
...mas näo me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o que lhe confiei até àquele dia.
Tuesday, 12 May 2009
Wednesday, 12 November 2008
Ajuda
Thursday, 21 February 2008
Friday, 21 September 2007
Ajudem
Há quatro meses (Maio de 2007) sobreviviam 300 animais num canil dos arredores de Lisboa. Subnutridos, muitos deles doentes, nas piores condições de higiene imagináveis. Previa-se o encerramento do canil, o que implicaria o abate de todos os animais que lá permanecessem.
Ao longo dos últimos meses, uma equipa de voluntários incansável conseguiu o que parecia impossível: a maioria destes animais foi tratada e adoptada definitivamente, ou entregue a famílias de acolhimento temporário.
Mas estão ainda 23 animais no canil. A Direcção Geral de Veterinária concedeu o prazo de mais uma semana para se tentar resolver a situação, porque o destino dos animais que lá permanecerem ao fim deste prazo será o abate.
Não importa a zona do país em que viva.
Se puder acolher, ainda que temporariamente, algum destes canitos, por favor contacte a Anabela: anabelamayor@gmail.com
Se não puder ajudar de outra maneira, por favor reenvie este mail aos seus contactos.
Obrigado.
Veja mais fotos e descrições aqui: http://picasaweb.google.com/lopes.faustino/AAAVFXCESQUESEMANTMNOABRIGO
Monday, 3 September 2007
A propósito...
Tinha 5 anos e, de repente, deixei de falar. Não esmiuçarei as razões e/ou as causas mas a médica disse que a míuda queria era atenção.
- mimo a mais!
O pai, homem relativamente sábio puxou-me à parte e pergutou o que ela queria
- um cão
A mãe não deixou
E a miúda calou.
A psicóloga pediu para falar a sós com aquele diabrete mudo
- o que queres?
- um cão
Convencidos pelos pedidos desmesurados da miúda lá foram eles ter com um amigo da família criador de animais de caça
- Vem cá, pá! a cadela teve uma ninhada há pouco tempo e os cachorros são impecáveis.
A miúda, incapaz de se conter saltitou atrás deles para ver a mãe e os filhos.
Lindos, castanhos claros, enroscados na mãe
Pegou em todos, não se conseguia decidir
E, de repente... o clássico. Um ganido ténue, quase imperceptível.
- E aquele?
- Não é puro. É muito fraco. Não serve para nada. Está ali para morrer.
Palávras mágicas. A miúda largou todos os "belos" e correu para o moribundo. Até hoje retém os seus olhos fracos, sujos e tristes.
- É este!
O amigo-da-família-criador-de-cães-de-caça ainda tentou dissuadi-la. Mas o pai sabia.
- É este!
Passaram pelo veterinário, que lhe receitou calma pois estava fraco, desnutrido, etc, etc, etc
Foi uma demanda maravilhosa. A miúda egoísta e mimada, intempestiva, birrenta tornou-se na "mãe" do Josef.
Acordou de noite para lhe dar leitinho e limpou as "porcarias" porque a mãe tinha dito que à primeira sujidade o cão "ía para o olho da rua".
Quando o Josef ficou maiorzinho a míuda começou a dar-lhe (imaginem) a coxa do franguinho assado de sexta-feira.
-É mais tenrinha...
Crescida num bairro operário com um imenso pinhal perto, sem medos e onde todos conheciam todos, a míuda fazia todos os dias longos passeios com o Josef.
O tempo de primavera ajudava e os dois criaram uma cumplicidade que só existe de facto entre dois seres assim.
A miúda contava-lhe histórias e ele adormecia com o focinho em cima das pernas dela. Ela não se mexia para ele não acordar, mesmo depois das pernas ficarem dormentes de tanto tempo imóveis.
A miúda entrou na escola. O Josef, à semelhança do nosso herói, pedía à mãe quando chegava a hora do autocarro chegar.
A mãe abria o portão e lá ía ele esperá-la à paragem. Os vizinhos riam e as velhotas amorosas muitas vezes convidavam os dois para um bolinho caseiro.
A miúda sentava-se no quintal e o Josef aos pés dela. Imóvel.
Que longas horas e longas conversas e muitas azedas comidas, colares de malmequeres e papoilas, chás de bonecas, chapéus de palha, beijos e sestas no cimento fresquinho do quintal!!!
O Josef nunca foi um cão bonito. Tinha as pernas pequenas e até o degrau da entrada ele tinha por vezez difuldade em subir. Mas era o cão mais bonito do mundo para a miúda.
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ps - não vou contar como a miúda ficou sem o Josef e como aconteceu que o Josef se viu sem a miúda. são coisas de adulto que a miúda não conseguiu esquecer nem entender e que eu hoje também não consigo esquecer nem entender
A miúda sem o Josef ficou amargurada, febril e foi internada um fim-de-semana por princípio de desidratação. Os pais zangaram-se e ficaram sem se falar durante muito tempo
Mas seguiram em frente
O Josef morreu.
Wednesday, 4 July 2007
Os teus olhos
(porquê??????).
Porque sim... porque pensei na minha menina que já não consegue subir para a minha cama. Porque me lembrei dos seus olhos grandes e expressivos... porque garanto que não vejo assim amor e dedicação noutros olhos.
Sei que sou amada pelas minhas crias, pelo meu companheiro, pela minha mãe e até pelos meus (bons) amigos.
Sei que sou amada por Deus.
Mas só ela me dedica aquele olhar. Só ela fala comigo a este nível. Para quem tem animais e se dedica, ou tem o prazer de ter um animal que se dedique assim compreende.
Já aqui falei dela e já aqui disse o que faria se fosse só eu a decidir.
Hoje sentei-me na cama e puxei-a para cima. Enrolou-se e, com um suspiro enorme, pousou a cabeça nas minhas pernas. Já não fazia isto há séculos.
Para ela não houve reclamações, perguntas - apenas o momento agora.
Thursday, 15 February 2007
Ela, o meu amor canino
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Tenho uma cadela com 14 anos.
Está velhinha e chata, mas amo-a de paixão.
E porque a amo tão grande e profundamente, e porque gostava de respeitar o vigor que já demostrou e tanta dedicação durante todos estes anos, estou (ou melhor, estava) a pensar seriamente em adormecê-la.
Lá em casa, ele não quer. Tem pena dela e não tem coragem para terminar a vida dela.
Pois eu coragem também não tenho. Choro só de pensar. Mas sou eu que lido com ela todos os dias. Sou eu que a vejo a não ter forças sequer para subir para a minha cama. Sou que me lembro que quando ela veio para minha casa também não conseguia subir, mas porque era pequenina. Tinha menos de 1 mês de vida. Ensinei-a a fazer tudo. E agora o círculo está a fechar-se. Não consegue, outra vez, subir para a minha cama mas por ser velha. Por não ter forças. As pernas tremem, o corpo não lhe obedece. E ela sabe. A tristeza nos olhos dela quando estas coisas acontecem... e eu a brincar com ela a chamá-la de trapalhona com muito carinho, a pegar-lhe ao colo e a dizer "tu queres é mimo"
Mas não é verdade.
Minha linda... o que será melhor para ti?
