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Monday, 4 January 2010



… e 2010 chegou.
(assim. só com ponto final. de propósito. não porque me sinta infeliz, apenas porque gosto da secura de um ponto final. e de escrever propositadamente – acreditem, não é preguiça – sem maiúsculas. perguntaram-me lá em casa – matriarca defensora fundamentalista da boa escrita que facilmente desespero por ver um erro… - porque erro eu aqui… onde “toda a gente vê” – riso – digo-lhes que, em primeiro lugar, o “toda a gente” é muito pouca gente, gente de grande importância, sem dúvida, mas não muita gente. em segundo lugar e quanto aos erros que me encontram penalizo-me por eles mas afirmo que esta escrita assim não é erro. mas também não é original. ouvi a entrevista de um escritor (perdoe-me, Senhor, porque não me lembro do seu nome; inculta eu) que afirmava que a escrita assim sem grandes pudores podia proporcionar muitas coisas. tentei. e, a meu ver, a escrita flui descomprometida como se se tratasse de uma conversa. conversa de amigos ou até de conhecidos apenas mas sem grandes formalidades. no entanto, se quiser dar ênfase a qualquer coisa - como o nome do escritor que criminalmente não me lembro - ponho-lhe uma maiúscula e “a coisa” fica importante…)

passando à frente do que foi, provavelmente, o maior parêntesis deste lado, fica o regresso às rotina.



e as memórias (oh, as memórias) das festividades.

tenho dois homens pequenos lá em casa, já Vos disse?
estamos num limbo, eu sei. Não são “crianças” que nos acompanham com lamúrias e conseguimos fazer planos a quatro (e, sim, também sei, devo aproveitar muito bem este limbo, não tardará a quererem fazer planos com os amigos)


e este ano que começou já?

mais um… mas mais um cheio de dias limpinhos em folha. limpos para errar, para acertar, para perder, para vencer… para Viver.

deixo-Vos os seguintes “brindes”:
os meus dois homens em visita à exposição de “animais venenosos”





e os meus dois belos gatos com o brinquedo novo lá no covil








Thursday, 12 November 2009

Até para ser gato...


deitados, lindos, belos, meigos... a Vet diz que parecem irmãos... a maneira como se dão.

dormem juntos e atrapalham a Lady N nas suas andanças matinais

acordam-me juntos com miados carinhosos e cumprimentos felinos

e mostram-me esta cara se me quero deitar na minha cama! Minha, ouviram?

um calmo - Lord Faramir - imponente, senhorial

outro traquinas - Lord Legolas Zézinho - brincalhão, desastrado

eles - diferentes, my God, tããão diferentes - dão-se bem.

podemos aprender com eles?

(ok, dispenso as cheiradelas mútuas... quem tem gatos sabes a que me refiro)

um bom dia para todos!

Wednesday, 2 September 2009

Ano Novo

Gostei das férias.

Das que tirei mesmo (mas não a ninguém que são minhas de direito) e das que tirei daqui.

Fez-me querer voltar e querer voltar é bom sinal.

Fez-me regressar à escrita de caneta. Em agendas usadas como fiz em tempos, nas bordas das páginas não escritas, nos espaços (todos) em branco que ficaram.

Fez-me ler os outros com atenção. Fez-me ter saudades.

Na forja estão muitos textos em revisão para colocação oportuna.

Como repararam antes da minha fugida, abri um (outro) lado junto do wordpress.

Lá colocarei os meus contos. Utilizo a expressão sem qualquer pudor e sem ambição ou auto-elogio ou outra coisa qualquer. Chamo o meu boi pelo nome que lhe dei. São contos que escrevo - simplesmente porque sim. Aí desse lado digam (ou não) o que Vos aprouver.

Deixo-Vos apenas com uma das notícias que ressalto deste meu interregno:

O meu querido Faramir (vejam que lindo está neste close and personal) tem um companheiro:
Lord Legolas Zezinho.

Adoptado da querida Associação Bianca recebeu o nome via "Lord of the Rings".

Deixo para o fim o mais importante:

Os agradecimentos a quem me visitou.

Querido Jes:
Estive, devo confessar, como o televisor. Mas o tempo, a praia e a minha família foram óptimos curativos, tal como tão sabiamente dizia.
Agradeço-lhe muito as suas palavras e a sua referência ao meu lado no JPPTO. Espero não o desiludir.

Querida Gi:
Foi em Setembro... (ai, que isto me lembrou uma daquelas músicas) E Setembro veio.
Obrigada pelos votos.

Querida Paralelo Longe:
Seja muito bem-vinda. Volte sempre.
Obrigada pelas suas palavras.
Devo confessar que o adjectivo que utilizou ficou a bailar cá dentro.

Querido Rafeiro Perfumado:
Fazes-me rir (mas isso já sabias). E eu lá sou miúda de comprar televisores em saldos??? (riso) Tratei do meu. Mantive-o. Nada como este modelo que trabalha a velas e suporta uma boa pancada. É resistente. Como eu.
Volta sempre.

Querida Once, vulgo Cházinho, vulgo CPrice (ufa - é o que dá ter amigas tãããão nobres):
Como amiga obediente e serviçal competente aqui te obedeço (riso). Voltei. Voltei para cá (ai, que me lembrei de outra música - é isto que dá ver o filme "O meu querido mês de Agosto").
Obrigada, mate. Sério, sério.

Querida Luísa:
Baterias devidamente carregadas, garanto-lhe. Volte depressa da sua viagem. Corra tudo bem. Aqui a espero.
Obrigada

Querida Rita:
Obrigada por visitares o outro ladecos. Obrigada pelo interesse. Volta sempre.

Querida Ka:
Que óptima surpresa foi o encontro. Obrigada pela organização
Obrigada pelo jantar.




Agora sim.
Deixo-vos com fotografias dos meus meninos.

Um óptimo dia e resto de semana!










Tuesday, 24 March 2009

A primavera chegou




Já fez um ano que a nossa Lady M. nos preteriu pelos campos fantásticos do “céu dos animais”.

Não é triste o postal porque ela está connosco e porque é recordada com todo o amor que lhe dedicámos (e de quem tivemos troco em sobra) em todos os anos em que nos fez feliz.

Já fez um ano que o Lord Faramir entrou nas nossas vidas.

- Somos cinco outra vez – dizia uma das minhas Crias quando chegou esta pequena pulga de energia.

- Não, mano – retorquiu a outra – somos seis.

Este pequeno Lord conquistou-nos no primeiro dia e ainda nos surpreende. Leva-nos às lágrimas não poucas vezes com as suas travessuras. (por exemplo - nesta foto que aqui ponho mostro uma das suas diversões: colocar-se dentro do saco para levar à lavandaria, entre os cabides...)

Já descobriu as características de todos e de como cada um gosta de ser agraciado com a sua lordeza…

Na ausência do F. Lord Faramir ocupou com toda a sua majestade o seu espaço na almofada vazia, e, no próprio dia do regresso, regressou tranquilamente ao seu. Reparem: ainda não estávamos nós deitados e já ele se tinha simplesmente esparramado (é feia a palavra mas foi mesmo o que ele fez) no seu cantinho lá ao fundo…

Decido que não vou ver o filme “Marley e eu”… pelas mesmas razões que não li o livro.

Tenho os meus próprios marleys e estou muito contente com eles.

Notícias frescas: o Crespim
(não, não é com “i”… o nosso cágado chama-se mesmo Crespim… com “e”) acordou da sua bela soneca invernal e pede comida (nota: apenas a mim… só a mim! e é cágado)



Se outra prova faltasse… o Crespim anunciou: a Primavera chegou.

Um bom dia a todos!

Thursday, 30 October 2008

Lord F. (versão - mas oquéquequeresàmeianoite???????)


Digam lá se conseguiriam resistir a estes olhos?
Conseguiam?

Eu também dizia que sim!

Vá, caros defensores dos animais meus amigos, camaradas... (ufa!) acusem-me lá de não dar comida ao bicho! Vá!

Sim, porque este olhar (e os miados que o acompanham) só podem ser de fome esgalgada, claro!!!


Digo para se ir embora... vai, vai! :(







Mas não vai...


Em vez disso, faz guarda ao "Sýtio" (escrevi assim com "y" para lhe dar mais classe! - depois verão porquê)
Dizia...

Faz guarda ao Sýtio da sua eleição... olhos maiores que os do Gatos das Botas... e mia






(por esta altura quem não me conhece e aqui veio parar googlando "maus tratos em animais" está simultaneamente a escrever um ofício para a SPDA...)








E agora olha alternadamente para mim e para o Sýtio. (se falasse chamar-me-ía BURRA)







entretanto tenho que ir afugentar a vizinha/fã n.º 1 do Tony Carreira porque me bate à porta, de cigarro em punho, rolos na cabeça, creme na cara perguntando-me o que se passa com o bichano


Desculpo-me dizendo que é a reacção dele à música que certos vizinhos emitem... não sei, parecem gritos... nem sei de onde vêem... ai, vizinha, se soubesse o que já lhe fiz para o calar... se ao menos soubesse de onde vem esta chinfrineira!


(a vizinha retira-se zangada - já não recebes ramos de flores secas pirosas para o ano! parece atirar-me entre dentes e bafuradas) Obrigadinha, sim?







Decido, para o bem de todos e principalmente MEU, dar-lhe o que quer...

E lá segue ele o seu caminho feliz e contente, cantando e rindo (ah, claro. O LF canta, mas só em crioulo - que é muito mais fashion que o francês habitual dos gatos)

Dizia

Canta, ri e brinca com Aquylo que tiro do Sýtio


Sabeis o que é?


Não?





Eis a causa de tanto alarido, miado e sei lá que mais


Ainda não sabem o que é?















E agora?
Já sabem???










Termino desvendando um segredo... ou vários

- não maltrato os animais, com a excepção, devidamente justificada, de certos artrópedes Hymenoptera e Neoptera quando e se se aventuram a entrar neste Matriarcado!

(digam lá se não é giro ter Crias que gostam de ciências???? nunca ouviram nomes tão giros para bichos tão blraaaaaagh! pois não?)

- não deixo o Lord F. passar fome,
- não rabujo com os vizinhos
e
(infelizmente)
- recebo ramos de flores pirosos das minhas vizinhas - que agradeço com dois beijos - com creme e tudo, humpf!

- dei cabo de uma caixa de cotonetes para montar esta masterpiece - passem a falar mais alto, se fazem o favor!!!!





Monday, 4 August 2008

Eu sei... mas saberá ele?

Lord F. já tomou posse da casa. Nada de extraordinário para um membro orgulhoso da classe dos felinos (Oh CV, é classe? ou filo? ou família?... glup!)

Lord F. passeia e distribui mimos, mios e turras, mordidelas e apanhadas indiscriminadamente, como qualquer felino que se preze.

É mimado, o menino, dizia Sua Excelência Lady Veterinária. É pois. Com direitos, durante a ausência da família, a dormir na cama da Avó (coisa impensável!).

O que eu não estava à espera é que acontecesse isto:

Banhito diário, certo? Duche rápido com rádio na TSF a dar as notícias e tal. Quem estava na beira da banheira, quem? Lord F. , pois então.

Já era minha companhia habitual, refastelado no tapete, seguindo-me por todo o lado, sabendo que lhe vai calhando uns beijos, festinhas e abraços de quando em vez… mas hoje saltou para a própria da banheira. Fiquei espantada a olhá-lo, olhos grandes enquanto os salpicos de água lhe caíam na cabecita. E nada. Nem fugiu nem avançou.
Escorregou para dentro da banheira.

-É agora, pensei eu, que dá um salto descomunal e apanha o susto da vida dele.

(…)

Apesar de totalmente encharcado, salta elegantemente para a beira da banheira e daí para o referido tapete sem qualquer ar de susto ou incómodo.

(…)

Eu sei que os felinos têm medo da água.



Lord F., pelos vistos, não sabe!

Wednesday, 7 May 2008

Lord F. e outras coisas

Desculpem lá, mas enganaram-me............................

O Lord F. não é um gato. É um animal selvagem tipo chita ou qualquer coisa parecida!

Onde, my God, mas onde vai aquela coisinha tããããããão pequena buscar tanta energia?????

Não é de esperar que tardias horas da noite, Nocas e F. (des)cansados no sofazito a carpir o dia sejam literalmente abalroados por piruetas, correrias, subidas e descidas. E, como não lhe ligamos assim tanto, lá vem ele, qual cão... (cão, sim, porque não me lembro dos gatos fazerem isso!) com o seu companheiro El Rato na boca, estrategicamente depositado no nosso colo (ontem foi a vez do F.) e olhos inquisidores "mas-porque-é-que-é-que-não-brincas-comigo-oh-pá-desculpa-Senhor-pá-que-eu-sou-muito-lindo-e-bem-educado".

Ontem institui que cada uma das Crias deveria brincar 10 minutos seguidos com o Lord.
Confirmaram-me, à noite, que o tinham feito. NA mesma como a lesma, ou vespa, ou tigre, neste caso!
Não haverá por aí uma daquelas rodas tipo hamster onde eu possa colocar ilustre felino para correr??? Não?? Ok, ok, era só para saber.

______________________________

NV - mas porque é que estás sempre a perguntar as coisas? Não vês para o quadro?
Colega pitosga - Não... sabes, vejo um bocadinho mal.
NV - Xi!!! A sério!! Nem a propósito! Conheço um médico muito bom!
Colega "Hã" - Hãããããããããããããããã??? A sério, diz lá o nome... (começa a escrever)
NV - epá, agora não me lembro muito bem do nome! (procuro na memória) termina em -ista- ou -gista-... e começa por -ifte- ou -ofto- qualquer coisa assim... aftolmelogista... epá... não me lembro bem!!! (suspiro) Inventou assim uma coisa que se põe à frente dos olhos e a malta, zás, fica a ver bem!
Colega pitosga (rindo) - Tens razão, NV, tenho mesmo que o consultar!

(muito tempo depois)
Colega Hã (de caderno e caneta em punho)- NV, já te lembraste do nome do médico?

Tuesday, 22 April 2008

Aventuras

Lord Faramir passeava frequentemente pelos seus domínios.
Atravessava a Pedraria Branca onde lhe dava prazer sentir o fresco daqueles seixos brancos, branquinhos debaixo das suas patas. Subia ao Planalto das Cebolas onde se divertia com o ondular da superfície trémula. Subia frequentemente (quando Lady Nocas não via, claro) a Serra das Cores e do Perfume. Ah! A Serra das Cores e do Perfume. Alterava-se todos os dias, mudava de cor e textura. Tinha, por vezes, pequenos apêndices onde gostava de se prender e ficar pendurado. Outras vezes era enorme com inclinações, depressões e subidas agrestes. E de tantas cores! E o perfume? Sempre o mesmo. Sempre perfeito. Com reminiscências à sua mãe.
É verdade que Lady Nocas não gostava e até se zangava quando sabia da sua estadia ali. Mas Lady Granny, mãe da sua querida preceptora, deixava-o deambular por ali. Até colocou uma mantinha no topo da Serra das Cores e do Perfume para que Lord Faramir fizesse longas sestas sentido os raios de sol que lhe aqueciam o ser.
Perto, pertinho desta Serra ficava a Estalagem Comikala. Era onde se refastelava tranquilamente em longas comezainas, confortavelmente instalado no seu pequeno trono forrado a cetim.
Lady Nocas, sempre ela, combinou com o dono da estalagem dar-lhe apenas refeições saudáveis e água cristalina, mas sempre que se fazia acompanhar por Lady Granny ou por Sir Fiodor conseguia outros pequenos prazeres. Como é que Lady Nocas descobria sempre (sempre, sempre, percebem?) que o estalajadeiro não tinha cumprido as regras era um mistério para o pequeno Lord. Mas o mal (ou o bem) já estava digerido… mas tinha que ouvir as palavras duras da zangada Lady. O pequeno Lord ficava muito quieto de olhos baixos, bem como Sir Fiodor e Lady Granny, porque o pequeno Lord já tinha aprendido que quando Lady Nocas se zangava era para ficar quieto, quietinho e ouvir. Só ouvir. Até porque também tinha aprendido que no fim aparecia um beijo muito repuxado e um sussurro doce: "Prometi a sua mãe tomar conta de si. Fazer de si um Gato valente, saudável e espadaúdo." Lord Faramir achava que lhe descobria um sorriso mas mantinha os olhos baixos.
Certo dia descobriu a Planície Branca. Que seria aquilo? Chegou-se patinha ante patinha; cuidadoso, silencioso e cauteloso. Nunca tinha visto tal coisa. Uma longa extensão branquinha e pacífica. Parou à entrada. Olhou. Levantou o pequeno focinho para tentar perceber os cheiros que emanariam daquela planície. Não lhe pareceu errado. Decidiu percorrê-la. Era suave e um pouco engraçado. Percebeu que a Planície Branca era completamente constituída por aquilo que lhe pareceu pedrinhas brancas. Cheiravam bem. Pensou que se lembrava de sua mãe lhe ter explicado alguma coisa sobre umas "certas planícies feitas de pedrinhas" e para que serviam, mas não conseguiu lembrar-se do resto. Sentiu até um pequeno calafrio percorrer-lhe o pêlo sedoso acabadinho de cardar por Lady Nocas.
- Ora vejam lá! – Pensou para si – Se um Lord majestoso como eu irei ter medo de tão pacífica Planície!
Entrou com confiança pelos domínios dos, descobriu mais tarde, Serezinhos Brancos. O Sol continuava a brilhar. A Planície resplandecia sob os seus raios e ninguém à vista. Ninguém? Mesmo? Pareceu-lhe ouvir qualquer coisa. Virou-se de repente mas não vislumbrou nada. Tudo calmo. Tudo imóvel. Estaria? Continuou. Teve certeza depois. Uma coisa, alguma coisa tinha-se mexido! Ficou atento, imóvel.
E depois aconteceu. De todo o lado, por todo o lado, os Serezinhos Brancos ergueram-se, confiantes no seu número e tomaram de assalto o pequeno Lord!
Lord Faramir combateu audazmente, lutando com este que lhe subia pelas pernas, empurrando aquele que lhe saltava para a cabeça. Mas eram tantos, por Deus, tantos! O pelo sedoso irisou-se, as unhas (nem sabia que podiam fazê-lo) saíram afiadas, bramiu-as, desferindo golpes que aniquilavam aqueles seres impiedosos, mas estes continuavam o seu ataque violento! Mas que guerra!
Conseguiria o aflito Lord escapar?
Desejou pedir ajuda, tentou gritar por socorro mas tinha já a boca tapada por aquelas criaturas abomináveis.
- Socorro! – Conseguiu dizer. Olhou para os lados da Serra das Cores e do Perfume e pareceu-lhe vislumbrar alguém. Já completamente coberto, prestes a ser provavelmente engolido pelos Serezinhos Brancos, teve a certeza de que se aproximava alguém.
- Socorro! – Mais uma vez…
Era Lady Nocas, a sua querida, corajosa salvadora. Conseguiria ela vê-lo? Saberia ela que ele ali estava, à mercê de tanto doesto?
Viu que se aproximava! Vinha salvá-lo! Já lhe ouvia os passos. Redobrou os ataques para se libertar dos imensuráveis vilões, certo que a ajuda se apropinquava.
- Lord Faramir! – Gritou Lady Nocas! – Abarbe um pouco mais!
Tempos depois, nos seus aposentos, deliciava-se com afagos da Lady enquanto lhe transmitia a aventura. Mas não a terminou. Adormeceu e sonhou. Sonhou que lhe aparecia sua mãe, Lady White, com o seu pelo branco sedoso
- Lembrai-vos, pequeno Lord, deste aviso. Das Planícies dos Serezinhos Brancos, tão aparentemente cálidas, tão enganosamente pacíficas sobrevêm inúmeros perigos. São habitados por perigosas e vis criaturas que vos tomarão de assalto se incautos forem. Dar-vos-ei o segredo para derrotar tais vilões. Aqui vos coloco (apontou para o fundo da sua barriguinhas branca) o Líquido Mágico. Ele é poderoso e, uma vez usado, deverá ser espalhado de maneira veemente por toda a planície. Ele enfeitiçá-los-á num torpor imenso.
E assim fez logo que pode.
E a Planície Branca dos Serezinhos Brancos ficou para sempre enfeitiçada e calma.

Monday, 7 April 2008

Lord F. - A chegada

A vida tinha sido boa. A mãe, Princessa White, tinha cuidado estremosamente dos 6 rebentos. Lady Luz, a Cuidadora, colocou um belo recanto nos aposentos de Lady White onde nasceram, abriram os olhos e deram os primeiros passos.

Neste dia em particular chegaram Lady Nocas e seus dois filhos: Cavaleiro Valentine Louro, o Sábio e Cavaleiro Nikoralai Moreno, o Intrépido. Sir Fiodor tinha partido numa demanda e só chegaria tarde desse dia.

Lady Nocas e seus Cavaleiros dirigiram-se à Mansão Wonderful Life onde os aguardavam Lady Ninikail e Lady Mizesky.

Após as saudações iniciais, e apesar dos Cavaleiros terem falhado redondamente nas regras de protocolo (situação que Lady Nocas esperou ter sido compreendida por tão respeitáveis Ladies, tendo em vista tão sublime e aguardado momento), dirigiram-se a Lady Luz.

Lady White observou cuidadosamente a família e decidiu dar-lhes a guarda de Lord Faramir, o Guerreiro.

- É o meu benjamim. Mas vejo que cuidarão bem dele!

- Pode ter a certeza, Lady! - respondeu o Cavaleiro Nikoralai.
- Fique descançada! - afirmou o Cavaleiro Valentine

Lady White e Lady Nocas olharam-se.
De mãe para mãe.

Lady White acenou com a cabeça.
- Pode ir buscar Lord Faramir aos aposentos dos infantes, Lady Luz.
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Os novos domínios de Lord Faramir pareciam enormes.

- Lady Nocas... isto é enorme!

- Verá, Lord Faramir... verá que brevemente dominará sobre todo este espaço. Verá que em breve se tornará pequeno.

O dia foi passado em plena brincadeira.

Lady Nocas, Cavaleiros e Lord Faramir percorreram os domínios do pequeno Lord, mostraram-lhe todos os recantos, montes, vales e aposentos.

Quando Sir Fiodor regressou da demanda ainda a brincadeira reinava.

Depois dos cumprimentos e vénias Lady Nocas declarou ser hora de dormir.

- Já vai longo o dia, cavalheiros. Retiremo-nos aos nossos aposentos.

Lord Faramir dirigiu-se aos portões.
- Gostava de regressar para ao pé de minha mãe, Lady White, por favor.

Ficaram todos tristes.
- Mas pensámos- começou Sir Fiodor - que Vossa mãe lhe tinha explicado. Estes são os vossos domínios agora, Lord Faramir. Foi-lhe destinado governar sobre esta humilde terra.

Lord Faramir olhou cada um individualmente. Suspirou. A mãe tinha de facto falado sobre isto. Que os humanos tinham a mania de tirar os gatos aos pais, enfiá-los num cesto estúpido e esperar que apenas servissem de bibelot... Disse também que havia outro tipo de humanos. Aqueles que gostam de gatos mas que os consideram tão individualistas e orgulhosos que não tentam sequer estabelecer contacto. A mãe tinha falado de um tipo raro de humanos. Aquele tipo que sabe o que os Gatos realmente são. Que não lhes dão nomes tipo Bichano, Mimi, Cacá e essas coisas. Que reconhece a grandiosidade de estirpe tão nobre.

- Minha mãe soube escolher, meus senhores. Sois gentis e simpáticos. Aceito ficar. Querida Lady Nocas, poderá levar-me até os meus aposentos para que descanse então?

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Friday, 4 April 2008

A marcha para a Liberdade

Um dia o pai deu-me um livro.
Correcção:
Tive uma infância de alta riqueza, porque todas as semanas o pai dava-me um livro. Algumas vezes de banda desenhada (Tio Patinhas, Mónica, Marvel... valia tudo)... outras vezes mais um exemplar da Condessa de Ségur... outras uma pérola que considerava que deveria ler... "A Cabana do Pai Tomás" foi um deles...
mas nesse dia entregou-me um livro com mãos macias, tesouro escondido...
O pai adorava fazer ar de solene de vez em quando... e era de facto SOLENE
- Hoje é o aniversário da morte de uma pessoa muito importante.
(não havia net... nem canais temáticos... não sabia de quem falava)
- Este livro li-o em Angola... guardei-o escondido durante muito tempo... agora é teu.
Como calculam tive medo de receber esse livro

A marcha para a Liberdade

Comecei a lê-lo nesse dia

E fiquei a conhecer Martin Luther King

Lembro-me que há tempos (não tive o cuidado - grrrr - de esperar por tão grande data) para entregar a preciosidade à CV

Há net... há canais temáticos... já sabia quem era

Mas recordo da emoção nos olhos ao contar-me a sua interpretação dos factos.
- É um verdadeiro herói - disse

Gostei.

A propósito, ou talvez não, ou talvez não... a reportagem na SIC Notícias sobre o "secondlife"
- E eu lá quero uma second life? - CV - gosto tanto da primeira!...

E tudo vale a pena


ps- it's friday!!!
Amanhã o Lord F. vai para casa!!! É que nem fazem ideia da excitação que vai lá por casa!!!!

Bom fim de semana!