
...mas näo me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o que lhe confiei até àquele dia.
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Wednesday, 23 December 2009
Thursday, 3 December 2009
e depois há destas coisas
Como já tenho dito por aqui o mês de Dezembro e principalmente o Natal trazem-me memórias e sentimentos díspares.

Por entre a alegria e excitação vem a saudade, o rancor, a dúvida;
Enquanto celebro o aniversário do meu Rei, não evito redordar aqueles que não o podem celebrar, a miséria e a guerra;
Faço listas de prendas mas entristeço-me por ter que as reduzir;
É como se as feridas estivessem na maior parte do ano escondidas pela folhagem e que nesta altura, mercê do frio que sinto na alma, aparecessem quase intactas ou cicatrizadas em riscos profundos desnudando-se a cada cair de folha.
Houve então um dia que decidi estar só. Ficar só. viver só.
Houve uma altura em que me decidi a fazer desta música o meu mote de vida. Quem me lê sabe. Quem me conhece também.
Ontem ouvi-a outra vez.
Recordei os sentimentos. É fácil este caminho, digo eu agora. Escolher não sofrer para não sofrer.
É fácil afastar todos e afastarmo-nos de todos.
Mas um dia (na verdade dois!) Deus deu-me dois sorrisos.
E por estes sorrisos vale a pena sair da ilha, quebrar a pedra.
Por e
stes sorrisos, ainda que percam com o passar dos anos esta inocência e entrega, por estes sorrisos, faz-se mais um esforço, abre-se o nosso sorriso também.
(...)
No feriado metemo-nos por aventuras e não fizemos a árvore. “Desculpem, digo eu, fazemos no Sábado, pode ser?”
Ontem encontrei a árvore feita pelos meus sorrisos, ainda que já sem aquela inocência de bebe, feita pelos meus pequenos homens de sorrisos marotos, juvenis mas entregues com orgulho, entregando-me a tarefa feita, esperando o meu aval.
Ontem lembrei-me outra vez desta música e agradeci a hora em que decidi arriscar. é preciso amar para sofrer. e eu não me importo da segunda se for o preço da primeira.
Com um dia de atraso ontem começámos a contagem decrescente para o aniversário mais feliz da nossa casa.
Um bom resto de semana
nota: "I am a rock", Simon & Garfunkel, e pode ser ouvida na playlist ali ao lado

Por entre a alegria e excitação vem a saudade, o rancor, a dúvida;
Enquanto celebro o aniversário do meu Rei, não evito redordar aqueles que não o podem celebrar, a miséria e a guerra;
Faço listas de prendas mas entristeço-me por ter que as reduzir;
É como se as feridas estivessem na maior parte do ano escondidas pela folhagem e que nesta altura, mercê do frio que sinto na alma, aparecessem quase intactas ou cicatrizadas em riscos profundos desnudando-se a cada cair de folha.
Houve então um dia que decidi estar só. Ficar só. viver só.
Houve uma altura em que me decidi a fazer desta música o meu mote de vida. Quem me lê sabe. Quem me conhece também.
Ontem ouvi-a outra vez.
Recordei os sentimentos. É fácil este caminho, digo eu agora. Escolher não sofrer para não sofrer.
É fácil afastar todos e afastarmo-nos de todos.
Mas um dia (na verdade dois!) Deus deu-me dois sorrisos.
E por estes sorrisos vale a pena sair da ilha, quebrar a pedra.
Por e
stes sorrisos, ainda que percam com o passar dos anos esta inocência e entrega, por estes sorrisos, faz-se mais um esforço, abre-se o nosso sorriso também.(...)
No feriado metemo-nos por aventuras e não fizemos a árvore. “Desculpem, digo eu, fazemos no Sábado, pode ser?”
Ontem encontrei a árvore feita pelos meus sorrisos, ainda que já sem aquela inocência de bebe, feita pelos meus pequenos homens de sorrisos marotos, juvenis mas entregues com orgulho, entregando-me a tarefa feita, esperando o meu aval.

Ontem lembrei-me outra vez desta música e agradeci a hora em que decidi arriscar. é preciso amar para sofrer. e eu não me importo da segunda se for o preço da primeira.
Com um dia de atraso ontem começámos a contagem decrescente para o aniversário mais feliz da nossa casa.
Um bom resto de semana
nota: "I am a rock", Simon & Garfunkel, e pode ser ouvida na playlist ali ao lado
Friday, 27 November 2009
O ecrã devolve-me a tela branca.
Tantos textos, tantas ideias, tanto que quero dizer e muito mais que não quero.
Porquê, pergunto-me.
Não me consigo decidir. Não consigo articular as ideias.
O Natal aproxima-se. Com ele chegam sentimentos, saudades, vontades de balanços ou desejos de os evitar.
O sol começa a despontar apesar das ameaças de chuva.
Lá em casa temos a CN em recuperação, a CV com testes e trabalhos de grupo, a nocas verde também com testes, o F desesperado por descanso, os Lords… bem esses, estão e recomendam-se.
Assim sendo, e continuando neste tom desconcertantemente inócuo, desejo a quem por aqui passa um óptimo fim-de-semana.
Pelos meus lados tentaremos começar a preparar o Natal. Pequenino em tamanho, curto em distância percorrida, enorme em afecto.
Porquê, pergunto-me.
Não me consigo decidir. Não consigo articular as ideias.
O Natal aproxima-se. Com ele chegam sentimentos, saudades, vontades de balanços ou desejos de os evitar.
O sol começa a despontar apesar das ameaças de chuva.
Lá em casa temos a CN em recuperação, a CV com testes e trabalhos de grupo, a nocas verde também com testes, o F desesperado por descanso, os Lords… bem esses, estão e recomendam-se.
Assim sendo, e continuando neste tom desconcertantemente inócuo, desejo a quem por aqui passa um óptimo fim-de-semana.
Pelos meus lados tentaremos começar a preparar o Natal. Pequenino em tamanho, curto em distância percorrida, enorme em afecto.
Thursday, 26 November 2009
O Natal na minha terra
(pego, descaradamente, no título de um concurso que por aqui se vai fazendo)
Sou de Lisboa.
Os meus pais são de Lisboa, os meus avós são de Lisboa, alguns dos meus bisavôs são de Lisboa.
Não tenho terra, portanto.
Não no sentido que fui ouvindo os meus colegas. "Vou passar o Natal à terra".
Passei o Natal, o carnaval e todos os dias na “minha terra”. As férias eram passadas na terra de outros, não na minha.
Cresci num bairro lisboeta. Daqueles criados para os trabalhadores das fábricas implantadas ali perto. Reuniram-se ali três gerações o que provocou, a certa altura, serem quase todos primos. Nascia-se ali, namorava-se por ali, casava-se ali. Quase um clã enorme.
As ruas eram pequenas com casas pequenas de cada lado, cortadas por avenidas centrais.
Tínhamos a D. Zaida que vendia coisinhas de supermercado em casa. A D. Berta que fazia os arranjos de costura. A D. Lálá que vendia gelados no Verão e pirolitos no Inverno. O Sr. Romão que era canalizador, o meu pai que arranjava todos os electrodomésticos e outros tantos que conhecíamos pelos nomes que faziam pequenos serviços. A dada altura poderíamos ter sido quase auto-suficientes e não eram raras as vezes que sabíamos sempre que alguém estranho entrava no “bairro”.
O Natal?
As ruas eram enfeitadas. Pais, filhos e filhas deslocavam-se à serra ali perto para apanhar pinhas e musgo. As primeiras eram assadas em fogueiras no meio das ruas pequeninas sem carros, o musgo colocado nos presépios.
Havia umas famílias que iam comprar "rebuçados" a Espanha e que vinham recheados de brinquedos que não existiam cá em Portugal. Nunca soube muito bem como se processava aquilo, era mágico. As mães encontravam-se em lanches proibidos a crianças e depois apareceriam as prendas nas árvores.
O bairro inteiro começava a cheirar a Natal. Nas ruas “grandes”, como lhe chamávamos, apareciam carros com matrículas estrangeiras; os familiares de França, Luxemburgo, Inglaterra que chegavam.
As mães e avós começavam a cozinhar afincadamente. Era chamada a D. Maria, mulher enérgica, para esticar a massa. As mães competiam pelos melhores molotov’s, os melhores sonhos.
No dia de Natal as crianças vinham todas para a rua mostrar o que tinham recebido.
Era difícil decidir onde seriam passados a noite e o almoço de Natal. Não era estranho na noite de Natal haver famílias a deslocarem-se de casa em casa – o equivalente “bairrista” de ir “à terra” – e, também, no almoço. Perguntei-me sempre porque não faziam um ano em cada casa, mas as mulheres não prescindiam de mostrar a beleza das suas decorações, das suas mesas.
Havia, claro, famílias Capuleto e Montéquio. Eu que o diga, nascida de um amor entre uma Julieta e um Romeu com melhor fim. O Natal era mais estranho nestes casos. O bairro era tacitamente dividido em zonas não se cruzando nas peregrinações natalícias. Era perigoso. Houve “natais” estragados.
As férias de natal eram passadas na rua. Não havia frio ou gelo que resistisse às correrias, às apanhadas, aos jogos de futebol, às competições de berlindes, ao elástico. As avós e mães promoviam lanches de bonecas.
O Natal era desprovido de religião neste meu bairro. No entanto, ou apesar disso, anos houve em que as prendas em minha casa eram menores para poder dar também aos filhos dos que não tinham trabalho. Nesses anos eram os amigos que dividiam connosco a ceia, não os familiares. Amigos de criação, era como se chamavam. Sem questões, sem empréstimos. Só amizade.
O natal na minha terra era assim. Um Natal sem terra, no coração de Lisboa. Sem neve, sem igrejas pequeninas, sem viagens longas.
Um Natal na cidade
Sou de Lisboa.
Os meus pais são de Lisboa, os meus avós são de Lisboa, alguns dos meus bisavôs são de Lisboa.
Não tenho terra, portanto.
Não no sentido que fui ouvindo os meus colegas. "Vou passar o Natal à terra".
Passei o Natal, o carnaval e todos os dias na “minha terra”. As férias eram passadas na terra de outros, não na minha.
Cresci num bairro lisboeta. Daqueles criados para os trabalhadores das fábricas implantadas ali perto. Reuniram-se ali três gerações o que provocou, a certa altura, serem quase todos primos. Nascia-se ali, namorava-se por ali, casava-se ali. Quase um clã enorme.
As ruas eram pequenas com casas pequenas de cada lado, cortadas por avenidas centrais.
Tínhamos a D. Zaida que vendia coisinhas de supermercado em casa. A D. Berta que fazia os arranjos de costura. A D. Lálá que vendia gelados no Verão e pirolitos no Inverno. O Sr. Romão que era canalizador, o meu pai que arranjava todos os electrodomésticos e outros tantos que conhecíamos pelos nomes que faziam pequenos serviços. A dada altura poderíamos ter sido quase auto-suficientes e não eram raras as vezes que sabíamos sempre que alguém estranho entrava no “bairro”.
O Natal?
As ruas eram enfeitadas. Pais, filhos e filhas deslocavam-se à serra ali perto para apanhar pinhas e musgo. As primeiras eram assadas em fogueiras no meio das ruas pequeninas sem carros, o musgo colocado nos presépios.
Havia umas famílias que iam comprar "rebuçados" a Espanha e que vinham recheados de brinquedos que não existiam cá em Portugal. Nunca soube muito bem como se processava aquilo, era mágico. As mães encontravam-se em lanches proibidos a crianças e depois apareceriam as prendas nas árvores.
O bairro inteiro começava a cheirar a Natal. Nas ruas “grandes”, como lhe chamávamos, apareciam carros com matrículas estrangeiras; os familiares de França, Luxemburgo, Inglaterra que chegavam.
As mães e avós começavam a cozinhar afincadamente. Era chamada a D. Maria, mulher enérgica, para esticar a massa. As mães competiam pelos melhores molotov’s, os melhores sonhos.
No dia de Natal as crianças vinham todas para a rua mostrar o que tinham recebido.
Era difícil decidir onde seriam passados a noite e o almoço de Natal. Não era estranho na noite de Natal haver famílias a deslocarem-se de casa em casa – o equivalente “bairrista” de ir “à terra” – e, também, no almoço. Perguntei-me sempre porque não faziam um ano em cada casa, mas as mulheres não prescindiam de mostrar a beleza das suas decorações, das suas mesas.
Havia, claro, famílias Capuleto e Montéquio. Eu que o diga, nascida de um amor entre uma Julieta e um Romeu com melhor fim. O Natal era mais estranho nestes casos. O bairro era tacitamente dividido em zonas não se cruzando nas peregrinações natalícias. Era perigoso. Houve “natais” estragados.
As férias de natal eram passadas na rua. Não havia frio ou gelo que resistisse às correrias, às apanhadas, aos jogos de futebol, às competições de berlindes, ao elástico. As avós e mães promoviam lanches de bonecas.
O Natal era desprovido de religião neste meu bairro. No entanto, ou apesar disso, anos houve em que as prendas em minha casa eram menores para poder dar também aos filhos dos que não tinham trabalho. Nesses anos eram os amigos que dividiam connosco a ceia, não os familiares. Amigos de criação, era como se chamavam. Sem questões, sem empréstimos. Só amizade.
O natal na minha terra era assim. Um Natal sem terra, no coração de Lisboa. Sem neve, sem igrejas pequeninas, sem viagens longas.
Um Natal na cidade
Tuesday, 23 December 2008
Feliz Natal
É fácil ver o que realmente relevo nesta quadra.
É a época em que celebro o aniversário do meu Mestre, do meu Amigo, do meu Rei.
É também a época em que lembro o que já cá não está, que em todos os dias e neste em especial me faz falta, de pensar também em outros natais tão tristes que passei.
É época de fazer mais um esforço, forçar o sorriso, engolir as más vontades para que um pouco de boa vontade entre os homens seja verdadeiro neste open space.
É época de olhar em frente e sorrir com os meus filhos, sorrir com os meus amigos, sorrir com o meu amor, estes não forçados antes sinceros, verdadeiros e sentimentais.
É época de desejar nEste Lado a todos quantos me aturam, me visitam (ainda que seja apenas para roubar a imagem da Miss Checa!) a todos os que me comentam umas óptimas Festas
Feliz Natal
Dia de Natal - finalmente

Away in a manger, no crib for his bed,
the little Lord Jesus laid down his sweet head.
The stars in the bright sky looked down where he lay,
the little Lord Jesus asleep on the hay.
Dear Mary, his Mother, sang sweet lullabies,
as Jesus, awaking, gazed into her eyes.
The most holy Virgin, with loving caress
embraced the world’s Saviour with Love’s tenderness.
Good Joseph stood guarding the Mother and Child,
his soul filled with awe and his heart undefiled.
The birth of young Jesus made angels to sing,
but Joseph in silence kept watch o’er his King.
What once was a stable may our hearts become;
may God’s holy fam’ly in us find a home.
With Mary and Joseph and angels above
we worship the Infant, the gift of God’s Love.
Wednesday, 17 December 2008
Terceiro dia de Natal
Lucas 2
1 E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse
2 (Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria).
3 E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.
4 E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi),
5 A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
6 E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.
7 E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.
Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.
Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
Miguel Torga
Tuesday, 9 December 2008
Wednesday, 3 December 2008
Dia de Natal - a caminho
Para mim é agradável viver
Meu desejo é apenas servir-Te meu Deus
Embora pequena e humilde para Ti
Vem usar-me, Senhor, para a Tua glória mostrar
Fizeste de mim Tua serva
Para ser pura e para servir
Pois eu sei que sem Ti
meu viver não tem valor
A não ser que Tu me uses para Ti,
meu Senhor
___________________________________________________
Corria o ano de 1990. A partir de Junho fazia tudo um ano. Fazia um ano que ele se tinha ido embora. Fazia um ano que as férias eram sem ele. Faziam um ano que os livros eram comprados sem ele.
Houve uma audição para a peça de Natal e fui escolhida para fazer o papel de Maria.
Fiz screen test e trabalhei a “personagem”.
Fiz de Maria.
Tinha dezasseis anos e fazia um ano de tudo sem ele.
Um dia, enquanto fazia um screen test para o close up da Maria enquanto ouvia o Anjo Gabriel as lágrimas correram-me pela face. Pode dizer-se que tive uma epifania… percebi, ou entendi o que significou entregar-se à vontade Deus, o que significou para esta jovem aceitar o que Deus lhe pedia e as consequências.
Fazia um ano de tudo sem ele.
O trecho musical era belíssimo e belissimamente cantado por uma soprano como poucas enquanto senti e re-senti, filmagem após filmagem, take depois de take cada palavra cada nota cada dedicação.
Anos mais tarde, e para acabar em tom ameno, senti uns olhos intensos, perscrutadores que não se desviavam mesmo quando encarava aquela face aparentemente serena, sentada à minha frente no metro.
Fiquei receosa e mudei de lugar.
Quando saí na estação devida percebi que também saía atrás de mim
- Maria – disse com sotaque inglês.
Parei.
Olhei para dizer que estava equivocado mas o gentil senhor explicou-se num português esquecido
- Sou americano. Vi o musical onde entrou. É a Maria do Musical XXX, não é?
- S-s-sou… fui.
- Comoveu-me muito. Senti a dor e a entrega total de Maria no seu olhar.
- Obrigada (que se responde numa altura desta, não me dizem?)
- Obrigada eu… enquanto entrava de novo na carruagem do(utro) Metro.- E Feliz Natal!
- Feliz Natal! – respondi eu
- Loucos estes artistas – disse a Senhora que se cruzou… a desejar feliz natal em Agosto!!!!
Houve uma audição para a peça de Natal e fui escolhida para fazer o papel de Maria.
Fiz screen test e trabalhei a “personagem”.
Fiz de Maria.
Tinha dezasseis anos e fazia um ano de tudo sem ele.
Um dia, enquanto fazia um screen test para o close up da Maria enquanto ouvia o Anjo Gabriel as lágrimas correram-me pela face. Pode dizer-se que tive uma epifania… percebi, ou entendi o que significou entregar-se à vontade Deus, o que significou para esta jovem aceitar o que Deus lhe pedia e as consequências.
Fazia um ano de tudo sem ele.
O trecho musical era belíssimo e belissimamente cantado por uma soprano como poucas enquanto senti e re-senti, filmagem após filmagem, take depois de take cada palavra cada nota cada dedicação.
Anos mais tarde, e para acabar em tom ameno, senti uns olhos intensos, perscrutadores que não se desviavam mesmo quando encarava aquela face aparentemente serena, sentada à minha frente no metro.
Fiquei receosa e mudei de lugar.
Quando saí na estação devida percebi que também saía atrás de mim
- Maria – disse com sotaque inglês.
Parei.
Olhei para dizer que estava equivocado mas o gentil senhor explicou-se num português esquecido
- Sou americano. Vi o musical onde entrou. É a Maria do Musical XXX, não é?
- S-s-sou… fui.
- Comoveu-me muito. Senti a dor e a entrega total de Maria no seu olhar.
- Obrigada (que se responde numa altura desta, não me dizem?)
- Obrigada eu… enquanto entrava de novo na carruagem do(utro) Metro.- E Feliz Natal!
- Feliz Natal! – respondi eu
- Loucos estes artistas – disse a Senhora que se cruzou… a desejar feliz natal em Agosto!!!!
Tuesday, 2 December 2008
Primeiro Dia de Natal
E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo.
Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus.
Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus.
Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai;
ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.
Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.
Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra.
A minha alma engrandece ao Senhor,
e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador,
porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada,
porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome.
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