...mas näo me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o que lhe confiei até àquele dia.
Wednesday, 21 May 2008
Diversos sem nexo
Mas olha que assim, digo eu, não tínhamos fim de semana - dois dias inteiros sem ir à escola.
(silêncio)
Mas não se pode ter uma coisa sem a outra? - pergunta de um grito
Não, digo eu.
Ai, pode, pode... o sonho é meu!!!!
Muito trânsito... muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito trânsito. Aproveito para estudar que esta cabeça não vai lá com directas... snif... a última que (não) fiz provocou-me dores nas artroses. Decididamente adormecer com a cara em cima de uma lapiseira NÃO dá jeito.
Ontem, enquanto seguia para a faculdade lembrei-me de umas conversas tidas noutro cantinho e, porque não me apetecia ouvir nada do que estava a dar pus um certo cd. Já digo qual é, está bem?
Não o ouvia vai para mais de 8 anos. Era o cd que trabalhava na altura da minha saída definitiva da dança. Por razões de iniciação de um colega meu nas andanças daquela música (colega esse, por acaso, que - xiiiiiiii - tem idade para ser meu filho - aiiiiiii - adiante) emprestei-lhe o referido e estava então lá. A sorrir para mim. Pedindo tréguas. Reclamando a minha atenção.
A medo... é verdade. A medo. Inseri-o na ranhura e, parada que estava num semáforo, fui imediatamente para a referida faixa. Entrada a pés juntos. Doeu ainda, que engraçado. Pensei que já não o faria. Revivi a coreografia toda na minha cabeça, as dúvidas e hipóteses no rumo a seguir. Mas em vez das lágrimas (fáceis que tenho) surgiu um sorriso. Passado arrumado? Esqueleto limpinho e decorativo? Fui para além da dor e deliciei-me com a imensa beleza daquele trecho.
Paixão segundo S. Mateus de Bach... especificamente a "Erbarme Dich, Mein Gott!". Estive à procura da letra para a postar... mas não encontrei. Tenho pena. Se bem que a letra não chegará para expressar a beleza (repito-me) ...
Amanhã é feriado. Bom feriado a todos.
E é tudo.
(e digam às borboletas da Austrália para pararem de bater as asas. Queria ir à praia amanhã!)
Tuesday, 20 May 2008
Há aquelas perguntas...
Serão?
Existem conversas ditas como institucionais, banais, cómicas até. Do tipo "Bom dia, Fulana Tal. Como está? Estou bem, graças a Deus, obrigada"... ditas em uníssono pelas duas intervenientes. (mais uma daquelas que é só comigo, certo?)
O engraçado destas "regras não-escritas" é quando alguém não as ""cumpre"" (com duplas aspas). A segunda parte dita pela Verde é estúpida, to say the least.
Estou bem, sim senhora, obrigada.
Sim, sim bem, graças a Deus, obrigadinha.
Ainda bem que está tudo bem!
lol (ou talvez não... ou talvez não)
Hoje vim de barco com o meu Nicolau (que é como quem diz abençoado Chaço dado pelo F. por alturas do Natal!). Tremia que nem varas... verdes (risos). Saio do carro e dirijo-me ao barqueiro.
NV - bom dia, como está? Quanto é, se faz favor?
Barqueiro - € 2,30.
NV - Ah, está tudo bem, obrigada! Aqui tem, por favor!
(...)
NV - Obrigadinha!
E depois ficámos os dois a olhar. Melhor, EU fiquei a olhar para o barqueiro... para o cocoruto do barqueiro que baixou os olhos imediatamente como se temesse qualquer coisa. E então - ZÁS! - Atire-lhe com
Sou marinheiro
Desse velho Cacilheiro
Dedicado Companheiro
Modesto berço do povo
E, navegando
a idaaaaaaade foi passando...... ai!
O cabelo branqueando
MAS O TEJO É SEMPRE NOVO
----------------------------------------------------
Se ouvirem nas notícias que entrou no Hospital Garcia de Orta um barqueiro com os timpanos furados... já sabem ... fui eu!!!!
E agora para qualquer coisa completamente diferente:
Alguém me explica porque é que ainda não fez sol nem tempo de Primavera?
Quantas borboletas andam a bater as asas na Austrália????
Bom dia para todos
hoje tenho que estudar................................................... Constitucional!!! buááááááááááááá!!!!
Monday, 19 May 2008
Vergonha...
Verde - Ai tens, tens...
Entramos na loja. A música está alta, muito alta. De um gosto deprimente. MESMO deprimente
Nocas - Vamos lá, vai até lá ao fundo!
Verde - Eu vou, eu vou. Deixa-me procurar se há alguma mulher por aqui...
Olhamos em volta. Nada. Homens. Três, 3 homens.
Nocas - Bem te disse que não conseguias.
Verde - Consigo, claro que consigo.
Nocas - Dizes isso, mas estás a fingir que escolhes um shampoo.
Verde - Calma, pá! Também não temos shampoo!
Nocas - Deixa lá isso! Vai até lá ao fundo e pega na coisa!
Verde (com olhar matreiro) - Coisa?? Qual Coisa?? (ri-se agora) Não consegues dizer??
Nocas - Claro que consigo!
Verde - ......... então............ diz!
Nocas - Não sejas parva! Vai mas é lá pegar naquilo!
Verde - Ahá! Não consegues, não consegues, não consegues!
(...)
moral: entrei para comprar um pacote de pensinhos diários
saí com um pacote de Cheetos da Matutano :)
Tem tudo a ver!!!
Unhas devidamente manicurizadas de leão - Taça
Então vamos lá!
ATÉ o Tiuí marcou!
Parabéns a mim!
Parabéns a todos os sportinguistas.
Pensei comigo mesma que iria comentar o facto de os adeptos e/ou jogadores do Porto aparentemente terem saído antes da entrega da taça. Mas não me apetece!
Também tenho mau perder. E compreendo que não estivesse
É só verem como corre os jogos "lá fora". Ontem vía as finais da taça dos camp~eos desde 2001 na Eurosport. E tendo a concluir que terá qualquer coisa a ver com a latinidade (?). As claques perdedoras, sempre que eram inglesas ou alemãs continuavam a gritar e festejar, esperem "festejar" (tenho que por esta palavra entre aspas) mesmo quando perdiam.
Friday, 16 May 2008
Unhas devidamente manicurizadas de leão ou ...e não é que me ía esquecendo??
Novidades... (versão Thank GOD it's Friday)
Tirei daqui de baixo o moderador de comentários...
Fiquei possessa porque a minha querida Sílvia tentou incessantemente comentar um post e não conseguiu... porquê? Porquê? Felizmente o comentário do Mike fez-me pensar que talvez o problema não seja deste lado (?) Não consigo perceber! adiante
É Sexta-feira. Está sol e o banho da manhã foi calmo e relaxado porque as Crias não têm aulas hoje.
O post de ontem foi impulsionado por coisas muito graves que ocorreram com (quem mais?) as Crias. Contarei deste lado, não se preocupem... mas ainda está pr'ó recente, mal digerido, percebem?
Este post de hoje pode ser considerado de inutilidade pública, mas ainda assim aqui estou .
Que mais?
Ontem recebi um teste... (foi uma razia completa, mas lá me safei... ufa!)
E pronto!
Bom fim de semana
Thursday, 15 May 2008
Hoje não...
Hoje é um daqueles dias em que desligaria o botão. Kaput! Crashed!
Desligaria este botão de mãe, de pessoa, de mulher.
Lembro-me de a minha querida cafezinha falar sobre quase todas as mães serem Mães Coragem.
Serei?
Terei sido alguma vez?
Sei o que sou. Aquela que liga ao marido a reclamar de todos estarem a circular em contramão na auto-estrada... sabem?
Sou essa.
Chamo-os de Crias porque o que sinto vai muito para além do racionalismo e até do humanismo. Vai muito para além do papel A4 "a Fulana de Tal deu à Luz um nado vivo". Vai muito para além do nutrir todos os dias.
É animal, animalesco, químico, trascendental. As minhas Crias.
Hoje não.
Não estou cá. Não estou em lado nenhum.
Wednesday, 14 May 2008
Crescem depressa, estas Crias, mas não tão depressa como por vezes EU desejaria
(1.ª nota - o «vocês» saiu um bocadinho em tom perjurativo... com o mesmo tom de quando me questiona porque me queixo da balança quando como demais, porque gemo quando calço aqueles «saltos horríves». Em suma: que género tão esquisito de Criatura é a Mulher!. Mas decidi dar um desconto.
2.ª nota - «essa coisa» é, já sabem(?), o evax colocado na mala, «discretamente» embrulhado em bolsinha muito singela - só lhe faltavam os neons de aviso "Sou Um Penso Higiénico Na Mala De Uma Mulher!!! - descoberto enquanto remexia a minha Mala Universo à procura do famigerado telemóvel - que afinal estava em cima da mesa de cabeceira... humpf!)
Me - ãh? Ah, isso. Já te disse. É para os dias da mestruação. Ainda te lembras de falarmos?
CN (olha-me - mas tu achas que eu me vou lembrar dessas coisas parvas? Só retive que NÃO te posso tocar e que ficas com um feitio de cão!!! -) Não me lembro muito bem, mãezinha...
Me (falta apenas dois minutos e quarenta segundos para a hora determinada de saída de casa, ok? não comecem para aí a dizer que não sou pedagógica... visto bem, digam, digam. porque não sou. whatever!) As galinhas não põem ovos?
CN - sim.
Me - se encontrarem um galo o que acontece?
CN - nasce um pintainho
Me - e se não encontrar? o que sai?
CN - um ovo...
Me - com as mulheres, e as fêmeas no geral, acontece uma coisa parecida. Se o "ovo" encontrar o espermatozoide do homem nasce um bebe. se não, sai.
CV - não se chama ovo, mãe. O nome correcto é óvulo e desce pelas Trompas...
Me - vamos crias! temos mesmo que sair!!! Percebeste mais ou menos? Depois a mãe explica melhor!
CN - sim... já percebi porque te dói tanto... é a casca a partir-se!
nota final e mental:
tenho que encontrar a estúpida da enciclopédia sexual do meu tempo!!! onde está ela com as suas explicações fantásticas e imagens esclarecedoras??? hã??? Ah, não! é melhor os 300.248.502.524 livros sobre a Floribella e Morangos Com Açucar e Como Ser O Melhor e bla bla bla!!!
Por nada mesmo... IV
"sabia que a gordura engorda mais que o doce? (...)
comer um folhado é pior que comer um pastel de nata (...)"
________________________________________
Alguém que diga à menina que o belo do pastelito de nata tem, como dizer... na sua constituição...
massa folhada!!!!!!!!!!!
Tuesday, 13 May 2008
Afinal...
Lavar
Fazer
Vestir
Arrumar
Omde está o chapéu
Até aqui tem sido do tipo
a-roupa-que-a-mãe-escolher-está-bem
reforço (...)
Até aqui
e as Mães, sem saberem (é só comigo, eu sei), impõem estilos e ideias. Não penteies o cabelo assim. Não ponhas as golas assado.
Hoje foi o ponto final!
- Mãe - disse a CN - estás sempre a dizer que devo ser mais confiante... eu QUERO por as golas assim. É o MEU estilo. Podes não gostar... mas é o MEU estilo.
fiquei a olhar para aquele serzinho... tão grande nessa altura. olhos nos olhos (como só ele faz)
- Claro, meu amor! Tens TODA a razão. Faz como quiseres.
Provavelmente pela primeira vez na vida desta Cria vi-o mirar-se. Vi-o olhar para o espelho e VER-SE. Deste lado... daquele lado. Pos as duas golas para dentro à frente e repuxou-as para fora atrás. (blaaaarhh!!) Penteou o cabelo em risco ao meio (duploblaaaargh!!!) e sorriu.
- Que tal, mãe?
- Fantástico, filho!
- A sério?
- Fantástico, filho. A mãe esquece-se que já não és pequenino, pequenino. Já és um homenzinho...
(sorriso, abraço e beijo)
- Mas sou o TEU homenzinho.
Monday, 12 May 2008
Que notícias?
Dava conta de um pequeno reino (nem fixei o nome) que, por ordem do monarca absoluto iria passar, por vontade própia, e devolvendo o poder ao povo, para uma monarquia parlamentar de inspiração britânica.
Falei na aula e ninguém sabia da história, ou pelo menos, de que Nação se trataria...
Uma pesquisa aqui, uma pesquisa ali... e voilá(!) encontrei.
Chama-se Butão o referido país.
Tirando as várias ingenuidades que me são características e tal... deixo aqui algumas coisas que me interessaram verdadeiramente, passando esta Verde a ser fortemente "torcedora" de que esta pequena Nação "se dê bem" e que este processo estabeleça e concretize bons princípios, boas acções, realizados e realizáveis por boas instituições.
Vejam aqui o relatório da CIA deste país: Butão
Aqui encontram o draft da Constituição que irá a referendo: Draft
Transcrevo uma passagem que me pareceu extremamente interessante:
In December 2006, the King abdicated the throne to his son, Jigme Khesar Namgyel
NGCHUCK, in order to give him experience as head of state before the democratic
transition.
Não será um processo fácil. É uma Nação pobre, completamente "enclausurada", com parcos recursos naturais, imensos problemas com os refugiados, relações complicadas com a Índia, analfabetismo...
Mas tomem algum tempo para ler a proposta de constituição...
E vigiemos este processo que, pelo menos em teoria, é, quanto a mim, fantástico.
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Se estiver a ser estupidamente naif e me estiver a escapar um qualquer detalhe fundamental... sintam-se livres de aqui dizer!!
Uma boa semana
Friday, 9 May 2008
Como?
Depois fico surpreendida por me surpreender...
O governo de Myanmar impede Ajuda Internacional com desculpas e entraves legais, recusando a entrada de um avião do Qatar.
Demonstrará inocência, parvoíce ou ignorância da minha parte… ter ficado surpreendida?
Talvez! Muito provavelmente!
Recordo e parafraseio uma professora fantástica. É fantástico viver numa época em que se vê um interesse global, mundial, interveniente na prossecução de ideais democráticos; na consolidação, para alguns, e instauração, para muitos de sistemas de responsabilização democrática, igualdade de oportunidades, separação de poderes.
Parece ser fantástico reparar na evolução, antes de mais, de uma consciência para a democratização, para a protecção inequívoca de direitos, liberdades e garantias, para a consumação de que estes valores são intrínsecos, iniludíveis.
Poderemos concordar. Ou não.
Eu, optimista por definição e pessimista por experiência fico dividida. Fico baralhada. E, por isso, fico muitas vezes calada por aqui em relação a estes assuntos. Não porque não pense no assunto. Não porque não me importe. Mas porque me parece difícil encadear as ideias.
Por um lado tendo a concordar com a Professora. Parece ganhar substância de uma consciência global atenta às individualidades. Não precisa o mundo de ser um enorme hambúrguer ou almôndega, carne picada, para que tenhamos igualdade. Podemos ser iguais, diferentes, mas nunca, nunca mais iguais que os outros. Ponto assente… certo?
Por outro lado também parece fantástico a noção da diplomacia. Conversar, dialogar, expor, "reasoning" (falta-me a palavra.)
E por fim, a noção mundial de que a nossa liberdade não acaba onde começa a dos outros, no parâmetro de sermos todos responsáveis uns pelos outros, de que seremos atingidos na nossa humanidade sempre que alguém, e não apenas o "nosso" não frua em completo dos tão amados direitos, liberdades e garantias.
Por contraposição aparecem estas nódoas insistentes, perduráveis, horríveis e horripilantes de despotismo, tirania, desconsideração.
Quando alguém avoca o poder de recusar o mais básico dos direitos apenas porque sim… como conversar? Como dialogar? Este alguém não falará a mesma língua, esta aqui em cima referida, esta até aqui exposta neste post.
E se não falam a mesma língua, como comunicar?
Vem à memória a tutela privada. A capacidade de alguém exercer meios privados de garantia a um direito ofendido ou em risco de. Parece ser a legitimação ostentada na intervenção EUA/Iraque.
E a dúvida permanece.
Será Alguém, a nível internacional, habilitado a invocar essa tutela privada? As nações não deverão aparecer, neste nível, como personalidades munidas de igualdade de direito e perante o direito?
Questões à parte, teorias ao largo, coração apertado.
As mães de Myanmar são mães. Os filhos que lhes morrem nos braços são filhos. PONTO
E isto, porque SIM, chega para este meu post de hoje declarar incondicional e unilateralmente a discordância total da posição do "governo" da nação Myanmar (é propositado, ainda que ofensivo, as aspas e a inicial minúscula!)
Deixo o meu grito… o meu apelo de que não só a ajuda premente chegue mas também de que se concretize a…
Nação de Myanmar.
Thursday, 8 May 2008
Desculpem lá.... mas lembrei-me desta hoje!
Wednesday, 7 May 2008
Lord F. e outras coisas
O Lord F. não é um gato. É um animal selvagem tipo chita ou qualquer coisa parecida!
Onde, my God, mas onde vai aquela coisinha tããããããão pequena buscar tanta energia?????
Não é de esperar que tardias horas da noite, Nocas e F. (des)cansados no sofazito a carpir o dia sejam literalmente abalroados por piruetas, correrias, subidas e descidas. E, como não lhe ligamos assim tanto, lá vem ele, qual cão... (cão, sim, porque não me lembro dos gatos fazerem isso!) com o seu companheiro El Rato na boca, estrategicamente depositado no nosso colo (ontem foi a vez do F.) e olhos inquisidores "mas-porque-é-que-é-que-não-brincas-comigo-oh-pá-desculpa-Senhor-pá-que-eu-sou-muito-lindo-e-bem-educado".
Ontem institui que cada uma das Crias deveria brincar 10 minutos seguidos com o Lord.
Confirmaram-me, à noite, que o tinham feito. NA mesma como a lesma, ou vespa, ou tigre, neste caso!
Não haverá por aí uma daquelas rodas tipo hamster onde eu possa colocar ilustre felino para correr??? Não?? Ok, ok, era só para saber.
______________________________
NV - mas porque é que estás sempre a perguntar as coisas? Não vês para o quadro?
Colega pitosga - Não... sabes, vejo um bocadinho mal.
NV - Xi!!! A sério!! Nem a propósito! Conheço um médico muito bom!
Colega "Hã" - Hãããããããããããããããã??? A sério, diz lá o nome... (começa a escrever)
NV - epá, agora não me lembro muito bem do nome! (procuro na memória) termina em -ista- ou -gista-... e começa por -ifte- ou -ofto- qualquer coisa assim... aftolmelogista... epá... não me lembro bem!!! (suspiro) Inventou assim uma coisa que se põe à frente dos olhos e a malta, zás, fica a ver bem!
Colega pitosga (rindo) - Tens razão, NV, tenho mesmo que o consultar!
(muito tempo depois)
Colega Hã (de caderno e caneta em punho)- NV, já te lembraste do nome do médico?
Tuesday, 6 May 2008
Estatísticas
... os restantes atravessam todos os dias a Ponte 25 de Abril... e estão à espera que eu saia de casa para me seguirem!!!!
Um quarto dos portugueses nunca usou preservativo
... felizmente nunca os encontrei num quarto (chalaça parva)
__________________________________
Agora a sério...
Desconfio das duas sondagens...
Já aqui disse o que pensava de estatísticas e sondagens.
Não encontrei consenso no número total de tugas. Uns por aqui afirmam que seremos 10.000.000 em Portugal, outros que seremos aquele número contando os portugueses de nacionalidade, não só os portugueses habitantes em Portugal. Mas aquela sondagem evidencia que teremos metade, metade dos portugueses a abandonarem o nosso território. Parece-me exagerado. Desculpem lá se não concordam.
Detenho-me no porquê, a ser verdade, desse abandono.
Não poderá, como em tudo, haver generalizações, mas porque procuram os portugueses "vida melhor" noutros cantos? Não sei. Também tive essa vontade. Nunca avancei porque era sempre contraposta pelo prazer de viver no meu país. Pelo quase sentido de dever de contribuir activamente para a melhoria das condições deste nosso Jardim. Perfeito? não Melhor? em certas coisas sim, em certas coisas não. Mas faço minhas as palavras duma fantástica professora que tenho, portuguesa orgulhosa e habitante do mundo. Dizia do orgulho que sentia em habitar a Terra neste Tempo, Portugal nesta Época.
É evidente que teremos muito a fazer.
Mas por mim, e apenas por mim... e apenas por agora. Direi que fico por aqui "deste lado" a lutar com o meu singelo contributo para fazer deste Portugal um Jardim melhor.
__________________________________ (vai longa esta coisa!!)
Tantos? Que não usam, que não têm qualquer receio, que não se preocupam... que nunca fizeram o teste??????????
Somos um país de monogâmicos? humpf... inclino-me mais para o país do é-com-muito-prazer-que-te-indromino-quando-me-fazes-estas-perguntas-parvas
Umas continhas.
Seremos 10.000.000 em Portugal
50% abalou
Restam 5.000.000
Fizeram 3.643 inquéritos.
Isto é 0,07286% da malta (considerando que tiveram o cuidado de só entrevistar portugueses mesmo)
Isto é representativo.................................................................... onde????????????
Monday, 5 May 2008
O que muda com a maternidade...
Apanhámos o belo do cacilheiro e depois o comboio.
Alguma fila e ... começou!
Diga-se que tinha comigo 3 crianças (as minhas crias mais um amigo) e era a única "adulta".
E o medo? Qual medo, perguntam? O MEU medo. O meu TERROR... bem disfarçado em versão brincadeira, risos, piadas, entrecortados com "não se mexam tanto" e "isto abana".
As 3 crias divertiram-se, pois claro. E até recebi um "mãe, consegues imitar o medo muito bem!" ou "a tua mãe é buéda divertida"
No fim a CN (mais uma vez... onde vai a Cria descobrir estas coisas?...) dá-me um aperto de mão e segreda-me "já passou, mãe". glup
E depois disto tento ver no que e em como mudei.
Do que não tinha medo:
1 - Montanhas russas e "monstros" assim - Feira Popular era uma brincadeira de criança. Literalmente. Comecei a ir muito cedo, com o pai, que tinha um orgulho mal disfarçado em ir comigo a estas coisas. Com os casais amigos eu era quase sempre a única criança que os acompanhava nas "montanhas grandes". O único aviso era "não se assustem. ela grita um bocadito" (o pai era muito simpático no "bocadito"). hihihih. gritava desalmadamente... mas continuava vezes sem conta.
Uma vez, quando namorava com o F., fomos a uma dessas coisas numa daquelas feiras de Verão. Digo só que gritei tanto que o funcionário parou a "coisa" a meio com receio. O F. lá explicou que eu "era mesmo assim"...
2 - Nadar para longe, muito longe.. fora de pé
Do que tinha medo:
3 - Grutas - Excursão familiar às grutas de Mira d'Aire. Seguro na mão do pai e tento o mais que posso, aguento e aguento até não conseguir mais. Peço para sair. "só cá estamos há cinco minutos". "não consigo, paizinho". e abandonamos as grutas aguardando a mãe cá fora.
4 - Trovoada - terror, terror! Era dito e certo que em noite de trovoada eu dormia na cama parental, ou o pai dormia (não dormia, claro...) na minha.
E agora?
1 - Vou, pois claro, com as Crias. Mas disfarço o meu medo.
2 - Não faço. Mesmo quando o F. fica com as Crias assaltam-me ideias de banheiros a socorrerem-me com as Crias a presenciarem tudo...
3 - Ahm... ainda tenho. Excursão familiar às Grutas, dia 2 ou 3 de Janeiro. Vou de t-shirt. Faço o percurso todo com brincadeiras, "ligeira" e descontraída. O guia dá-me os parabéns no fim com um piscar de olhos treinados em descobrir receios (leia-se terror). Depois de sair sentei-me numa pedra. fumei quase 3 cigarros seguidos. "Deixem a mãe descançar um bocadinho. O coração teve que dar uma volta muito grande e ainda não chegou..."
4 - Não. Não tenho. Nenhum. Mais uma vez brinco com as Crias às fotografias. Aviso-os do que fazer em caso de trovoada ao ar livre mas com tranquilidade verdadeira.
Conclusão?
Não sei. Digam os meninos de V. justiça.
Uma boa semana para todos... e paciência. O próximo feriado é só dia 22... xiiiii!
Friday, 2 May 2008
Wednesday, 30 April 2008
O nosso espelho
Que características decidem termos, ou não, boa imagem própria?
Não sei.
Olho para o meu passado e tento encontrar o ponto de mudança... como é que uma criança mimada, amada e vaidosa se transforma numa pré-adolescente temerosa, tímida e envergonhada?
Não sei.
As minhas crias são, como já tenho aqui dito, muito diferentes.
A Mais Velha é confiante. Tem a firme convicção de ser melhor que os outros, mais esperta que os outros, mais inteligente. Consegue ver e catalogar as suas fraquezas e utiliza uma defesa até agora bastante eficaz: se não consegue fazer qualquer coisa, não faz e não gosta.
A Mais Nova não é assim. Parece ser influenciável e precisar da aceitação dos outros para tabelar o seu sucesso e imagem.
Posso afirmar com toda a certeza que nunca ouviram as minhas crias as palavras "não prestas", "não consegues" ou coisas do tipo... da nossa parte (leia-se pais)
E no entanto a Cria Mais Nova despeja frases "não presto", "sou o mais tolinho", "sou burro"...
Onde foi a Cria buscar essas ideias?
Ao espelho. A CV demora a "mirar-se". Olha para os olhos, sorri, faz caretas e fica contente com o que vê. Reparo que a CN olha apenas o essencial. Olha mas não vê.
E aqui fica esta Verde sem saber o que fazer ou pensar. Dar confiança a um, estribar a de outro... exercícios complicados, não?
Apenas uma reflexão...
________________________________________
Bom feriado...
ps - aquelas leituras "horríveis" enquanto a minha "cafezinha" se deleitava com outras coisas... valeram a pena!
Tuesday, 29 April 2008
29 de Abril
Tinha 10 anos.
Até aí nunca tinha sequer imaginado nada disto. Era mais do tipo "bolas e pontapés", ou piões e berlindes.
Também ginástica. Aliás, a ginástica era a minha vida. Pratiquei desde muito, muito nova.
Porque era "afoita", atirava-me para os aparelhos e só tive uma queda. A primeira... e a última. Lembro-me de conversarem sobre o meu "jeito". A minha força, agilidade e ausência de medo. Lembro-me da sensação de voar entre as barras assimétricas, dos mortais, dos saltos na trave, do suor frio antes de entrar no tapete, de aguardar as decisões dos juízes.
E também era gabarolas.
Bill T JonesNum infortúnio daqueles que as crianças desobedientes têm, fiz um mortal em casa "só para mostrar à Alice como se fazia". Não fiz preparação, nem chamada (acho que era assim que se chamava) nem aquecimento.
Caí mal... muito mal. A Alice foi a correr chamar a mãe ao páteo, mas já não me lembro disso. Recordo os gritos da mãe e da sirene da ambulância.
No hospital o veredicto foi dado.
Lesão na coluna. "Foi uma sorte não teres ficado paralisada". Assim me vaticinou o simpático médico.
O meu treinador veio ver-me a casa. Chorámos os dois.
Trisha BrownPor ironia tornei-me péssima em Educação Física porque tinha terror de saltar no cavalo, mesmo que estivesse rentinho ao chão.
Com 10 anos foi-me detectado um desvio na coluna. Fiz fisioterapia, tratementos experimentais nuns consultórios medonhos, alguns apenas estúpidos, outros bastantes dolorosos. Tinha, por essa altura uma grande diferença no tamanho das pernas que me

provocada um "andar esquisito" e muitas dores ao fim do dia.
BejartUm médico em Santa Maria disse-me que a única coisa que poderia "eventualmente" resultar... sem ir à faca, seria o ballet.
- o quê????? nunca - disse eu.
- isso é pr'a meninas de cor de rosa.
Não levava (deusmelivre) sapatilhas nem maillot cor de rosa.
Mas aquilo... o bicho... isto que sinto... foi crescendo.
Pina Bauch
A solidão dos exercícios, a competição contínua não contra a outra, não para os juízes darem esta ou aquela nota, mas contra o nosso corpo.
- Coitada! Tem a ligeireza de um elefante... (ai ouvi, ouvi, senhores!)
Foi tudo construído. Pode até afirmar-se que foi tudo falso. Pois parece que nada do que consegui fazer me foi dado. Roubei tudo. Roubei ao meu corpo. Roubei às minhas refeições. Roubei ao meu sono. Roubei à minha imaginação.
E a dança ficou em mim. Ou eu nela. Não sei. Ainda não sei.
Quando a deixei definitivamente, 20 anos depois... quando peguei nas minhas sapatilhas (rosas) e as arrumei sabendo que não voltaria a pegar nelas...
Doeu.
Quem ama não chora. (procurem o livro... tem tudo a ver)
Pinto este post com alguns dos que me inspiram. Alguns belos seres, bailarinos, coreógrafos, artistas que fazem a arte valer a pena.
Já aqui afirmei, e hoje reafirmo, que acredito ser a Arte a Única grande coisa que nos separa dos animais.
Centro Cultural de Benfica
Por serem arte
O cheiro das tábuas, do linóleo, a luz que te ofusca.
As palmas.
Monday, 28 April 2008
Ditador...
É, aparentemente, desinteressada, ou direi antes, pouco interessada em questões assim "abstractas". Não leu, como a Cria Mais Velha, os apontamentos dos livros escolares sobre "esse dia"... não se interessa por "História" depois dos Reis. Ainda assim há uns quantos apontamentos divertidos nesta sua descoberta. Aspectos que só podiam vir desta Cria criada em liberdade, democracia (da porta para fora - claro está - que cá dentro quem manda são os pais...) e tudo o resto, bem como uma ideia romântica do tempo dos reis, com o seu sentido de honra, justiça, "a força da palavra", etc.
Estava a Verde a explicar os antecedentes quando menciono a palavra ditador.
- Sabes o que é um ditador? - quando lhe via uns olhos inquisidores
- Claro. São aqueles que fazem ditados...
(...)
Lá lhe explico o que é. É impossível, para já, esta cria perceber o que é viver num país sem poder de falar ou pensar ou expressar o que se pensa.
- Mas e as pessoas não liam jornais?
- Os jornais e as notícias eram controladas.
- Mas e os estrangeiros? Como as vezes fazem... vão ver as notícias aos canais estrangeiros...
- Não havia canais estrangeiros.
- E os livros?
- Só os permitidos.
(olhos esbugalhados)
Vem a palavra Ultramar
- O que é, mãe?
Independência, autonomia, autodeterminação... lá tentamos explicar o contexto para a guerra além mar
- Desculpa lá, mãe! Mas quando Afonso Henriques chegou aqui (com os braços "abraça" Portugal) esta terra não era dele! E ele lutou porque queria que isto fosse o Portugal (com bastante ênfase no "o"). Também quisemos o nosso país. Será que esse senhor não sabia história?
(...)
A história dos cravos nas espingardas é sempre deliciosa para uma criança... e esta não foi excepção.
- Cravos, mãe. Não balas? Nem de borracha?
- E saíram todos para a rua? à frente dos tanques? e se corresse mal? E andaste ao colo dos militares? E se um te roubasse?
(apenas uma pequena parte das imensas perguntas)
- Hoje somos livres, mãe. Livres para acharmos o que está mal. Para fazer melhor...
(...)
- Mãe?
- Porque não fazemos melhor?
Wednesday, 23 April 2008
As brancas
A mim já.
A pior, aquela que me traz recordações mais amargas foi por volta dos 13 anos. Não me alongarei com contextualizações que, com toda a certeza, provocaram a referida, mas certo dia, quando me deslocava da escola para a aula de ballet, por um caminho que fazia há já 3 anos, todos os dias, 3 vezes por dia... tive uma branca COMPLETA. Só me lembro da sensação de estar num sítio desconhecido. «o que faço aqui?» ou qualquer coisa do género... não sabia onde estava, porque ali estava, o meu nome, nada!
Lembro-me da sensação de susto, terror... e depois comecei a rir. Primeiro baixinho, depois uma gargalhada, depois muitas, muitas gargalhadas. Eram, evidentemente, gargalhadas nervosas. Lembro-me de saber qualquer coisa do tipo «eu faço este caminho todos os dias. eu conheço esta rua. mas como se chama? para onde vou?» e também cenas de filmes de amnésias apareciam em catadupa.
Que faz aqui a Verde? Começa a olhar para as pessoas à espera que alguém a reconhecesse. Mas nada. «parva» devo ter pensado «numa cidade ninguém conhece ninguém». Sentei-me num banco de uma paragem. Tirei a mala das costas e abri-a. Mexi nos cadernos, nos livros... nada. Olhei para o pulso. Tinha uma pulseira (soooooooo eighties) com uma balança e o meu nome...
...e o nome, coisa tão abstracta, que até detestava (principalmente pela história do porquê...) foi como uma senha mágica. Uma pequena roda dentada que, quando colocada no seu sítio põe em funcionamento toda a engrenagem. Lembrei-me de tudo!
Nunca falei disto aos meus pais. Até porque nunca mais aconteceu. Mas, apesar dos meus pequenos 13 anos, achei que aquilo seria um sinal muito amarelo do meu cérebro. «cuidado!»
(...)
Ontem aconteceu uma branca com alguém que me é muito querido... num teste, infelizmente.
Calma, amiga!
Aqui vão, via este lado, a minha compreensão e desejos de nunca mais acontecer.
beijos neurónicos para ti!
Um bom dia para todos...
Tuesday, 22 April 2008
Hoje é...Dia da Terra
pensamentos muito soltos
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This new conception of the world surfaced only in this century and transformed the relationship between humanity and nature, showing us that natural resources are finite and fragile.
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Gaia
Greek Goddess of Earth
Gaia, more frequently spelled Ge, was the Earth. She is rarely even referred to as a deity, she is more a power. What is. She was one of the firsts. Well, one of the firsts in some versions. There are actually a couple of different Creation myths, and not all of them include Gaia (I know, it shocked me, too). The original Greek Mythology (ie, pre-Classical) was was Pelasgian myth (the Pelasgians came to Greece from the Asia Minor 3,000 years before Hesiod). The Pelasgian creation story focuses on Eurynome, the Goddess of All Things. But you can go to the Myth Page on Eurynome's Creation Story if you want to learn more about that. Here, we will focus on Gaia. There are two parts: .
"First in my prayer, before all other deities,I call upon Gaia, Primeval Prophetess . . . The Greek great earth mother."~Aeschylus~
daqui
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O Lord, our Lord, whose glory is higher than the heavens, how noble is your name in all the earth!
You have made clear your strength even out of the mouths of babies at the breast, because of those who are against you; so that you may put to shame the cruel and violent man.
When I see your heavens, the work of your fingers, the moon and the stars, which you have put in their places;
What is man, that you keep him in mind? the son of man, that you take him into account?
For you have made him only a little lower than the gods, crowning him with glory and honour.
You have made him ruler over the works of your hands; you have put all things under his feet;
All sheep and oxen, and all the beasts of the field;
The birds of the air and the fish of the sea, and whatever goes through the deep waters of the seas.
O Lord, our Lord, how noble is your name in all the earth!
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E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações
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Visitem este belíssimos projectos
Borboletas - webcam com "nascimento" de borboletas ao vivo
Grifos - o grifinho já nasceu!!! aparece de vez em quando do lado direito do ecrã
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Por fim
Dicas úteis para ajudar... Gaia, Tellos ou Terra
Aventuras
Atravessava a Pedraria Branca onde lhe dava prazer sentir o fresco daqueles seixos brancos, branquinhos debaixo das suas patas. Subia ao Planalto das Cebolas onde se divertia com o ondular da superfície trémula. Subia frequentemente (quando Lady Nocas não via, claro) a Serra das Cores e do Perfume. Ah! A Serra das Cores e do Perfume. Alterava-se todos os dias, mudava de cor e textura. Tinha, por vezes, pequenos apêndices onde gostava de se prender e ficar pendurado. Outras vezes era enorme com inclinações, depressões e subidas agrestes. E de tantas cores! E o perfume? Sempre o mesmo. Sempre perfeito. Com reminiscências à sua mãe.
É verdade que Lady Nocas não gostava e até se zangava quando sabia da sua estadia ali. Mas Lady Granny, mãe da sua querida preceptora, deixava-o deambular por ali. Até colocou uma mantinha no topo da Serra das Cores e do Perfume para que Lord Faramir fizesse longas sestas sentido os raios de sol que lhe aqueciam o ser.
Perto, pertinho desta Serra ficava a Estalagem Comikala. Era onde se refastelava tranquilamente em longas comezainas, confortavelmente instalado no seu pequeno trono forrado a cetim.
Lady Nocas, sempre ela, combinou com o dono da estalagem dar-lhe apenas refeições saudáveis e água cristalina, mas sempre que se fazia acompanhar por Lady Granny ou por Sir Fiodor conseguia outros pequenos prazeres. Como é que Lady Nocas descobria sempre (sempre, sempre, percebem?) que o estalajadeiro não tinha cumprido as regras era um mistério para o pequeno Lord. Mas o mal (ou o bem) já estava digerido… mas tinha que ouvir as palavras duras da zangada Lady. O pequeno Lord ficava muito quieto de olhos baixos, bem como Sir Fiodor e Lady Granny, porque o pequeno Lord já tinha aprendido que quando Lady Nocas se zangava era para ficar quieto, quietinho e ouvir. Só ouvir. Até porque também tinha aprendido que no fim aparecia um beijo muito repuxado e um sussurro doce: "Prometi a sua mãe tomar conta de si. Fazer de si um Gato valente, saudável e espadaúdo." Lord Faramir achava que lhe descobria um sorriso mas mantinha os olhos baixos.
Certo dia descobriu a Planície Branca. Que seria aquilo? Chegou-se patinha ante patinha; cuidadoso, silencioso e cauteloso. Nunca tinha visto tal coisa. Uma longa extensão branquinha e pacífica. Parou à entrada. Olhou. Levantou o pequeno focinho para tentar perceber os cheiros que emanariam daquela planície. Não lhe pareceu errado. Decidiu percorrê-la. Era suave e um pouco engraçado. Percebeu que a Planície Branca era completamente constituída por aquilo que lhe pareceu pedrinhas brancas. Cheiravam bem. Pensou que se lembrava de sua mãe lhe ter explicado alguma coisa sobre umas "certas planícies feitas de pedrinhas" e para que serviam, mas não conseguiu lembrar-se do resto. Sentiu até um pequeno calafrio percorrer-lhe o pêlo sedoso acabadinho de cardar por Lady Nocas.
- Ora vejam lá! – Pensou para si – Se um Lord majestoso como eu irei ter medo de tão pacífica Planície!
Entrou com confiança pelos domínios dos, descobriu mais tarde, Serezinhos Brancos. O Sol continuava a brilhar. A Planície resplandecia sob os seus raios e ninguém à vista. Ninguém? Mesmo? Pareceu-lhe ouvir qualquer coisa. Virou-se de repente mas não vislumbrou nada. Tudo calmo. Tudo imóvel. Estaria? Continuou. Teve certeza depois. Uma coisa, alguma coisa tinha-se mexido! Ficou atento, imóvel.
E depois aconteceu. De todo o lado, por todo o lado, os Serezinhos Brancos ergueram-se, confiantes no seu número e tomaram de assalto o pequeno Lord!
Lord Faramir combateu audazmente, lutando com este que lhe subia pelas pernas, empurrando aquele que lhe saltava para a cabeça. Mas eram tantos, por Deus, tantos! O pelo sedoso irisou-se, as unhas (nem sabia que podiam fazê-lo) saíram afiadas, bramiu-as, desferindo golpes que aniquilavam aqueles seres impiedosos, mas estes continuavam o seu ataque violento! Mas que guerra!
Conseguiria o aflito Lord escapar?
Desejou pedir ajuda, tentou gritar por socorro mas tinha já a boca tapada por aquelas criaturas abomináveis.
- Socorro! – Conseguiu dizer. Olhou para os lados da Serra das Cores e do Perfume e pareceu-lhe vislumbrar alguém. Já completamente coberto, prestes a ser provavelmente engolido pelos Serezinhos Brancos, teve a certeza de que se aproximava alguém.
- Socorro! – Mais uma vez…
Era Lady Nocas, a sua querida, corajosa salvadora. Conseguiria ela vê-lo? Saberia ela que ele ali estava, à mercê de tanto doesto?
Viu que se aproximava! Vinha salvá-lo! Já lhe ouvia os passos. Redobrou os ataques para se libertar dos imensuráveis vilões, certo que a ajuda se apropinquava.
- Lord Faramir! – Gritou Lady Nocas! – Abarbe um pouco mais!
Tempos depois, nos seus aposentos, deliciava-se com afagos da Lady enquanto lhe transmitia a aventura. Mas não a terminou. Adormeceu e sonhou. Sonhou que lhe aparecia sua mãe, Lady White, com o seu pelo branco sedoso
- Lembrai-vos, pequeno Lord, deste aviso. Das Planícies dos Serezinhos Brancos, tão aparentemente cálidas, tão enganosamente pacíficas sobrevêm inúmeros perigos. São habitados por perigosas e vis criaturas que vos tomarão de assalto se incautos forem. Dar-vos-ei o segredo para derrotar tais vilões. Aqui vos coloco (apontou para o fundo da sua barriguinhas branca) o Líquido Mágico. Ele é poderoso e, uma vez usado, deverá ser espalhado de maneira veemente por toda a planície. Ele enfeitiçá-los-á num torpor imenso.
E assim fez logo que pode.
E a Planície Branca dos Serezinhos Brancos ficou para sempre enfeitiçada e calma.
Monday, 21 April 2008
Esclarecimentos e outras coisas!
Acabei por colocar aquela não porque não gostasse da série... quase não me lembro dela mas tenho a ideia de ser brilhante.
a razão de a colocar?
A parvoice do que fizemos por aqui... por razões já apontadas não especificarei muito mais, mas parece-me altamente ridículo a importação de coisas que, não sendo nossas, são, acima de tudo, muito americanas. O culto da família institucional, a falsidade dos actos, a imposição de ritos... como a casual friday!!! (não que o tenham imposto por aqui... ainda)
Trabalho é trabalho
conhaque é conhaque
Tento explicar melhor...
Trabalhei durante algum tempo como ajudante de cozinha num hospital... ai sim, sim! e Não me envergonho de tal. E tem lugar no meu CV.
Gostei? NÃO!
Era interessante? NÃO!
Era bem pago, pelo menos? NÃO!
Mas fui sempre assídua, pontual, interessada. Fiquei muitas vezes para além da hora porque era preciso. Não reclamei, nem muitas vezes as indiquei na folha de ponto.
O último turno tinha ordem para sair antes da hora, desde que tudo estivesse lavado e arrumado. Fiquei muitas vezes para além da hora simplesmente para ajudar a colega que assim sairia mais cedo.
Em dias de festividades no hospital era comum ficar MUITA loiça. Como não tinha filhos nessa altura, voluntariei-me muitas vezes para ficar no último turno, bem como para fazer a noite de Natal e de Ano Novo.
Nesse ano eu e F. passámos a noite de Natal a caminho de casa e a noite de Ano Novo no barco, também a caminho de casa. Não me importei.
Isto tudo para explicar que, para mim, gostar ou não do trabalho não é equivalente, consequente nem necessário para se fazer um trabalho profissional e interessado.
É evidente que quando trabalhei no emprego dos meus sonhos... como bailarina... o prazer retirado da minha actividade era MUITO maior. É claro que era! Os sacrifícios, as dores, a fome (!), os chefes, as vicissitudes? Suportavam-se. Visto agora, não custavam menos que aquilo dito ali em cima. A recompensa? Estava a cumprir o MEU sonho! Em cima do palco tudo desaparecia, garanto-vos. Em cima do palco eu era A pessoa mais feliz do mundo. Não me doía nada e fui não poucas vezes elogiada, não pela execução técnica (que nunca foi brilhante), mas pela minha serenidade e absoluta felicidade que demonstrei sempre. Levei sempre a minha personagem ao limite.
Alongo-me.
Estava já gravida da CN quando dancei pelas últimas vezes. A nossa directora técnica decidiu (e bem) que em vez de tentar esconder a barriga deveria assumi-la atando um lenço na redonda "coisa". Ficava bem giro. (suspiro) No fim de uma certa actuação o director do teatro veio agradecer-me de lágrimas nos olhos. Encurtando, achei engraçado as imensas histórias que ele retirou da minha dança e chamou-me a "bela embaraçada" (com sotaque galego...)
Tento terminar.
Insistir na mentira e "obrigar" o funcionário a mostrar a sua "felicidade", endeusar o "espírito corporativo" não leva a nada.
Serei sempre uma funcionária dedicada, ainda que já ninguém me chame "bela embaraçada" com o sotaque que for.
Mas o que me atrai mais no ridículo é, e regressando à escolha, como as fotos empresariais acabam por revelar aquilo que eu sinto. Sou funcionária, mas sinto-me empregada. Visto a camisola, dedico-me, esforço-me, empenho-me, mas sinto-me como "aquela do lado direito" que "limpa sanitas" com os patroinhos sentados em posse de reis.
Adeus. Vou ali limpar uma sanita.
Thursday, 17 April 2008
... e ainda!
Cansada
S., hoje não tens nada de jeito (caso nos outros dias houvesse) deste lado.
No "outro"(=conta) despejei todos os meus argumentos e inspiração.
Para quando(!) um decreto lei que impeça as pessoas burras e... como dizer... burras de terem direito a falar? hum?
Eu sei, eu sei, elitista, blá blá quem és tu para te consideres mais esperta, rnhó rnhó!! hupmf!
Eu sou apenas menos burra... lol (lol, mas pequeno porque não me apetece rir)
Burras porque se arrogam direitos que ninguém lhes deu.
Burras porque se põem a cagar postas de pescada de coisas que não sabem - apenas copiam (e isto é verdade)
Burras porque se armam em "bosses" e déspotas e fazem jogos de poder para esconder, quiçá, vidas miseráveis ou solitárias.
Burras porque batem com a mão no peito "Ai meu Deus" e depois desprezam e menosprezam tudo e todos que não se encontrem ao "seu nível".
Burras porque insistem em fazerem-se de desgraçadinhas, como se todo o mundo lhes devesse e ninguém pagasse e ainda por cima fazem questão de nos impingir, se incautos estivermos, com história estúpidas de fazer corar uma qualquer novela da TVI.
Burras porque trabalham até tarde (só elas coitadinhas!) e "porque agora tens que aturar a minha neura"
Burras porque perdem a razão (e muita) que tinham e começam a dizer disparates que, caso fossem ditas por um jovem, era mal educado, uma criança, levava um tabefe, um idoso era senilidade, mas porque é adulta (whatever that means...) e ainda por cima """"contestatária""" (reparem no número de aspas que coloquei) diz e grita e esbraceja.
Burras porque dizem tudo nos lados e pelos lados e não respondem directamente.
Burras porque se sujeitam a uma outra burra cuja lealdade não merece, com um serventilismo e subserviência que não querem nem precisam.
Burras porque sim!!!
Nota burra - Burra é pessoa, não é necessariamente um homem ou uma mulher
E não são todos a mesma pessoa. Eu é que tive azar ontem e apanhei-os todos. Adeus
humpf!
Wednesday, 16 April 2008
Muito rapidamente
Mesmo em situações normais (deve ser só comigo, é claro!) o tempo é curto.
Mas como nunca os vejo à noite (quando chego estão invariavelmente a dormir) é durante aqueles minutos que estamos juntos de manhã que me contam e perguntam tudo! TUDO, ouviram?
O som melodioso de duas crias a falar em díssono, estereofonicamente é assim, como dizer, exasperantemente divertido e deliciososamente cansativo.
Posto isto, dizia hoje a Cria Mais Nova (CV para os incautos):
-Tenho uma dúvida, Mãe (suspiro) Mãe, - todas as frases, é bom que se diga, são repletas de muitos «mãe», «mamã», «mãezinha», «'tás a ouvir» - já reparaste que se for meninos e meninas diz-se sempre "eles"? Porquê?
- Porque decidiram que seria assim. Não inventaram uma terceira forma.
- Mas, mãe, quem decidiu?
- Ah... os homens acho eu.
- Não compreendo. E se forem mais meninas que meninos?
- Podem estar mil meninas e um menino... passa automaticamente a "eles".
- É injusto. É como se as meninas não existissem. Não concordo. (pausa para pensamento) Tenho uma ideia. Dizemos "éles" (abrindo o "e")...
- Como?
- Então, mãe! "É" de "élas". "les" de "eles".
- E porque não "êlas"? (fechando o "ê").
- oh, mãe?!!! as meninas vêem sempre primeiro!!!
(a baba inundou tudo.
Já disse à vizinha que me enviasse a conta dos electrodésticos avariados... porque a baba NÃO PÁRA!!!)
os meus cavalheiros estarão a tornar-se mesmo cavalheiros? haverá esperança na próxima geração?
Eu acredito que sim.
Tuesday, 15 April 2008
Olhos Castanhos - 2
- Espalhados, 'vó?
- Espalhados porque já não viviam comigo.
- Casaram?
- Não,… não sei. Foram-se embora. Fugiram à pobreza. Fugiram aos meus pais. Como eu fiz.
- Oh, 'vó! Que triste!
Olho-te. Os teus olhos são iguaizinhos aos de uma certa menina que eu fui.
- Não foi triste partir… foi triste ficar tanto tempo. – deitas a cabeça nos meus joelhos. És a primeira pessoa a quem eu conto isto.
- Não te esqueças do que te vou contar.
- E porquê, 'vó?
- Porque o esquecimento faz-nos repetir os erros. Se aprenderes com os meus, pode ser que não tenhas que sofrer tanto.
Baixaste os olhos. Aprende desde já, minha bisneta. Baixa os olhos sempre que quiseres esconder qualquer coisa. Baixa os olhos quando te zangares. Baixa os olhos quando engolires o orgulho, a raiva ou a inveja.
- Não consigo, 'vó. Não consigo aprender. Ainda ontem…
Pus-te os dedos nos lábios. Não quero que me contes. Não quero saber das vezes que esses meus olhos teus te provocaram castigos. E engoliste um suspiro.
- Porque saíste de casa? Não gostavas dos pais?
- Não gostava da miséria. Como te disse, éramos 9, mais os meus pais. Mas não tínhamos terra, nem animais, nem nada. Vivíamos de esmolas. O meu pai levava-nos para a beira da estrada pedir. Fiquei farta daquilo. Quando crescíamos, deixávamos de ter graça… já ninguém nos dava esmola. O remédio era roubar nas quintas ou servir. Fui para a beira da estrada e pedi que me levassem para Lisboa. Encontrei uma casa muito, muito bonita e pedi trabalho. E foi assim!
- Conta-me o resto, 'vó!
Beijo-te.
- Agora vamos dar de comer às meninas. Olha para elas…
As galinhas estavam displicentemente espalhadas pelo quintal. Quando 'Vó e bisneta se levantaram dos degrauzinhos que separava a casa do quintal as meninas souberam que era hora da paparoca.
'Vó e bisneta chamaram-nas e afagavam-nas enquanto despejavam a mistura nos comedouros.
Monday, 14 April 2008
Olhos Castanhos
Apelo


Friday, 11 April 2008
It's Friday, Thank God
First of all:
Caro condutor da carrinha La Cimbali:
As minhas sinceras desculpas pelo comportamento irresponsável que tive hoje. Foi sem querer... mas não devia ter acontecido.
Obrigada por não ter batido no meu já tão sofrido ExtraTerrestre
Depois:
Teoreticamente falando (gostas, S.??? hihihihi) o humor pode ser feito de várias maneiras.
Pelo quiproquo, pelo trocadilho, humor de situação, da palavra, contrarium sensu...
O quiproquo (as minhas desculpas porque já não me lembro se será assim a maneira correcta) é aquele humor que se baseia na confusão de personagens, ou mal entendidos. É muito utilizado nas comédias clássicas portuguesas. O fulano que se faz passar por outro e a confusão toda originada.
Trocadilho utiliza a palavra, jogos fonéticos, duplos sentidos
H de situação é o famoso palhaço. Charlot utilisou muito. Trapalhadas, quedas... a famosa tarte na cara.
H da palavra é a anedota por excelência.
Contrarium sensu é muito utilizado na revista portuguesa mas também no humor inglês. Desfazem (ou falam negativamente) da série ou peça em questão. "Já que isto não presta", percebido?
Fui clara?
(Só um pequeno relatório do que ainda me lembro das aulas de português... se houver incorrecções, fáxavôr de apontar!!!)
A anonimosidade (gosto desta palavra... existirá? don't know. don't care!) deste Lado está cada vez mais pequena. E será isso bom? Tornar-me-ei diferente agora que sei algumas das caras que me lêem?
Não sei. E nunca saberei. Só se se pudesse criar dois mundos paralelos. Um em que ninugém saberia quem sou e outro exactamente igual em que sim. Comparando os posts subsequentes...
Como não existem (ou caso existam ainda não comunicámos) continuarei a escrever.
Questão diferente é a pressão... como lidar com a pressão?
Os meus olhos (mudei de assunto, está bem?) Houve certas alturas que fui... digamos assim... penalizada pelos meus olhos.
(...) olhos castanhos, de encantos tamanhos são raios de luz (...) olhos bons com coração os teus castanhos leais (...)
Um adjectivo que este senhor não utillizou foi olhos castanhos "transparentes-vejo-tudo-nos-teus-olhos-mesmo-que-não-queiras-'tás-aqui-levas-uma-chapada-se-não-mudas-esse-olhar" mas também este adjectivo não é lá muito musical...
Eu que gostaria de ser enigmática, misteriosa, recatada... eu que até me calo (às vezes)... basta ......................................................................................... olhar!
Pior - parece que sou tão "transparente" que me dizem quando lêem que "é a tua cara"
É evidente que posso ver isso por outro prisma... que sou eu mesmo como sou em tudo o que sou faço olho escrevo digo penso... igual a mim mesma.
that's not bad, right?
Também engraçado é a percepção que os outros têem de mim.
Aquela que anda assim (não consigo desenhar o gesto mas é qualquer coisa como formiguinha tonta andando com passos pequenos rápidos e nervosos)
Este lado já se alongou. Vou acabar por agora.
Já aqui mencionei que não gostava de myself (past tense). Que ainda sofro de uma grande falta de confiança. Que ponho em causa tudo o que faço, como faço e porque faço. A imagem que tenho do que faço é, à priori, tão negativa que desconfio quando me elogiam. "não mereço" são as primeiras palavras que penso. Mas porque ainda sou nova (ai sou, sou!) tenho evoluído. Custa. Mas tenho evoluído.
Por fim, lembro agora mesmo uma definição de moi que alguém uma vez deu
És uma erva bravia. Não fazes ondas, não tens flores belas nem perfume fantástico, mas resistes... contra chuva, sol, vento, seca. Permaneces.
Bom fim de semana a todos!
Thursday, 10 April 2008
A música
"Livrei-me" de um rádio (nem sei o valor comercial da coisa mas isso não interessa para nada). E agora? Como enfrento as filas?
Fui buscar um mp3 que já não utilisava há algum tempo, apenas para ouvir qualquer coisa.
Bem!!!!
É que nem imaginam!!!
Então não é que estava CHEIO de música da colecção "50 anos da música portuguesa"?
E não é que aqui a Verde se pôs a cantar desalmadamente?
Por isso, caro Leitor:
Se se assustou com uns uivos alucinantes, não era o vento – era Eu!
Se ia muito bem na fila e viu uma fulana sozinha no carro a gesticular furiosamente, não era um ataque esquizofrénico nem um exame de abelhas assassinas em pleno ataque – era Eu!
Ahm… em relação ao ataque esquizofrénico… talvez não estivessem errados!
Nada como umas boas canções que até nos assustamos por ainda nos lembrarmos da letra, dos solos instrumentais e dos "ooh" dos coros para animar a ida para o matadouro, desculpem, trabalho!
Experimentem.
Um bom dia para todos!
Tuesday, 8 April 2008
Hoje!! Hoje!! Hoje!!
(This might be considered strange. The Green is blue? And the Blue? Will it ever be green?)
Ok, ok, não tem graça.
Mas também não me sinto com muita graça. A oficina prevê dificuldades no arranjo do #$%&$%. Não sabe se consegue fazer hoje. Não sabe se é barato... o mais certo é não ser.
E a Verde aqui está. Azul petróleo. Azul negro. A pensar quantos bilhetes de cinema, quantas refeições Mcdonaldescas ou quantas Telepizzas podia comprar com a batelada que me vai custar este arranjo.
No meio do petróleo sobressai uma palavra de sabedoria do senhor da oficina.
Farta, fartinha de ouvir
"pois. estavas a pedi-las. quem te manda deixar o rádio lá?"
(estas ditas com mais ou menos censura)
Ou verdadeiras frases de Razão Absoluta ditas à boca cheia. EU nunca deixo nada à vista. EU tenho sempre cuidado.
Como dizia, ao contar ao senhor da oficina disse logo de antemão. Eu sei, eu sei, estava a pedi-las. Quem me manda a mim deixar o rádio à vista?
- Nada disso, menina. Ninguém devia mexer. Mesmo que deixasse aberto. Era assim que devia ser.
Conforto de um Estranho. Compaixão de quem até tem a ganhar com estas "incidências". Compreensão do que deveria ser... ainda que nada seja.
(hihihihihih)
E depois o remate enquanto atravessávamos os dois uma Avenida da nossa cidade absolutamente caótica em hora de ponta (porque aqui a naba não conseguiu encontrar a oficina logo à primeira, porque tive que parar num sítio que EU não conseguia estacionar, porque tive que deixar o senhor da oficina estacionar), enquanto os carros paravam e nos deixavam passar
- Está a ver, está a ver? Quanto não vale andar ao lado de uma menina bonita. Até os carros param para me deixar passar.
The green is a little less blue and a little bit greener.
Have a nice day
Monday, 7 April 2008
Lord F. - A chegada
Neste dia em particular chegaram Lady Nocas e seus dois filhos: Cavaleiro Valentine Louro, o Sábio e Cavaleiro Nikoralai Moreno, o Intrépido. Sir Fiodor tinha partido numa demanda e só chegaria tarde desse dia.
Lady Nocas e seus Cavaleiros dirigiram-se à Mansão Wonderful Life onde os aguardavam Lady Ninikail e Lady Mizesky.
Após as saudações iniciais, e apesar dos Cavaleiros terem falhado redondamente nas regras de protocolo (situação que Lady Nocas esperou ter sido compreendida por tão respeitáveis Ladies, tendo em vista tão sublime e aguardado momento), dirigiram-se a Lady Luz.
- É o meu benjamim. Mas vejo que cuidarão bem dele!
- Pode ter a certeza, Lady! - respondeu o Cavaleiro Nikoralai.
- Fique descançada! - afirmou o Cavaleiro Valentine
Lady White e Lady Nocas olharam-se.
De mãe para mãe.
Lady White acenou com a cabeça.
- Pode ir buscar Lord Faramir aos aposentos dos infantes, Lady Luz.
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Os novos domínios de Lord Faramir pareciam enormes.
- Lady Nocas... isto é enorme!
- Verá, Lord Faramir... verá que brevemente dominará sobre todo este espaço. Verá que em breve se tornará pequeno.
O dia foi passado em plena brincadeira.
Lady Nocas, Cavaleiros e Lord Faramir percorreram os domínios do pequeno Lord, mostraram-lhe todos os recantos, montes, vales e aposentos.
Quando Sir Fiodor regressou da demanda ainda a brincadeira reinava.
Depois dos cumprimentos e vénias Lady Nocas declarou ser hora de dormir.
- Já vai longo o dia, cavalheiros. Retiremo-nos aos nossos aposentos.
Lord Faramir dirigiu-se aos portões.
- Gostava de regressar para ao pé de minha mãe, Lady White, por favor.
Ficaram todos tristes.
- Mas pensámos- começou Sir Fiodor - que Vossa mãe lhe tinha explicado. Estes são os vossos domínios agora, Lord Faramir. Foi-lhe destinado governar sobre esta humilde terra.
Lord Faramir olhou cada um individualmente. Suspirou. A mãe tinha de facto falado sobre isto. Que os humanos tinham a mania de tirar os gatos aos pais, enfiá-los num cesto estúpido e esperar que apenas servissem de bibelot... Disse também que havia outro tipo de humanos. Aqueles que gostam de gatos mas que os consideram tão individualistas e orgulhosos que não tentam sequer estabelecer contacto. A mãe tinha falado de um tipo raro de humanos. Aquele tipo que sabe o que os Gatos realmente são. Que não lhes dão nomes tipo Bichano, Mimi, Cacá e essas coisas. Que reconhece a grandiosidade de estirpe tão nobre.
- Minha mãe soube escolher, meus senhores. Sois gentis e simpáticos. Aceito ficar. Querida Lady Nocas, poderá levar-me até os meus aposentos para que descanse então?
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Olhem só
Na sexta-feira tive uma agradável surpresa ao sair das aulas e chegar perto do meu velhinho mas mui querido carrinho:
Alguém tinha feito o favor de me libertar do rádio e estragar a porta do meu Mazda
(não conseguem ver mas estou a ser irónica)
Pior, bem pior do que os danos materiais provocados é a sensação de terem entrado no MEU espaço... de terem mexido nas MINHAS coisas...
E talvez o mais hilariante de tudo terá sido o comentário tão português vindo de um querido funcionário da segurança
- Ainda bem que não lhe roubaram o carro...
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O fim de semana foi fantástico com tão nobre criatura nos meus humildes domínios... mas isso é outra história
Uma boa semana
Friday, 4 April 2008
A marcha para a Liberdade
Correcção:
Tive uma infância de alta riqueza, porque todas as semanas o pai dava-me um livro. Algumas vezes de banda desenhada (Tio Patinhas, Mónica, Marvel... valia tudo)... outras vezes mais um exemplar da Condessa de Ségur... outras uma pérola que considerava que deveria ler... "A Cabana do Pai Tomás" foi um deles...
mas nesse dia entregou-me um livro com mãos macias, tesouro escondido...
O pai adorava fazer ar de solene de vez em quando... e era de facto SOLENE
- Hoje é o aniversário da morte de uma pessoa muito importante.
(não havia net... nem canais temáticos... não sabia de quem falava)
- Este livro li-o em Angola... guardei-o escondido durante muito tempo... agora é teu.
Como calculam tive medo de receber esse livro
A marcha para a Liberdade
Comecei a lê-lo nesse dia
E fiquei a conhecer Martin Luther King
Lembro-me que há tempos (não tive o cuidado - grrrr - de esperar por tão grande data) para entregar a preciosidade à CV
Há net... há canais temáticos... já sabia quem era
Mas recordo da emoção nos olhos ao contar-me a sua interpretação dos factos.
- É um verdadeiro herói - disse
Gostei.
A propósito, ou talvez não, ou talvez não... a reportagem na SIC Notícias sobre o "secondlife"
- E eu lá quero uma second life? - CV - gosto tanto da primeira!...
E tudo vale a pena
ps- it's friday!!!
Amanhã o Lord F. vai para casa!!! É que nem fazem ideia da excitação que vai lá por casa!!!!
Bom fim de semana!
Thursday, 3 April 2008
Ver seres fantásticos
Wednesday, 2 April 2008
Encontrei-te
Usei-te durante um tempo para escrever os meus recantos, os meus "esqueletos" - aqueles que quero bem próximo de mim - as minhas angústias. E vi como eras.
Pensei em transcrever-te para aqui... mas, sabes que mais? Não penso que alguma vez o farei. Tu eras eu nessa altura. Eu era aquelas letras. Mas elas valem por estarem ali. Impuras e impensadas. Despejadas.
Gosto de te ler, mas por enquanto é só.
Monday, 31 March 2008
Disseram-me...
... que me tornei uma fulana de direita sem respeito pelas origens
... que tento ser o que não sou
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Estava muito bem no supermercado em plena negociata com a minha Cria Mais Nova
(à parte:
é cada vez mais delicioso falar e argumentar com elas!
Porque já têm opinião - que sempre tiveram, mas muitas vezes era um simples "porque quero" - porque conseguem debater-se e contrapor... porque lhes sinto respeito mesmo quando discordam de mim)
O negócio era: qual o gelado a levar!... tarefa importante, já que é comprado apenas um por mês e deverá ser do agrado de todos
Ela dizia isto eu dizia aquilo
De repente, vindo do nada uma "senhora" mete conversa com a Cria enquanto me pisca o olho
- A tua mãe é muito gira. Parece mesmo aquela actriz da telenovela... como é que se chama? - e deixa no ar um espaço imenso para preenchermos... espaço que não conseguiremos nunca preencher. Não vejo nenhuma - não, não é elitismo da minha parte... eu ainda sei a música TODA do "Roque Santeiro" e "Dancing Days" (?)... aquela "cheguei / prá conquistar o mundo / você / seduz e vai bem fundo..." hihihihih - mas não vemos, nenhum de nós... ficámos os dois com ar embasbacado, sorriso (disse o F.) igual nos 2 rostos do tipo "but what the..."
Eu ainda mais confusa porque não percebi se era um elogio ou uma "boca". E, deixem-me que vos diga... já que nos comparam com "alguém" sempre era proveitoso saber. A senhora afastou-se com um sorriso e novo piscar de olhos como se me tivesse contado uma anedota... tive vontade de lhe dizer que não via novelas, mas o F. parou-me.
- De certeza que era elogio... - adivinhando-me as palavras que subiam pela garganta.
Quanto à Cria Mais Nova, que me observava com olhos enormes - sempre atenta, aquela Cria, às minhas reacções... - deu-me a mão. Sem palavras beijou-me e disse baixinho. Não ligues...
Chiça!
Onde é que eu escrevi as minhas emoções todas para aquela coisinha me ler tão abertamente???????????????
Principalmente quando a Autora daquelas palavras lá em cima vieram de Quem me deveria conhecer... enfim!
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A Cria Mais Velha, pelo seu lado, é o cúmulo do gozo!!
Mordaz e irónica... rio enquanto me lembro da sua cara.
Algures por este fim-de-semana disse qualquer coisa como "eu sei que sou chata" ao que a Cria Mais Velha contrapõe "pois é" entre risos gozões. A Cria Mais Nova, nos seus inocentes anos diz prontamente
- Não és nada, mãe!!!! És bem gira até!
Thursday, 27 March 2008
Rodilha
???????
Felizmente não tinha amaciador nas mãos (lol)
Normalmente sentar-me-ía numa cadeira ou no sofá... puxaria a Cria para perto de mim e, com a voz mais doce que alguma mãe ou Cria já ouviu perguntar-lhe-ía de onde lhe tinha saído aquela ideia, insistiria numa explicação, entrelaçando abraços e beijos, explicaria por "A mais B" porque é que "deste lado da vida" não é lá muito conveniente andar a partir cabeças ou paredes ou qualquer outra coisa assim por-cá-dá-aquela-palha;
....
Está bem... confesso
Não tenho a voz mais doce
Não uso, quando falo com as Crias, a expressão "deste lado da vida"
As Crias não gostam de palha
...mas...
adiante
Isto seria no meu estado normal... aquele que certos "cafés" não gostam
(estou a abusar nas aspas, não acham?)
mas não estou nem ando (se é que alguma vez lá estive ou andei ou fui... devaneio outra vez!...) no meu estado normal
Não filtrei a linguagem, não filtrei a idade das Crias
- O QUÊ? Ouve, Cria, deste-me muito trabalho a parir para agora andares a partir-te por aí!...
silêncio
- Mãe? Não te zangues... mas eu posso ter dado muito trabalho a parir... mas, mãe, dás muito trabalho a aturar.
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Se eu tivesse alguma dignidade (que ficou cá em baixo por ter exposto este lado sombrio) acabaria o post de hoje aqui
Mas continuo
Com remorsos instantâneos e antevendo milhares de Euros gastos por aquela Cria em psicanálise porque a mãe lhe disse uma coisa daquelas e tal
segui-a
- Mano, não posso desmanchar a parede do castelo de Lego com a cabeça... temos que a desmanchar peça a peça
(mais tarde sussurra ao pai) - Pai, o que é parir?
hihihihihi
o F. que ESSE sim estava, não com o amaciador na mão, mas com um anzol por "empatar" (é mesmo esse o termo técnico) deixou cair a linha e quase que enfiava o dito por empatar na unha...
Fechei-me na casa de banho a rir enquanto o F. me chamava furiosamente
ps
Perguntam-se porque é que se chama rodilha???? Eu também... mas é uma palavras que gosto bastante
Desculpem lá este chorrilho mas vou ali rir
Monday, 24 March 2008
continuamos assim
Apenas... sei lá... anunciar o novo membro da família (ainda não chegou mas já tem nome e indicações muito precisas das Crias sobre a educação)...
Porque quero manter (o máximo possível) o anonimato apenas digo que será Lord F.
Se for menina, Lady L.
E, por causa de um antigo comentário que fiz ao blog cafezinho da "minha" amiga Once...
(minha entre aspas porque lhe tenho respeito e não me avoco o direito exclusivo .... hihihih)
Isto agora é só a descer até 2017... mas anime-se, Caro Leitor! Já só faltam Nove Anos!
Uma boa semana
PS
Antes que disparem uns parabéns sinceros ....... mas infundados
O novo membro da família, para quem não sabe... é um orgulhoso exemplar da família dos felinos!!!!!
Monday, 17 March 2008
Wednesday, 12 March 2008
Monday, 10 March 2008
It's been a while...
Tempo, ou a falta dele
Inspiração ou a imensa falta dela
De repente gritam-me ao ouvido o mantra da arte
a inspiração não tem nada a ver com nada
É apenas trabalho, trabalho, trabalho...
mas não sou artista portanto dou-me a estes ares de "desinspirada"
E o que tem acontecido?
Nada
Trabalho desinteressante, rotina normal
O que me traz aqui hoje são os imensuráveis mistérios da mente humana no geral... e das crianças em particular.
Ouvi alguém com ares de psicólogo afirmar que era importante para o "luto" falar no assunto.
E é isso que as minhas crias fazem talvez por instinto.
O próximo habitante deverá ser o oposto da M.
Não deverá ser comprado, porque a M. também foi salva da rua... também queremos salvar outro bebe das ruas
Já não vale a pena deixar ossos
A casa está silenciosa
Fizeste canja a mais, mãe. A M. já não pode comer.
Olha aquele caozinho na praia tão giro... parece a M.
E o sorriso aparece, terno, dolorido mas entendedor desta vida deste lado com as suas idas...
A CN era bastante mais ligada à M. que a CV. Na verdade fez de enfermeira, cuidou dela e percebeu antes de todos que estava na "hora".
A CV era mais distante, mais zelosa do seu espaço e pouco compreensiva às constantes reclamações de atenção da M.
- Em frente Mãe. Um dia de cada vez.
E, se não for por mais nada, e sabendo da crueldade da afirmação seguinte... a CV aprendeu a valorizar cada hora.
Vou ser mais compreensiva com o próximo habitante. Tenho pena de não ter ligado à M. e de ter reclamado tanto.
Thursday, 21 February 2008
Wednesday, 20 February 2008
Memórias
As memórias sensoriais são hilariantes! Cheiros que nos lembram qualquer coisa, algumas vezes nem conseguimos perceber porquê!
Houve uma altura que entrava numa estação de metro de Lisboa por volta das 6.30. O cheiro da estação lembrava-me o colégio onde andei na primária... um cheiro que me confortava, sem perceber bem como...
Pesquisei nos recônditos da minha memória... nas longas horas que tinha sozinha (e eram muitas e longas...) e consegui chegar lá... (risos)
A certa altura da minha infância tive um problema de certo modo incómodo e embaraçante... de natureza casadebanhística. (não preciso de entrar em detalhes, ok?)
Em frente!
Uma funcionária AMOROSA do colégio ajudava-me a, vá lá, "esconder" o problema utilisando para isso um produto que limpa, desinfecta e tira o cheiro (estou a corar...) afagava-me os cabelos e limpava-me as lágrimas com "vá, miúda... isso passa!"
Esse produto fantástico (na verdade é horrível, tóxico e perigoso) apagava as "provas do crime" e chama-se Criolina!!!
Esta memória "algo embaraçante" para demonstrar como as memórias são intrigantes...
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Depois do fantástico sucesso do meu desafio "Prista" (ironia) aqui lanço outro... busquem, caros bloggers, as memórias sensoriais e derramem para aqui o que vos aprover sobre este assunto! No rules.
Obrigada desde já!
Monday, 18 February 2008
Mais letras... não necessariamente da minha vida
Até que gosto da cantora... e desta música, mas hoje... nas três horas que passei no trânsito prestei atenção a esta letra e comecei a rir.
Em inglês pode ser considerado interessante, romântico e poético, mas passado para português...
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If You Were A Sailboat
Se fosses um barco à vela
If you're a cowboy I would trail you,
Se fosses um cowboy seguiria o teu rasto
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
Se fosses um pedaço de madeira pregar-te-ia ao chão
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
Se fosses um barco à vela velejar-te-ia até à costa
If you're a river I would swim you,
Se fosses um rio nadar-te-ia
If you're a house I would live in you all my days.
Se fosses uma casa viveria em ti todos os meus dias
If you're a preacher I'd begin to change my ways.
Se fosses um pregador mudaria a minha maneira de agir
Sometimes I believe in fate,
Às vezes eu acredito no destino
But the chances we create,
Mas os riscos que nós criamos
Always seem to ring more true.
Parecem sempre mais verdadeiros
You took a chance on loving me,
Tu arriscas-te amar-me
I took a chance on loving you.
Eu arrisquei amar-te
If I was in jail I know you'd spring me
Se eu estivesse na prisão eu sei que saltarias por mim
If I was a telephone you'd ring me all day long
Se eu fosse um telefone eu sei que telefonarias o dia todo
If was in pain I know you'd sing me soothing songs.
Se eu tivesse dores eu sei que me cantarias canções calmantes
If I was hungry you would feed me
Se eu tivesse fome tu alimentar-me-ias
If I was in darkness you would lead me to the light
Se eu estivesse na escuridão tu guiar-me-ias para a luz
If I was a book I know you'd read me every night
Se eu fosse um livro eu sei que me lerias noite dentro


