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Monday, 9 June 2008

Fui muito feliz

Fui, de facto.

Sol

Amiga fantástica
Filhos divertidos
E algum estudo, claro!


Depois, depois
Também fiquei feliz!
Com a exibição mais que o resultado

Tal como eu gosto!

Fotos de Portugal daqui






Domingo!
Dia fantástico
Praia fantástica











Os Quatro juntos...
















... e algum estudo, claro!




Tenham uma boa semana!!

Monday, 2 June 2008

Ontem....



Quinta da Regaleira








Ontem.....
Fui muito feliz aqui!








































Uma boa semana a todos!















Fui muito feliz aqui!!!!

Friday, 2 November 2007

A semana de UM dia

Feriado passado em casa.
Acordar: 7 da madrugada!
- Vá lá! Deixem a mãe dormir mais um pouco... pleeeeeeeeeeeeeeeeease!
Passinhos em bicos de pés...
- Não acordes a mamã...
- o quê?
- A mãe (suspiro) está a dormir. Está cansada.
- Está bem... vamos fazer o pequeno almoço.
(cadeira a arrastar, tigelas que tilintam - as tigelas tilitam? ou que barulho fazem? - cereais a escorrer, colheres a tilintar - as colheres tilitam mesmo, não? - muito barulho, enfim)
- Já acordei, crias!
Olhei para a casa: aspirar, lavar, limpar, arrumar, -ar, -ar, -ar!!!!!!
- Vamos tomar o pequeno almoço ao café.
-IÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ!

O café novo da esquina é muito simpático. Passámos pela papelaria e comprámos uma revista para cada um (eu comprei um jornal desportivo - por esta altura ainda achava que o Sporting tinha perdido com o F"#&/&#%/$%#%#%& !!!!!) e lá nos sentámos.

Enquanto líamos e comíamos levantei os olhos e admirei as MINHAS crias... claro que me chamaram logo a atenção porque a baba estava a impedir a entrada dos clientes.

A nossa ida às compras foi apenas uma passagem pela loja dos "Senhores Chineses", porque a sapataria estava fechada - tonta! achavas que só tu tinhas direito ao feriado?!!!!!

Relvado, parque calmo, paz e sol.

-Mãe, podemos ir ao McDonalds? - houve tempos em que foi mactote e também macnodxe. Agora é um perfeito McDonalds com uma ligeira afectação de quem fala muito bem a lingua saxónica.)
- São 10.30, crias! Mas ficamos por aqui a fazer tempo (que é como quem diz - não vou para casa limpar, -ar, -ar, -ar)
Por volta do meio dia, depois de brincar, ler, rir, falar lá fomos ao dito. Esta terra é maravilhosa! 99% das coisas ficam à distância de um passeiozito a pé.
Mais tarde. Lá fui para o -ar, -ar, -ar, incluíndo estudar.

Dia calmo, normal (?) curto, muito curto. Não chega para os mimos que lhes quero dar, o descanço que merecem(os). Mas foi bom.
- Sabes, mãe, esta semana tem UM dia
- ???????
- Amanhã é segunda feira e sexta feira ao mesmo tempo.

Sendo assim,
Uma boa semana de Trabalho
Um bom fim de semana

Wednesday, 12 September 2007

E tudo porque chove...

A chuva!

O Verão acabou.

A chuva traz-me as recordações mais queridas.

Cresci num bairro operário de Lisboa. Não digo o nome. Não só porque mantenho a política de me manter o mais anónima possível mas também porque ele já não existe. O nome ainda lá está e ainda é (e muito) habitado. Mas não é o meu bairro.
Ruas pequenas, sem trânsito. Casas pequenas com quintal. Brincadeiras durante o Verão todo.

Era durante o Verão que as senhoras faziam as grandes limpezas. Tapetes estendidos, batidos. Estendiam-se na calçada e despejavam-se baldes de água cheia de sabão ou detergente JUÁ. As crianças eram chamadas para andarem por cima dos tapetes e sová-los. Detergente e muita água, pulos, escorregadelas.

As vendedeiras de limões, tremoços, flores, rebuçados; o vendedor de algodão e o amolador (que trazia sempre a chuva, coitado). A roupa era colocada a corar.

Os gritos
- Oh vizinhas está a chover!!
A roupa era apanhada a correr entre brincadeiras porque as primeiras chuvas serviam de muita brincadeira, correria e eram seguidas dum leitinho com chocolate quentinho e uma carcaça com manteiga passada a ferro.

As avós viviam ali mesmo ao lado. Os tios e os primos também.

Era também no Verão que as casas eram arranjadas. Os homens juntavam-se para refazer o chão, ou mudar as telhas, ou pintar as fachadas. Tudo em troca de uma sardinhada ou febras, ou coratos (hum!!!)

À noite era a altura das desgarradas de fado, anedotas, jogos de cartas pela noite dentro.

Na altura das pinhas lá havia um pai que ía connosco ao pinhal com um carrinho de mão. Apanhávamos imensas pinhas para depois as assar numa grande fogueira na rua.

Não me lembro de alguma vez ver um almeida ali na rua. Eram as mães que despejavam baldes cheios de água e esfregavam as pedrinhas sempre brancas, e os pais abriam as sargetas para as limpar das folhas e lixo.

As primeiras chuvas traziam o conforto de lençóis fofos com cheiro a alfazema ou eucalipto. Um aconchego e pequeno almoço na cama a ouvir as gotinhas a bater mesmo ali na janela.

E o cheiro de terra molhada.

Não era, de facto, tudo perfeito. A pobreza vivia mesmo ali ao lado. Quando não queria comer a sopa (acontecimento, vamos lá, diário) a mãe não falava dos meninos de África. Eram os netos da Ti Hermínia. A filha Dora era "esquisita" (naquela altura as mães eram, quando muito, esquisitas...) e vinha, literalmente, despejar filhos a casa da Ti Hermínia que íam herdando as nossas roupas e brinquedos.

Muitas mães e pais trabalhavam em fábricas ali perto e quando uma delas fechou algumas famílias ficaram sem qualquer meio de susbsistência.

Como a D. Marta e o Senhor José, amigos de infância dos meus pais.
Tinham 3 filhas. A mais velha deixou a escola e foi trabalhar a dias. A mais nova foi para os padrinhos. A Xana, que tinha a minha idade, veio para minha casa.

O Senhor José não aguentou o desgosto e começou a beber. A mãe e a D. Marta falavam baixinho. A D. Marta chorava. Nós bricávamos no meu quarto e não nos era permitido entrar na sala, para não vermos a mãe da Xana chorar.
Um dia, o pai chamou o Senhor José lá a casa... foi a primeira vez (talvez a única) que vi (escondida na janela da rua) dois homens enormes chorar.

Mas a primeira chuva, depois de um Verão de calor que as telhas não protegiam, era o anúncio do Outono. E no Outono é a estação dos meus anos. Do início da escola. Das sopas de café com leite da avó. E o cheiro da terra molhada.

E tudo porque chove...

E porque as ruas que percorri hoje não cheiram a terra molhada. Cheiram a xixi e lixo.

No entanto, para as minhas crias, a primeira chuva foi feliz.

A trovoada de ontem serviu de festa e a contagem do intervalo entre o relâmpago e o trovão foi motivo de grande risota.

O caldinho verde, sopa proibida durante o Verão, foi comido ainda a deitar "fuminho".

Os edredons foram colocados ontem pela primeira vez. Não cheiram a folhas de alfazema e eucalipto secas.
Mas as crias suspiraram de prazer pelo aconchego.
- Hum, que bom, mãe!
- Obrigado, mãe!

Será que para as minhas crias também a primeira chuva trará, daqui a uns anos, lembranças ternas?
Parece que sim.
Tomara que sim!!

Um bom dia de chuva para todos.

Wednesday, 29 August 2007

Animais e o dia ecológico

Este fim de semana fizemos uma saída ecológica.

Sem carro, andámos até ao "novo" metro de Almada.
Conversámos, brincámos, falámos mal (está bem,) falei - lol- mal do sistema complicadíssimo de tirar bilhetes, do nome das estações...
Mas é simpático.

Na última estação decidimos, assim como quem não quer a coisa, mas sempre querendo... andar de comboio. Fomos até à estação, bebemos um cafezinho, fumámos um cigarrinho, gelados para as crias. Uma garrafa de água bem fresquinha... com todo o tempo do mundo. O comboio, as escadas rolantes, a ponte, o barulho, o rio, o sol... tudo serve para brincar. As crias têm pulgas e não sossegam um segundo.

E se fôssemos ao Zoo - diz o F à laia de segredo...

BOOOOOOOOOOOOAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!

Segredo nem vê-lo.

Os preços são, para a minha parca e - este mês - assaltada carteira, caríssimos.

Mas o dia foi tão espectacular como aprazível, delicioso, cansativo também, que isto de calcorrear as ruelas, esquerda, direita, sobe desce... mãe, olha, o bebé está a comer... volta para a quela jaula que da primeira vez estava muita gente e não conseguimos contar o número exacto de folhas que a árvore tinha!!!

E os felinos que têm, melhor, DEVEM ser vistos, pelo menos, 3 vezes em alturas do dia diferentes.

Oh, os micos estão todos recolhidos.
Claro, está a "chover" - bem giro aquele sistema de imitar a humidade. Voltamos cá depois
E voltámos
Os carimbos nas mãos - invisíveis, mãe! - não posso lavar as mãos, mãe? - como é que eles sabem, mãe? - que luz é, pai?

Vamos lá sair, para experimentar.

Atravessar o parque inteiro, sair e voltar a entrar e andar tudo outra vez??? No problem.

Falta os lobos, mãe! estão recolhidos. A área está a ser remodelada.
Oh, mummy (há alturas que, talvez por serem seguidas de um daqueles pedidos muito difíceis, mereço o "mummy" com voz melada) podíamos ir outra vez... aos felinos
Claro (porque NÃO resisto) a qual
Trio:
TODOS

Sentámo-nos

Esta apresentação é às 14, a outra às tantas

Mas F, são em lados opostos(!)

No problem

Eram 10.20 (give or take) quando pusemos o pé fora do T3 da CP...

Tenho fome, mãe.

Ai! são quase 4 horas! (não me matem... não sou má mãe... juro. mas o tempo voa!!!!!!!!!!)

Os espectáculos e apresentações foram vistas. A cria escolhida para andar de barco (!)

Os beijos enviados

Mummy (sim!...) da próxima tem que ser a cria-mana a ir.

motherproud

E depois o regresso onde-vais?-PARA-A-FESTA!!!-de-onde-vens?-da-festa...

com abraços apertados, corpos cansados e uma enorme taça de cereais, porque nem tenho forças para trincar, mãe.

Wednesday, 2 May 2007

Músicas da minha vida - I

"nascer do sol sobre Cacilhas"

imagem pertence a www.astrosurf.com de

Miguel Claro


I Can See Clearly Now
Johnny Nash



I can see clearly now, the rain is gone,
Posso ver com clareza, a chuva já passou
I can see all obstacles in my way
Posso ver todos os obstáculos à minha frente
Gone are the dark clouds that had me blind
As nuvens escuras que me cegavam já se afastaram
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Vai ser um dia muito, muito
Sun-Shiny day.
ensolarado

I think I can make it now, the pain is gone
Penso que agora o consiga fazer, a dor já passou
All of the bad feelings have disappeared
Todos os maus sentimentos desapareceram
Here is the rainbow I’ve been prayin' for
O Arco Íris pelo qual eu orava já chegou
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Vai ser um dia muito, muito
Sun-Shiny day.
ensolarado

Look all around, there’s nothin' but blue skies
Olha à tua volta, tudo o que vês é o céu azul
Look straight ahead, nothin' but blue skies
Olha em frente, somente um céu azul


...ora aqui temos uma música que me inspira há muitos, muitos anos.


A tradução é minha e profundamente livre... é como a percebo dentro de mim.


Nem sabia, confesso, que era do "Johnny"




Mas nas minhas muitas fases negras, depressivas, tristes, horríveis até, esta música parecia a pequena, ténue, luz ao fundo do túnel




Não é propriamente sábia, nem com grandes frases complicadas e inspiracionais... mas a simplicidade


a esperança num dia melhor...


...amanhã...


Em muitas ocasiões da minha vida um dia de amanhã não significava necessariamente um dia melhor, mas saber que PELO MENOS isso... o dia de amanhã estaria lá à minha espera, para voltar a errar
quando tudo e todos me falharam o dia de amanhã estava lá à minha espera