ainda cá estou

A imaginação foi-nos dada para compensar o que não temos
O humor para compensar o que somos

Li esta afirmação algures e não sei o seu autor…
Mas não poderia concordar mais.
Estou sozinha deste lado a escrever e não sei como me poderão encontrar. Mas não faz mal. Enquanto estou sozinha posso escrever sem pensar se serão pensamentos profundos, se a escrita é perfeita, se valerá a pena ler.

Para mim, vale a pena escrever e foi esta a razão principal de começar a escrever.