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Thursday, 16 April 2009

Oh pessoa amiga! psiu!


Um dia dei o link desta minha casinha a uma pessoa amiga de outros panoramas.


Sabia que não me conhecia - ela - esta minha faceta mais, como dizer, desinibida, será?, assertiva.


Dizia - ela - para eu ser, nos outros panoramas, assim também.


Dizia que já sabia - ela - que eu era assim, que tinha que ter mais confiança em mim e tal.


Coloca lá qualquer coisa, respondi-lhe eu. Comenta-me.


Consegui descobrir que me visitava com regularidade mas nunca lhe li nada.


Desconfiei que, ao contrário do que pensava - eu, até espreitava pelo jardim mas deixou de repente de me dizer bom dia.


Acho que lhe devo ter "fechado o elevador na cara" um destes dias.


- Desculpa-me, pá, continuamos amigos?


Mas vi que não.


Falei com a vizinha do terceiro direito, enquanto nos envolviamos com chá preto e bolos e entristeci-me com a desventura.


Desculpa, pessoa amiga que ainda aqui vens, o que te fiz e o que não te fiz.


Já agora, pede-me desculpa também, pode ser? Recomeçamos outra vez, como dois amigos. Vamos os dois beber uns copos.

Havia um bar dos eighties que me querias mostrar, lembras-te?
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(continuamos na senda do blogbairro)

Um bairro

A expressão não é minha, claro.

Penso que a terei lido primeiro na casa da Once, vinda da da Patti.

Gostei e então aqui me têm a utilizá-la.

Também não é minha a expressão "enquanto der prazer". Terás sido tu também, Once, Musa fantástica?

Neste bairro para onde venho todos os dias existe de tudo. E eu? Como sou eu como vizinha?

Tento não deixar lixo nas portas dos outros.
Tento, sempre que me cruzo com algum vizinho, deixar-lhe um cumprimento carinhoso.
Tento receber todos os que me visitam com um franguinho assado ou salada colorida.
Tento ter sempre uma palavra amigável... mas por vezes indigno-me.

Sou, neste bairro, uma vizinha agradável. Os vasos de alfazema resistem aos maus tratos da nv e por isso vão deixando um cheirinho a Portugal.
Sabe quem me visita que na maioria das vezes não encontrará por aqui tratados mas pequenas colchas de remendos, feitas à mão com carinho.
Rodeio-me de algum mobiliário kitch mas é tudo propositado. Sem teorias feng shui, apenas um cuidado para que ninguém venha ao engano.

E no café - leia-se listagem de blogues - vou descobrindo outros vizinhos. Uns senhores doutores a quem sorrimos timidamente pelo seu gabarito. Uns malucos adorosos que nos provocam risos com as suas tiradas. Outros amigos, aqueles que nos têm também, sempre, uma palavra amiga - nem que seja um "bom dia, vizinha". Estes a quem podemos dizer com orgulho "sim, sim, conheço-o. É meu amigo."

Limpava ontem os meus convites no armário dos lados verdejantes. Olhei, arrumei, mudei mas reparei no fim que apenas arranjei mais um espacinho para mais uns vizinhos.

Gosto disto. Gosto mesmo.

Sejam bem vindos ao meu ladinho.