Thursday, 17 April 2008

Cansada

Parece ser constante, não?

S., hoje não tens nada de jeito (caso nos outros dias houvesse) deste lado.
No "outro"(=conta) despejei todos os meus argumentos e inspiração.

Para quando(!) um decreto lei que impeça as pessoas burras e... como dizer... burras de terem direito a falar? hum?

Eu sei, eu sei, elitista, blá blá quem és tu para te consideres mais esperta, rnhó rnhó!! hupmf!

Eu sou apenas menos burra... lol (lol, mas pequeno porque não me apetece rir)

Burras porque se arrogam direitos que ninguém lhes deu.
Burras porque se põem a cagar postas de pescada de coisas que não sabem - apenas copiam (e isto é verdade)
Burras porque se armam em "bosses" e déspotas e fazem jogos de poder para esconder, quiçá, vidas miseráveis ou solitárias.
Burras porque batem com a mão no peito "Ai meu Deus" e depois desprezam e menosprezam tudo e todos que não se encontrem ao "seu nível".
Burras porque insistem em fazerem-se de desgraçadinhas, como se todo o mundo lhes devesse e ninguém pagasse e ainda por cima fazem questão de nos impingir, se incautos estivermos, com história estúpidas de fazer corar uma qualquer novela da TVI.
Burras porque trabalham até tarde (só elas coitadinhas!) e "porque agora tens que aturar a minha neura"
Burras porque perdem a razão (e muita) que tinham e começam a dizer disparates que, caso fossem ditas por um jovem, era mal educado, uma criança, levava um tabefe, um idoso era senilidade, mas porque é adulta (whatever that means...) e ainda por cima """"contestatária""" (reparem no número de aspas que coloquei) diz e grita e esbraceja.
Burras porque dizem tudo nos lados e pelos lados e não respondem directamente.
Burras porque se sujeitam a uma outra burra cuja lealdade não merece, com um serventilismo e subserviência que não querem nem precisam.
Burras porque sim!!!

Nota burra - Burra é pessoa, não é necessariamente um homem ou uma mulher
E não são todos a mesma pessoa. Eu é que tive azar ontem e apanhei-os todos. Adeus
humpf!

Wednesday, 16 April 2008

Muito rapidamente

De manhã as coisas são agrestes...
Mesmo em situações normais (deve ser só comigo, é claro!) o tempo é curto.

Mas como nunca os vejo à noite (quando chego estão invariavelmente a dormir) é durante aqueles minutos que estamos juntos de manhã que me contam e perguntam tudo! TUDO, ouviram?

O som melodioso de duas crias a falar em díssono, estereofonicamente é assim, como dizer, exasperantemente divertido e deliciososamente cansativo.

Posto isto, dizia hoje a Cria Mais Nova (CV para os incautos):
-Tenho uma dúvida, Mãe (suspiro) Mãe, - todas as frases, é bom que se diga, são repletas de muitos «mãe», «mamã», «mãezinha», «'tás a ouvir» - já reparaste que se for meninos e meninas diz-se sempre "eles"? Porquê?

- Porque decidiram que seria assim. Não inventaram uma terceira forma.

- Mas, mãe, quem decidiu?

- Ah... os homens acho eu.

- Não compreendo. E se forem mais meninas que meninos?

- Podem estar mil meninas e um menino... passa automaticamente a "eles".

- É injusto. É como se as meninas não existissem. Não concordo. (pausa para pensamento) Tenho uma ideia. Dizemos "éles" (abrindo o "e")...

- Como?

- Então, mãe! "É" de "élas". "les" de "eles".

- E porque não "êlas"? (fechando o "ê").

- oh, mãe?!!! as meninas vêem sempre primeiro!!!

(a baba inundou tudo.
Já disse à vizinha que me enviasse a conta dos electrodésticos avariados... porque a baba NÃO PÁRA!!!)
os meus cavalheiros estarão a tornar-se mesmo cavalheiros? haverá esperança na próxima geração?

Eu acredito que sim.

Tuesday, 15 April 2008

Olhos Castanhos - 2

- Nasci numa casa com 9 irmãos… e mais alguns espalhados por aí.
- Espalhados, 'vó?
- Espalhados porque já não viviam comigo.
- Casaram?
- Não,… não sei. Foram-se embora. Fugiram à pobreza. Fugiram aos meus pais. Como eu fiz.
- Oh, 'vó! Que triste!

Olho-te. Os teus olhos são iguaizinhos aos de uma certa menina que eu fui.

- Não foi triste partir… foi triste ficar tanto tempo. – deitas a cabeça nos meus joelhos. És a primeira pessoa a quem eu conto isto.
- Não te esqueças do que te vou contar.
- E porquê, 'vó?
- Porque o esquecimento faz-nos repetir os erros. Se aprenderes com os meus, pode ser que não tenhas que sofrer tanto.

Baixaste os olhos. Aprende desde já, minha bisneta. Baixa os olhos sempre que quiseres esconder qualquer coisa. Baixa os olhos quando te zangares. Baixa os olhos quando engolires o orgulho, a raiva ou a inveja.

- Não consigo, 'vó. Não consigo aprender. Ainda ontem…

Pus-te os dedos nos lábios. Não quero que me contes. Não quero saber das vezes que esses meus olhos teus te provocaram castigos. E engoliste um suspiro.

- Porque saíste de casa? Não gostavas dos pais?
- Não gostava da miséria. Como te disse, éramos 9, mais os meus pais. Mas não tínhamos terra, nem animais, nem nada. Vivíamos de esmolas. O meu pai levava-nos para a beira da estrada pedir. Fiquei farta daquilo. Quando crescíamos, deixávamos de ter graça… já ninguém nos dava esmola. O remédio era roubar nas quintas ou servir. Fui para a beira da estrada e pedi que me levassem para Lisboa. Encontrei uma casa muito, muito bonita e pedi trabalho. E foi assim!

- Conta-me o resto, 'vó!

Beijo-te.

- Agora vamos dar de comer às meninas. Olha para elas…

As galinhas estavam displicentemente espalhadas pelo quintal. Quando 'Vó e bisneta se levantaram dos degrauzinhos que separava a casa do quintal as meninas souberam que era hora da paparoca.

'Vó e bisneta chamaram-nas e afagavam-nas enquanto despejavam a mistura nos comedouros.

Monday, 14 April 2008

Olhos Castanhos


A casa, ou melhor, o casarão, era enorme.


A partir do portão grande e belo virou à direita procurando a entrada de serviço. Viu um senhor com uma grande cesta de verduras enconstado a um gradeamento. Esperou que a criada viesse atender.


- Oh, Ti Manel! Como está?

- Dona Quinita, como está Vossemecê? Aqui estão as couves para a Senhora.


Continuaram a falar alegremente enquanto ela esperava meio escondida. De repente viram-na.

- Que queres tu daqui? - disse com voz rude o Ti Manel.

- Chega-te cá, miuda. - disse Dona Quinita.


Muito, muito a medo ela aprouximou-se. Sabia que estava suja e de roupa rasgada. Tinha fome e frio. Tentou sorrir, mas o sorriso não saía.


- Senhora, será que tem algum trabalho que uma mulher possa fazer? Vossa Mercê pode confiar em mim. Sou de confiança.


Dizia isto enquanto se aproximava de cabeça baixa.

- Afasta-te, malcheirosa! - vociferou Ti Manel - Oh, Dona Quinita, não confie nestas andrajosas! Vê-se logo o que querem. Roubar, é o que lhe digo! Roubar!


Olhou-o tentando esconder a amargura.

-Veja só, Dona Quinita... como me mata com o olhar!

- Cale-se, homem! Não vê que a garota está assustada? O que sabes fazer? Sabes cozinhar?

- ... não. Sou forte. Posso carregar o que quiser. Posso limpar os penicos (risos dos outros dois)... posso fazer o que quiser!


- É mesmo tonta esta! E tu lá achas que nesta casa se usa penicos? Achas que isto é a barraca de onde vens?

- Não, senhor! Achei que era o chiqueiro onde o senhor morava! - arrependeu-se. Baixou os olhos. Levou uma estalada do homem que a fez cair.

-Ti Manel, por Deus! - disse aflita D. Quinita.

Levantou-a e olharam-se. D. Quinita disse baixinho:

- Não digas mais nada. Afasta-te e espera este nhurro ir-se embora. - mais alto - Vai-te embora! Não tenho trabalho para ti!

Afastou-se. Depois de muita conversa Ti Manel afastou-se. Esperou que D. Quinita a procurasse com o olhar.

- Chega-te cá! Tens o lábio a deitar sangue.

Levou-a para os fundos da casa. Deu-lhe um pano molhado para limpar a ferida.

- Tens cá uma língua, tu!

Ela levantou os olhos.

- E também olhos malvados! - riu-se - ainda te dão desgostos esses olhos. - Queres trabalho? Posso deixar-te limpar o fogão e os penicos... Aqui chamam-se bordalosas... E um aviso. Fecha-me essa boca e baixa-me esses olhos. Como te chamas?

- Maria José.

Apelo




Pedido de ajuda que recebi














Se puderem ajudar...





Ou pelo menos encaminhem...


Olá, amigos e amigas. Sou um gatinho albino, de pêlo branco e olhos vermelhos, com uma manchinha preta, engraçada na cabeça. Infelizmente tenho um quisto na barriga e por isso fui posto na rua, porque o meu dono não quis ter nem trabalho nem despesa a tratar-me. Estou todo sujo, como podes ver pelas fotos, à entrada de um prédio em Massamá onde algumas pessoas têm pena de mim e me têm dado comida, água e até uma mantinha para eu dormir mais quentinho. Mas o que eu gostava mesmo era que alguém me levasse para a sua casinha para tratar de mim e não se importasse que eu esteja doente ou que seja albino. Sou muito meiguinho, estou sempre a dar turrinhas e prometo que se alguém me adoptar, vou sempre portar-me bem para mostrar a minha gratidão. É que a vida na rua não é nada fácil e tenho medo que alguém me possa fazer mal.





Por favor, se me quiseres adoptar, contacta a Raquel para o seguinte mail:










Se não puderes, então por favor, reencaminha este mail a quem achares que me pode ajudar.





Obrigada e muitas turrinhas!





Gatinho

Friday, 11 April 2008

It's Friday, Thank God

Tantas, tantas coisas que quero escrever!!!

First of all:

Caro condutor da carrinha La Cimbali:
As minhas sinceras desculpas pelo comportamento irresponsável que tive hoje. Foi sem querer... mas não devia ter acontecido.
Obrigada por não ter batido no meu já tão sofrido ExtraTerrestre

Depois:
Teoreticamente falando (gostas, S.??? hihihihi) o humor pode ser feito de várias maneiras.
Pelo quiproquo, pelo trocadilho, humor de situação, da palavra, contrarium sensu...
O quiproquo (as minhas desculpas porque já não me lembro se será assim a maneira correcta) é aquele humor que se baseia na confusão de personagens, ou mal entendidos. É muito utilizado nas comédias clássicas portuguesas. O fulano que se faz passar por outro e a confusão toda originada.
Trocadilho utiliza a palavra, jogos fonéticos, duplos sentidos
H de situação é o famoso palhaço. Charlot utilisou muito. Trapalhadas, quedas... a famosa tarte na cara.
H da palavra é a anedota por excelência.
Contrarium sensu é muito utilizado na revista portuguesa mas também no humor inglês. Desfazem (ou falam negativamente) da série ou peça em questão. "Já que isto não presta", percebido?
Fui clara?

(Só um pequeno relatório do que ainda me lembro das aulas de português... se houver incorrecções, fáxavôr de apontar!!!)

A anonimosidade (gosto desta palavra... existirá? don't know. don't care!) deste Lado está cada vez mais pequena. E será isso bom? Tornar-me-ei diferente agora que sei algumas das caras que me lêem?

Não sei. E nunca saberei. Só se se pudesse criar dois mundos paralelos. Um em que ninugém saberia quem sou e outro exactamente igual em que sim. Comparando os posts subsequentes...

Como não existem (ou caso existam ainda não comunicámos) continuarei a escrever.

Questão diferente é a pressão... como lidar com a pressão?

Os meus olhos (mudei de assunto, está bem?) Houve certas alturas que fui... digamos assim... penalizada pelos meus olhos.

(...) olhos castanhos, de encantos tamanhos são raios de luz (...) olhos bons com coração os teus castanhos leais (...)

Um adjectivo que este senhor não utillizou foi olhos castanhos "transparentes-vejo-tudo-nos-teus-olhos-mesmo-que-não-queiras-'tás-aqui-levas-uma-chapada-se-não-mudas-esse-olhar" mas também este adjectivo não é lá muito musical...

Eu que gostaria de ser enigmática, misteriosa, recatada... eu que até me calo (às vezes)... basta ......................................................................................... olhar!

Pior - parece que sou tão "transparente" que me dizem quando lêem que "é a tua cara"

É evidente que posso ver isso por outro prisma... que sou eu mesmo como sou em tudo o que sou faço olho escrevo digo penso... igual a mim mesma.
that's not bad, right?

Também engraçado é a percepção que os outros têem de mim.
Aquela que anda assim (não consigo desenhar o gesto mas é qualquer coisa como formiguinha tonta andando com passos pequenos rápidos e nervosos)

Este lado já se alongou. Vou acabar por agora.

Já aqui mencionei que não gostava de myself (past tense). Que ainda sofro de uma grande falta de confiança. Que ponho em causa tudo o que faço, como faço e porque faço. A imagem que tenho do que faço é, à priori, tão negativa que desconfio quando me elogiam. "não mereço" são as primeiras palavras que penso. Mas porque ainda sou nova (ai sou, sou!) tenho evoluído. Custa. Mas tenho evoluído.

Por fim, lembro agora mesmo uma definição de moi que alguém uma vez deu

És uma erva bravia. Não fazes ondas, não tens flores belas nem perfume fantástico, mas resistes... contra chuva, sol, vento, seca. Permaneces.

Bom fim de semana a todos!

Thursday, 10 April 2008

A música

Como sabem (ou não) o meu querido carrito foi assaltado.

"Livrei-me" de um rádio (nem sei o valor comercial da coisa mas isso não interessa para nada). E agora? Como enfrento as filas?

Fui buscar um mp3 que já não utilisava há algum tempo, apenas para ouvir qualquer coisa.

Bem!!!!

É que nem imaginam!!!
Então não é que estava CHEIO de música da colecção "50 anos da música portuguesa"?

E não é que aqui a Verde se pôs a cantar desalmadamente?

Por isso, caro Leitor:

Se se assustou com uns uivos alucinantes, não era o vento – era Eu!
Se ia muito bem na fila e viu uma fulana sozinha no carro a gesticular furiosamente, não era um ataque esquizofrénico nem um exame de abelhas assassinas em pleno ataque – era Eu!

Ahm… em relação ao ataque esquizofrénico… talvez não estivessem errados!

Nada como umas boas canções que até nos assustamos por ainda nos lembrarmos da letra, dos solos instrumentais e dos "ooh" dos coros para animar a ida para o matadouro, desculpem, trabalho!

Experimentem.

Um bom dia para todos!

Tuesday, 8 April 2008

Hoje!! Hoje!! Hoje!!

I'm blue

(This might be considered strange. The Green is blue? And the Blue? Will it ever be green?)

Ok, ok, não tem graça.

Mas também não me sinto com muita graça. A oficina prevê dificuldades no arranjo do #$%&$%. Não sabe se consegue fazer hoje. Não sabe se é barato... o mais certo é não ser.

E a Verde aqui está. Azul petróleo. Azul negro. A pensar quantos bilhetes de cinema, quantas refeições Mcdonaldescas ou quantas Telepizzas podia comprar com a batelada que me vai custar este arranjo.

No meio do petróleo sobressai uma palavra de sabedoria do senhor da oficina.

Farta, fartinha de ouvir
"pois. estavas a pedi-las. quem te manda deixar o rádio lá?"
(estas ditas com mais ou menos censura)
Ou verdadeiras frases de Razão Absoluta ditas à boca cheia. EU nunca deixo nada à vista. EU tenho sempre cuidado.

Como dizia, ao contar ao senhor da oficina disse logo de antemão. Eu sei, eu sei, estava a pedi-las. Quem me manda a mim deixar o rádio à vista?

- Nada disso, menina. Ninguém devia mexer. Mesmo que deixasse aberto. Era assim que devia ser.

Conforto de um Estranho. Compaixão de quem até tem a ganhar com estas "incidências". Compreensão do que deveria ser... ainda que nada seja.

(hihihihihih)
E depois o remate enquanto atravessávamos os dois uma Avenida da nossa cidade absolutamente caótica em hora de ponta (porque aqui a naba não conseguiu encontrar a oficina logo à primeira, porque tive que parar num sítio que EU não conseguia estacionar, porque tive que deixar o senhor da oficina estacionar), enquanto os carros paravam e nos deixavam passar

- Está a ver, está a ver? Quanto não vale andar ao lado de uma menina bonita. Até os carros param para me deixar passar.

The green is a little less blue and a little bit greener.

Have a nice day

Monday, 7 April 2008

Lord F. - A chegada

A vida tinha sido boa. A mãe, Princessa White, tinha cuidado estremosamente dos 6 rebentos. Lady Luz, a Cuidadora, colocou um belo recanto nos aposentos de Lady White onde nasceram, abriram os olhos e deram os primeiros passos.

Neste dia em particular chegaram Lady Nocas e seus dois filhos: Cavaleiro Valentine Louro, o Sábio e Cavaleiro Nikoralai Moreno, o Intrépido. Sir Fiodor tinha partido numa demanda e só chegaria tarde desse dia.

Lady Nocas e seus Cavaleiros dirigiram-se à Mansão Wonderful Life onde os aguardavam Lady Ninikail e Lady Mizesky.

Após as saudações iniciais, e apesar dos Cavaleiros terem falhado redondamente nas regras de protocolo (situação que Lady Nocas esperou ter sido compreendida por tão respeitáveis Ladies, tendo em vista tão sublime e aguardado momento), dirigiram-se a Lady Luz.

Lady White observou cuidadosamente a família e decidiu dar-lhes a guarda de Lord Faramir, o Guerreiro.

- É o meu benjamim. Mas vejo que cuidarão bem dele!

- Pode ter a certeza, Lady! - respondeu o Cavaleiro Nikoralai.
- Fique descançada! - afirmou o Cavaleiro Valentine

Lady White e Lady Nocas olharam-se.
De mãe para mãe.

Lady White acenou com a cabeça.
- Pode ir buscar Lord Faramir aos aposentos dos infantes, Lady Luz.
______________________________

Os novos domínios de Lord Faramir pareciam enormes.

- Lady Nocas... isto é enorme!

- Verá, Lord Faramir... verá que brevemente dominará sobre todo este espaço. Verá que em breve se tornará pequeno.

O dia foi passado em plena brincadeira.

Lady Nocas, Cavaleiros e Lord Faramir percorreram os domínios do pequeno Lord, mostraram-lhe todos os recantos, montes, vales e aposentos.

Quando Sir Fiodor regressou da demanda ainda a brincadeira reinava.

Depois dos cumprimentos e vénias Lady Nocas declarou ser hora de dormir.

- Já vai longo o dia, cavalheiros. Retiremo-nos aos nossos aposentos.

Lord Faramir dirigiu-se aos portões.
- Gostava de regressar para ao pé de minha mãe, Lady White, por favor.

Ficaram todos tristes.
- Mas pensámos- começou Sir Fiodor - que Vossa mãe lhe tinha explicado. Estes são os vossos domínios agora, Lord Faramir. Foi-lhe destinado governar sobre esta humilde terra.

Lord Faramir olhou cada um individualmente. Suspirou. A mãe tinha de facto falado sobre isto. Que os humanos tinham a mania de tirar os gatos aos pais, enfiá-los num cesto estúpido e esperar que apenas servissem de bibelot... Disse também que havia outro tipo de humanos. Aqueles que gostam de gatos mas que os consideram tão individualistas e orgulhosos que não tentam sequer estabelecer contacto. A mãe tinha falado de um tipo raro de humanos. Aquele tipo que sabe o que os Gatos realmente são. Que não lhes dão nomes tipo Bichano, Mimi, Cacá e essas coisas. Que reconhece a grandiosidade de estirpe tão nobre.

- Minha mãe soube escolher, meus senhores. Sois gentis e simpáticos. Aceito ficar. Querida Lady Nocas, poderá levar-me até os meus aposentos para que descanse então?

_________________________________________

Olhem só

Apesar de Sábado ter sido o GRANDE DIA (fui buscar Lord F.), não é sobre ele que escrevo agora.

Na sexta-feira tive uma agradável surpresa ao sair das aulas e chegar perto do meu velhinho mas mui querido carrinho:

Alguém tinha feito o favor de me libertar do rádio e estragar a porta do meu Mazda

(não conseguem ver mas estou a ser irónica)

Pior, bem pior do que os danos materiais provocados é a sensação de terem entrado no MEU espaço... de terem mexido nas MINHAS coisas...

E talvez o mais hilariante de tudo terá sido o comentário tão português vindo de um querido funcionário da segurança

- Ainda bem que não lhe roubaram o carro...

_____________

O fim de semana foi fantástico com tão nobre criatura nos meus humildes domínios... mas isso é outra história

Uma boa semana

Friday, 4 April 2008

A marcha para a Liberdade

Um dia o pai deu-me um livro.
Correcção:
Tive uma infância de alta riqueza, porque todas as semanas o pai dava-me um livro. Algumas vezes de banda desenhada (Tio Patinhas, Mónica, Marvel... valia tudo)... outras vezes mais um exemplar da Condessa de Ségur... outras uma pérola que considerava que deveria ler... "A Cabana do Pai Tomás" foi um deles...
mas nesse dia entregou-me um livro com mãos macias, tesouro escondido...
O pai adorava fazer ar de solene de vez em quando... e era de facto SOLENE
- Hoje é o aniversário da morte de uma pessoa muito importante.
(não havia net... nem canais temáticos... não sabia de quem falava)
- Este livro li-o em Angola... guardei-o escondido durante muito tempo... agora é teu.
Como calculam tive medo de receber esse livro

A marcha para a Liberdade

Comecei a lê-lo nesse dia

E fiquei a conhecer Martin Luther King

Lembro-me que há tempos (não tive o cuidado - grrrr - de esperar por tão grande data) para entregar a preciosidade à CV

Há net... há canais temáticos... já sabia quem era

Mas recordo da emoção nos olhos ao contar-me a sua interpretação dos factos.
- É um verdadeiro herói - disse

Gostei.

A propósito, ou talvez não, ou talvez não... a reportagem na SIC Notícias sobre o "secondlife"
- E eu lá quero uma second life? - CV - gosto tanto da primeira!...

E tudo vale a pena


ps- it's friday!!!
Amanhã o Lord F. vai para casa!!! É que nem fazem ideia da excitação que vai lá por casa!!!!

Bom fim de semana!

E não é que me esqueci???































Já fez um aninho este Lado!!

Thursday, 3 April 2008

Ver seres fantásticos


Descobri por acaso esta iniciativa!!!


Uma webcam foi instalada num ninho de grifos na zona do Tejo Internacional, na Beira Baixa.





ao vivo

fantástico!!!

Wednesday, 2 April 2008

Encontrei-te

Já não sabia por onde andavas...

Usei-te durante um tempo para escrever os meus recantos, os meus "esqueletos" - aqueles que quero bem próximo de mim - as minhas angústias. E vi como eras.

Pensei em transcrever-te para aqui... mas, sabes que mais? Não penso que alguma vez o farei. Tu eras eu nessa altura. Eu era aquelas letras. Mas elas valem por estarem ali. Impuras e impensadas. Despejadas.

Gosto de te ler, mas por enquanto é só.

Monday, 31 March 2008

Disseram-me...

... que sou elitista
... que me tornei uma fulana de direita sem respeito pelas origens
... que tento ser o que não sou

___________________________________________

Estava muito bem no supermercado em plena negociata com a minha Cria Mais Nova
(à parte:
é cada vez mais delicioso falar e argumentar com elas!
Porque já têm opinião - que sempre tiveram, mas muitas vezes era um simples "porque quero" - porque conseguem debater-se e contrapor... porque lhes sinto respeito mesmo quando discordam de mim)

O negócio era: qual o gelado a levar!... tarefa importante, já que é comprado apenas um por mês e deverá ser do agrado de todos

Ela dizia isto eu dizia aquilo

De repente, vindo do nada uma "senhora" mete conversa com a Cria enquanto me pisca o olho
- A tua mãe é muito gira. Parece mesmo aquela actriz da telenovela... como é que se chama? - e deixa no ar um espaço imenso para preenchermos... espaço que não conseguiremos nunca preencher. Não vejo nenhuma - não, não é elitismo da minha parte... eu ainda sei a música TODA do "Roque Santeiro" e "Dancing Days" (?)... aquela "cheguei / prá conquistar o mundo / você / seduz e vai bem fundo..." hihihihih - mas não vemos, nenhum de nós... ficámos os dois com ar embasbacado, sorriso (disse o F.) igual nos 2 rostos do tipo "but what the..."

Eu ainda mais confusa porque não percebi se era um elogio ou uma "boca". E, deixem-me que vos diga... já que nos comparam com "alguém" sempre era proveitoso saber. A senhora afastou-se com um sorriso e novo piscar de olhos como se me tivesse contado uma anedota... tive vontade de lhe dizer que não via novelas, mas o F. parou-me.

- De certeza que era elogio... - adivinhando-me as palavras que subiam pela garganta.

Quanto à Cria Mais Nova, que me observava com olhos enormes - sempre atenta, aquela Cria, às minhas reacções... - deu-me a mão. Sem palavras beijou-me e disse baixinho. Não ligues...

Chiça!

Onde é que eu escrevi as minhas emoções todas para aquela coisinha me ler tão abertamente???????????????

Principalmente quando a Autora daquelas palavras lá em cima vieram de Quem me deveria conhecer... enfim!
_________________________________________________

A Cria Mais Velha, pelo seu lado, é o cúmulo do gozo!!

Mordaz e irónica... rio enquanto me lembro da sua cara.

Algures por este fim-de-semana disse qualquer coisa como "eu sei que sou chata" ao que a Cria Mais Velha contrapõe "pois é" entre risos gozões. A Cria Mais Nova, nos seus inocentes anos diz prontamente
- Não és nada, mãe!!!! És bem gira até!

Thursday, 27 March 2008

Rodilha

- Mãe, posso partir a parede com a cabeça?

???????

Felizmente não tinha amaciador nas mãos (lol)

Normalmente sentar-me-ía numa cadeira ou no sofá... puxaria a Cria para perto de mim e, com a voz mais doce que alguma mãe ou Cria já ouviu perguntar-lhe-ía de onde lhe tinha saído aquela ideia, insistiria numa explicação, entrelaçando abraços e beijos, explicaria por "A mais B" porque é que "deste lado da vida" não é lá muito conveniente andar a partir cabeças ou paredes ou qualquer outra coisa assim por-cá-dá-aquela-palha;

....

Está bem... confesso

Não tenho a voz mais doce
Não uso, quando falo com as Crias, a expressão "deste lado da vida"
As Crias não gostam de palha
...mas...

adiante

Isto seria no meu estado normal... aquele que certos "cafés" não gostam
(estou a abusar nas aspas, não acham?)

mas não estou nem ando (se é que alguma vez lá estive ou andei ou fui... devaneio outra vez!...) no meu estado normal

Não filtrei a linguagem, não filtrei a idade das Crias

- O QUÊ? Ouve, Cria, deste-me muito trabalho a parir para agora andares a partir-te por aí!...

silêncio

- Mãe? Não te zangues... mas eu posso ter dado muito trabalho a parir... mas, mãe, dás muito trabalho a aturar.

........................................................

Se eu tivesse alguma dignidade (que ficou cá em baixo por ter exposto este lado sombrio) acabaria o post de hoje aqui

Mas continuo
Com remorsos instantâneos e antevendo milhares de Euros gastos por aquela Cria em psicanálise porque a mãe lhe disse uma coisa daquelas e tal
segui-a

- Mano, não posso desmanchar a parede do castelo de Lego com a cabeça... temos que a desmanchar peça a peça

(mais tarde sussurra ao pai) - Pai, o que é parir?

hihihihihi
o F. que ESSE sim estava, não com o amaciador na mão, mas com um anzol por "empatar" (é mesmo esse o termo técnico) deixou cair a linha e quase que enfiava o dito por empatar na unha...

Fechei-me na casa de banho a rir enquanto o F. me chamava furiosamente

ps
Perguntam-se porque é que se chama rodilha???? Eu também... mas é uma palavras que gosto bastante
Desculpem lá este chorrilho mas vou ali rir

Monday, 24 March 2008

continuamos assim

... sem inspiração.

Apenas... sei lá... anunciar o novo membro da família (ainda não chegou mas já tem nome e indicações muito precisas das Crias sobre a educação)...

Porque quero manter (o máximo possível) o anonimato apenas digo que será Lord F.
Se for menina, Lady L.

E, por causa de um antigo comentário que fiz ao blog cafezinho da "minha" amiga Once...
(minha entre aspas porque lhe tenho respeito e não me avoco o direito exclusivo .... hihihih)

Isto agora é só a descer até 2017... mas anime-se, Caro Leitor! Já só faltam Nove Anos!

Uma boa semana

PS
Antes que disparem uns parabéns sinceros ....... mas infundados
O novo membro da família, para quem não sabe... é um orgulhoso exemplar da família dos felinos!!!!!

Monday, 17 March 2008

Wednesday, 12 March 2008

Hoje

- mãe, estás muito gira hoje! Fica-te bem essa fita...

Monday, 10 March 2008

It's been a while...

Para aqueles que (ainda) cá venham... as minhas desculpas.

Tempo, ou a falta dele

Inspiração ou a imensa falta dela

De repente gritam-me ao ouvido o mantra da arte

a inspiração não tem nada a ver com nada
É apenas trabalho, trabalho, trabalho...

mas não sou artista portanto dou-me a estes ares de "desinspirada"

E o que tem acontecido?

Nada

Trabalho desinteressante, rotina normal

O que me traz aqui hoje são os imensuráveis mistérios da mente humana no geral... e das crianças em particular.

Ouvi alguém com ares de psicólogo afirmar que era importante para o "luto" falar no assunto.

E é isso que as minhas crias fazem talvez por instinto.

O próximo habitante deverá ser o oposto da M.
Não deverá ser comprado, porque a M. também foi salva da rua... também queremos salvar outro bebe das ruas
Já não vale a pena deixar ossos
A casa está silenciosa
Fizeste canja a mais, mãe. A M. já não pode comer.
Olha aquele caozinho na praia tão giro... parece a M.

E o sorriso aparece, terno, dolorido mas entendedor desta vida deste lado com as suas idas...

A CN era bastante mais ligada à M. que a CV. Na verdade fez de enfermeira, cuidou dela e percebeu antes de todos que estava na "hora".

A CV era mais distante, mais zelosa do seu espaço e pouco compreensiva às constantes reclamações de atenção da M.

- Em frente Mãe. Um dia de cada vez.

E, se não for por mais nada, e sabendo da crueldade da afirmação seguinte... a CV aprendeu a valorizar cada hora.

Vou ser mais compreensiva com o próximo habitante. Tenho pena de não ter ligado à M. e de ter reclamado tanto.